O que tem oito patas, sobe pelas paredes e pode salvar vidas, mesmo não tendo uma?

Uma aranha! Entretanto, não é uma aranha comum e ninguém precisará pegar o chinelo para matar a desgraçada. Ela não está viva, e não é o defunto de um aracnídeo. É um robô, projetado, construído e desenvolvido com um único objetivo: salvar vidas, e isso poderá ser adquirido de forma barata, já que sua força motor será obtida apenas com o auxílio de ar comprimido. Eu quero uma!

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Macacos, robôs e a Copa do Mundo

Em Aliens, o Resgate, Sigourney Weaver entra em campo para sair na porrada com o bicho-feio-babão. Como "na mão" ela não seria idiota de fazer, ela vem com um exoesqueleto imenso. Isso é recorrente em várias obras de ficção científica e nem é mais tão ficção assim, já que engenheiros japoneses mostraram em 2009 que apetrechos assim são plenamente viáveis (vídeo AQUI).

Isso, por si só, já é algo e tanto, mas sempre queremos coisas melhores. É o natural em termos de evolução do conhecimento. Um exoesqueleto assim é muito útil, mas tem problemas por ser grande e desajeitado. Muito bom para serviço pesado, mas deficiente em termos de sensibilidade. Não seria legal se pudéssemos mover máquinas e sentir o mundo através delas, através do mais importante dos sentidos? Sim, seria e é no que o pesquisador Miguel Nicolelis está avançando, conseguindo que macacos tivessem uma real sensação tátil ao manipular objetos que em fato não existem. Mas hein?

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Ratinho ciborgue é a chave para curar lesões no cérebro

O cerebelo é uma pequena parte de nosso cérebro. Tão pequena quanto importante. Não é à toa que ele tem este nome, que significa "pequeno cérebro". Sua função primordial é manter nosso sistema de equilíbrio em perfeita ordem, bem como controlar nossos músculos em movimentos voluntários. Assim, o ato de estar digitando estas palavras é prova que meu cerebelo está funcionando maravilhosamente bem, brigado por perguntar.

Quando temos alguma lesão no cerebelo, temos sérios problemas, mas estes problemas parecem que serão resolvidos de uma vez por todas daqui a algum tempo. Foram testados em ratos cerebelos artificiais, fazendo com que o que era apenas ficção científica passe a ser realidade.

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Lingodroids: A Era dos Robôs Fofoqueiros

Uma das melhores sequências do Exterminador do Futuro 2 é quando um John Connor meio grandinho para quem tem 10 anos tem um, digamos, debate ético com o Schwarza sobre não matar pessoas, em que a máquina dos infernos fica com aquela expressão inexpressiva (mas hein?) perguntando "Why?". Acima dos problemas filosóficos envolvidos, há o problema da linguagem, em que a máquina possui problemas na compreensão da linguagem humana. Isso, não obstante, não é só um problema da relação homem-máquina, mas no modo que máquinas se comunicam entre si.

Você deve estar imaginando porque a sua TV deveria  conversar com seu reprodutor de Blu-Ray (apesar que o meu não se reproduz. Devem tê-lo castrado na loja. Raios!), mas a questão seria em termos de máquinas robóticas, que atualmente nada mais são que meros "paus-mandados" que fazem (ou deveriam fazer) o que se programara previamente. Assim, quando você chega perto daqueles robozinhos meigos que sussurram de noite "morte aos humanos, morte aos humanos", pode ter certeza que ele não está planejando um levante com outros robozinhos assassinos.

Pelo menos, não era assim antes da chegada dos lingodroids…

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Equipe de Fórmula 1 patrocina mão biônica a fã de 14 anos

Li hoje uma postagem do Meio Bit que me fez me auto-xingar a mim mesmo (sic) muito. Nem precisei do Twitter. Era a história de dois garotos nos idos de 1957 que corajosamente (ou inocentemente, o que não faz diferença) escreveram ao National Institutes of Health (Instituto Nacional de Saúde), solicitando uma verba altíssima (10 dólares da época) para a construção de um… foguete. Ernest Allen, chefe do Departamento de Verbas de Pesquisa, apresentou a carta em uma reunião e os cientistas lá resolveram fazer uma vaquinha e mandaram os 10 merréis pros garotos. Eles ficaram felizes e conseguiram construir o foguete. Leiam o texto do Cardoso ou quebro as suas pernas.

