Cidade gaúcha pronta para o apocalipse (não tem nada a ver com argentinos)

Quanto mais eu saco dos phasers, klingons aparecem do nada. Muito provavelmente um wormhole para a dimensão da idiotice foi aberta ou alguma entidade estacionou um Buick Roadmaster 1953 lá pelas terras do gaúcho nascente. Tinham me mandado esta notícia de manhã, e mesmo que as loucuras sejam a ordem do dia, a coisa ganha tonalidades catastroficamente épicas num mico de 3 punhais.

Agora, um grupo de baguais está em meio a um bochinche e em cima do laço dão uma chamada que o fim-do-mundo está próximo e o patrão-véio está de mau-humor e vai mandar um tsunami para cima de todos nós, mesmo os que moram na serra gaúcha. Barbaridade, tchê, esta é sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Cidade gaúcha pronta para o apocalipse (não tem nada a ver com argentinos)” →

Do micro ao macro: uma viagem com escala de tamanhos

Nada é mais difícil de racionalizar do que tamanhos. Quando eu falo que meu irmão tem 1,90 m de altura, vocês conseguem ter uma ideia de quão grande ele é. Se eu disser que minha irmã “pesa” (sim, eu sei) 100 kg, vocês têm uma noção que ela é maior que meu irmão, assim como maior ainda será o número de ossos quebrados que eu terei quando ela ler este parágrafo. Entretanto, se eu falar da distância entre Rio de Janeiro e Quito (capital do Equador) e perguntar se esta distância é maior que entre Lisboa e Kiev (capital da Ucrânia) , teremos problemas, pois são distâncias que não conseguimos abstrair, nos reservando a comparar medições com números exatos.

Agora, e se jogarmos números que expressam tamanhos e distâncias, não só pequenas — como um mosquito ou um átomo de hidrogênio — mas coisas gigantescas, como o tamanho de estrelas massivas, a nebulosa Olho de Gato e até mesmo o Universo? Como fazer, então?

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Besouro que ataca cafezais tem gene de bactéria

Existe gente capaz de tentar me convencer que a Natureza é lindinha. Na verdade, é a coisa mais zoneada que existe. Claro, eu posso estar muito enganado. Se a Evolução existisse, veríamos coisas estranhas acontecendo, como dois seres vivos roubando material genético um do outro. Mesmo porque, o vírus da AIDS não existe. Não sei o que o pessoal da FIOCRUZ está fazendo lá, gastando rios de dinheiro com pesquisa?

O problema de afirmações assim esbarram no fato que a Natureza é tão sacana que pouco se importa com os “fatos”. Um perfeito exemplo é a larva do Hypothenumus hampei, também conhecido como broca-do-café[1] [2(PDF)] [3], que adquiriu a capacidade de atacar as pobres plantinhas, graças a um trecho genético adquirido de uma bactéria. (Mas evolução não existe)

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DARPA mostra seu guepardo-robô. Natureza ri

DARPA é acrônimo de Defense Advanced Research Projects Agency (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa). Quando os soviéticos saíram na frente lançando o Sputnik, colocando a língua pra fora, os polegares na orelha e balançando os demais dedos fazendo "bléééééé", Eisenhower montou na macaca, fulo da vida, achando que os EUA tinham que ter um centro de pesquisa melhor que os garotos de Nikita Khrushchov. Como contrariar presidentes nunca foi uma ideia sensata, a DARPA foi fundada e dela sai maravilhas tecnológicas para o campo de batalha (ou não).

Eles apresentaram recentemente um robô quadrúpede bem ligeirinho, uma espécie de guepardo-robô (em inglês, chamam Cheetah e é daí que vem o nome daquele salgadinho Cheetos). Pelo menos, ligeirinho para um robô.

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Alienígenas ameaçam a Antártida

Não estou falando, claro, de extraterrestres que vivem pendurados no telefone. A palavra "alienígena" não diz que o referido ser vivo tem que vir do Espaço, podem dar uma olhada em seus dicionários. Se bem que a classe dos alienígenas pode se sentir ofendida com isso e o Ministério Público Federal pode dar ordem para a supressão deste vocábulo.

O problema diz respeito a espécies invasoras, e elas podem influenciar (e normalmente no mau sentido) o ambiente para onde foram parar. No caso da Antártida, turistas e até mesmo pesquisadores estão contribuindo para um desequilíbrio ecológico, e isso pode ser feito com uma simples sementinha.

