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Bom, acharam os restos dos restos que era o crânio conhecido como “Luzia”, o fóssil humano nativo das Américas. Segundo o que sobrou do Museu Nacional (lamento, mas eu tenho que falar assim. O Museu foi destruído para sempre. O que vão fazer é outro museu. Alguém tem que falar a verdade), os ossos, que já não estavam tão ótimos assim, foram encontrados em estado mais deplorável, graças a uma sortuda incompetência generalizada. Se antes a caveira não estava totalmente preservada, do que tinha lá só acharam 80% (entenderam o “resto do resto”?). O anúncio foi eito ontem (19/10), mas não disseram quando encontraram a ossada.
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Não, ainda não chegou 2019 e não é dia primeiro de abril e eu não estou bêbado. Meus artigos desta data não fazem jus à realidade, que não precisa fazer sentido. Só a ficção precisa, como diria Tom Clancy.
Deus é um menininho coitadinho, indefeso e fraquinho. Este serzinho inútil, tosco e desprezível é tão ridículo que é incapaz de tomar uma decisão quando falam mal dele. Ele corre para a barra da saia de quem o inventou e, com isso, seus fiéis seguidores tomam à frente para defendê-lo. Sem essa galerinha da pesada, Deus jamais teria condições de se defender e falar por si mesmo. Aquele do Velho Testamento é muito melhor, mas a realidade nunca é como nos livros de ficção.
De acordo com o dr. Ian Malcolm, a vida sempre dá um jeito. Isso é mais do que comprovado em todos os cantos do planeta. Claro, ter um planeta dentre bilhões de sistemas solares, com bilhões de estrelas em cada uma das bilhões de galáxias, deixa de ser tão impressionante assim. Algum planeta teria que abrigar vida em pelo menos um, nesses 14 bilhões de anos, e foi por pouco (várias vezes) que quase tudo não vai pra vala evolutiva. Não se sinta especial. Você deu a mesma sorte que um fungo.
Dizem que se você não serviu pra nada mais, acabará sendo professor. Hoje em dia, a frase ficaria melhor da seguinte forma: Se você não aprendeu nada na vida, vai acabar virando youtubeiro. E se o principal que você não aprendeu é exatamente Ciências, muito provavelmente se tornará divulgador científico no YouTube. Hoje, YouTube é que nem papel: aceita qualquer merda e quanto maior a merda, mais sucesso faz.
Sim, mais uma daquelas incríveis evidências da Arca de Noé, sem apresentar evidência nenhuma. Eu adoro estas descobertas absolutas que ninguém viu, ninguém comprovou e sequer tiram uma fotinha. Mas eu sou um cara legal (não sou) e sempre estou pronto para dar ouvidos (não estou) a qualquer um (imbecil) que tenha incríveis provas (nunca aparecem) da existência da Arca de Noé.
Rio de Janeiro publicou uma lei impedindo a distribuição de canudos plásticos em restaurantes, bares e lanchonetes. Copos de plástico, sim. canudos, com um quarto da quantidade de plástico em relação a copos, não.
O Papa Chicão é um cara bem legal, pena que não gosta dem… de pecado. Sim, isso mesmo. Nada de pecado. Pecado é coisa feia. Daí, por causa dos processos abertos contra pedófiulo, algumas almas idiotas acharam que Chicão, the First é o cara antenado com todas as causas lacradoras e talz. Essa ideia imbecil ignora 2000 anos de Igreja Católica, que não está esse tempo todo em atividade jogando seus preceitos mais básicos no lixo. Uma coisa é Chicão soltar que temos que amar ateus e tal, porque eles são melhores que falsos cristãos. Isso é uma pérola ou outra jogada a esmo, sem ser um pronunciamento oficial urbe et orbi.
Seria possível saber mais sobre a saúde de pessoas que viveram muito antigamente usando apenas… arte? Sim, é possível. Arte é uma expressão um pouco de nós mesmos sobre nós mesmos. Às vezes exagerada, às vezes fiel. A Antropologia de verdade (não gente que vai em banheiro público saciar seus desejos sexuais) procura entender grupos humanos e como eles viviam. Dá até para saber se eles sofriam de alguma doença congênita.
Todo dia eu vejo pesquisas que são candidatas ao IgNobel. Algumas mais outras menos. Gosto de ler sobre todas elas por saber que são pesquisas reais e até mesmo importantes, mas ainda assim são inusitadas. Imagine que alguns pesquisadores resolveram estudar a feição das pessoas durante um orgasmo; mas não é apenas isso. Traçaram um paralelo com as feições de quando sentem dores, e compararam diversas etnias para saber como cada uma responde.