Leram? Ótimo. Alguns de vocês devem estar pensando que isso é coisa de antigamente, e que hoje bilionários não gastam rios de dinheiro em entidades filantrópicas. Entretanto, um menino de 14 anos e fã de Fórmula 1 (coisa que eu não vejo a menor graça) resolveu pedir uma mão biônica ao chefe de equipe da Mercedes e…

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O voo divino de Helios

Hélios é a personificação do Sol. Embora, às vezes, associado a Apolo (que chegou a perder a cabeça por Aquiles), Helios é uma divindade que retrata o poder do Sol, tal qual Guaraci. Filho dos titãs Hipérion e Teia, Hélios tinha como irmãos Eos, Aurora e Selene, a Lua (ou Jaci, dependendo do mito que você mais goste). Ele está a serviço de Zeus, o deus pegador, e com seu carro de fogo percorre os céus. Se fosse um barco, ele teria outro nome, seria outro mito e este artigo não teria o menor sentido, então, vamos deixar Tolkien descansando de lado um pouquinho.

À semelhança de Hélios, outro veículo voa pelos céus usando unicamente o poder dos feixes energéticos e das emissões eletromagnéticas do Sol. Por muita justiça, a NASA batizou o protótipo com o nome do Deus Sol dos gregos.

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Pesquisadores estudam novas interações entre deficientes e máquinas

O Kinect da Microsoft é uma revolução no mundo dos jogos eletrônicos (no Cet.net não usamos anglicismos desnecessários. Se tu usas, és um idiota!). Se antes usávamos teclados, joysticks (este não tem uma tradução à altura e eu sugiro aportuguesá-lo para jóistique), alavancas e outros tipos de controle, hoje usamos a nós mesmos, coisa que nossos pais, avós e bisavós já faziam em termos de diversão. O próximo passo é facilmente imaginável, mas meio difícil de implantar: usar interfaces homem-máquina, onde nossas mentes se fundiriam a computadores e as ordens seriam transmitidas diretamente aos processadores e os softwares fariam o resto.

Arthur Clarke já tinha elaborado isso em seus romances da série 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Mas até que ponto isso fica no terreno da ficção?

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Pássaros são peças-chave na engenharia aeronáutica

O que difere os seres humanos do mundo natural é que não precisamos desenvolver tecnologias na base da Seleção Natural, onde as modificações são lentamente testadas, descartadas, testadas de novo ad infinitum, até que algo mostre que é realmente útil e faz diferença para o determinado ser vivo. Obviamente, isso não adiantará muito se ocorrer algum desastre natural que acabe dizimando quase tudo pela frente, ou alguma mutação doida crie uma cilada evolutiva. Não, nós não precisamos o velho sistema de tentativa-e-erro,e se a Natureza fez o favor de ir testando e selecionando ao longo dos bilhões de anos de história evolutiva, só mesmo um idiota começaria a reinventar tudo do zero, e foi isso que os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, fizeram: tomaram pássaros como modelos, onde alguns loucos estudam maravilhosas máquinas voadoras.

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As maravilhas de Enceladus

Enceladus é, na minha opinião, a mais bela e enigmática lua de Saturno. Nos habituamos a falar “lua” para nos referir aos satélites naturais. A saber, só existe UMA lua no Sistema Solar, e é a nossa Lua; só que Enceladus não tem muito a ver com a nossa Lua. Pelo menos, uma coisa é bem diferente entre os dois astros: a Lua não possui gêiseres nem é feita de água. Mas Enceladus, sim, o que foi uma grande surpresa para os astrônomos. Mas que segredos se escondem numa pequena lua num pequeno satélite natural, largado a milhões de quilômetros longe da Terra? Hora de abrir o Livro dos Porquês.

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Cientistas desenvolvem pele artificial com nanomateriais

t800.jpgAo contrário do que você possa pensar, estes nanomateriais não são exatamente células como as que você tem. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, conseguiram produzir um material eletrônico sensível à pressão a partir de nanofios semicondutores. A maravilha deste brinquedinhos é que ele é sensível à pressão, ou seja, poderá dar respostas a impulsos gerados por simples toque, sinalizando uma possibilidade de substituição de tecidos epiteliais danificados por queimaduras.

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