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Lua de Saturno apresenta vestígios de oxigênio em sua atmosfera

Li uma coisa que me fez lembrar de Percival Lowell. A NASA publicou uma pesquisa onde foram detectados traços de oxigênio numa das luas (mais corretamente, "satélite natural") de Saturno. De início, poderíamos pensar "Uhuuuuuuuuu, nóis pode arrespirar lá!" ou que, pelo menos, o satélite Dione seria capaz de abrigar alguma espécie de vida. Entretanto, as coisas não são tão simples, pois a quantidade de oxigênio não é tanta assim. Por que deveríamos nos importar, então?

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O açoite turbulento do Sol sobre Vênus

Muitas coisas podem sair erradas com qualquer coisa. Vênus é o perfeito exemplo de como tudo pode ir para as cucuias. Mesmo tendo quase o tamanho da Terra (o que lhe conferiria, em princípio, uma força gravitacional equivalente), Vênus tornou-se o próprio exemplo de planeta em eterna TPM. Com suas temperaturas abrasadoras, chegando a mais de 500 °C, Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, mesmo sabendo-se que Mercúrio é mais próximo do Sol.

Se já não basta o efeito estufa estando mais próximo de um "efeito siderúrgica", com uma atmosfera muito densa — com ácidos em suspensão capazes de corroer qualquer sonda que ouse permanecer nela por mais que alguns segundos, até ser completamente destruída em, no máximo, 2 horas — e tempestades violentíssimas, com altos índices de eletricidade estática, temos que levar em conta o adágio: "Nada é tão ruim que não possa piorar". E é exatamente isso que acontece em Vênus. Além de algo já bem ruim, tempestades solares bombardeiam sem dó nem piedade, pois nada na Natureza é bonzinho.

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O estranho mundo da melanina e seus efeitos

As pessoas dão tanta ênfase à cor da pele como se isso as fizesse especiais de alguma forma. Acho estranho as pessoas se dizerem orgulhosas por uma mutação genética que lhes deu um trecho do código genético capaz de produzir em maior ou menor quantidade de melanina, um acontecimento fortuito e que pouco tem a ver com questões sociais. Deixando isso de lado, vemos a melanina fazer-se presente em diversos seres vivos, fazendo-os adquirir tons superficiais que poderão determinar quem estará mais apto  para sobreviver em determinada região. Entretanto, também há o caso em que ela não está presente ou sua dispersão se faz de forma estranha. Costumamos nos referenciar a pessoas "normais" (notem as malditas aspas!) e as pessoas com albinismo; mas há outros estados e o mundo não é só preto-e-branco, se me permitem o trocadilho.

Acompanhe-nos em mais um capítulo do Livro dos Porquês e saberemos que aquela mecha que você julga sexy nada mais é que um desvio genético, uma anomalia.

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“Pesquisadores” ainda enchem o saco com túmulo que dizem provar que Jesus ressuscitou

A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ocorre quando algo é admitido como causa de um evento meramente porque o antecedeu. Essa é outra versão da Falácia da Causalidade Fictícia. É a falácia que toda superstição usa. Por exemplo: "Eu vi um cachorro cagando na rua, em seguida um carro atropelou uma velhinha. O atropelamento foi causado pelo cachorro porcalhão". Esta falácia é uma maravilha e eu posso ilustrar qualquer coisa com ela. Foi isso que o dublê de arqueólogo Simcha Jacobovici usou, abusou e lambuzou nos seus pseudodocumentários. Na verdade, Jacobovici não é arqueólogo e sim jornalista. Repeat after me: Jornalista falando de Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar".

Para a segunda edição da SEXTA INSANA, pseudo pesquisadores ainda ficam enchendo o saco com um túmulo vazio que, se3gundo eles, prova que Jesus viveu, morreu e ressuscitou. Qual a prova? O túmulo tava vazio, logo é ÓBVIO que Jesus não estava lá. Duh!

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MPF quer retirar dicionário de circulação por “ofender” ciganos

Se tem duas coisas que realmente infinitas é a ignorância boçal das pessoas e a estúpida ideia que querer aparecer. O Universo, sabe-se, não é infinito. Quando alguns desses idiotas usam terninhos lindinhos e enchem a boca (não nesse sentido) para dizer que são advogados, temos o vislumbre do desastre.

Já não bastava as loucuras do dia-a-dia. Temos que aturar um acicate a qualquer meio, veículo e/ou instrumento de educação, ensino e aprendizagem. A bola da vez é o dicionário Houaiss, o qual deve ser rasgado, queimado e destruído a uma temperatura de 451 ºF. E o Ministério Público é quem será o carrasco, se deixarem (e provavelmente irão deixar). Esta é a sua SEXTA INSANA!

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