Dois minutos observando a Natureza e vemos que artrópodes são os verdadeiros escolhidos para dominar o mundo. Afinal, efetivamente é isso que eles fazem São milhares de espécies de besouros, zilhões de insetos, e todos eles pouco se lixando para a gente. Você pisa em um. So what? Ainda têm alguns trilhões para você dar cabo. Eles estavam aqui antes da Humanidade aparecer, estarão aqui depois que formos doce e gloriosamente pra vala evolutiva. Nada mais natural que, ao se pensar em robôs, utilize-se a forma e estrutura já mais do que testada por bilhões de anos.
O melhor exemplo disso é Hector, o robôzinho maneiro que pode parecer um brinquedo, mas visa algo muito maior, como entrar por qualquer canto, que nem aquelas porcarias de baratas.

Vi uma manchete bombástica –
Arthur Clarke foi um dos marcos da literatura de Ficção Científica. Seu mundo de computadores, alienígenas, foguetes, flutuações quânticas era apenas uma pequena casca do que ele realmente foi. Engenheiro, especialista em radares e o cara que sentou e fez todos os cálculos provando a viabilidade do satélite geoestacionário.
Na noite da última terça-feira (23/09), a Índia conseguiu DE PRIMEIRA colocar uma sonda em órbita de Marte. A Índia, com todos os seus problemas sociais (na maioria das vezes causados pelos seus sistemas de castas e sua religião meio esquisitona) consegue algo fantástico. O Brasil? Infelizmente, não conseguimos construir um foguete (coisa que a Alemanha fez na década de 1940) nem colocar um satélite em órbita (coisa que a URSS fez em 1958).
O Brasil tem sérios problemas. Um deles é exatamente ser o Brasil. Ontem foi inauguração da Copa do Mundo; e, cá pra nós, que LIXO! Meia dúzia de gato pingado parecendo alguma mostra pedagógica de colégio de periferia, com ents, garoto índio vestido como um maia (não perguntem) e ainda reclamam que gringo pensa que aqui é só mato, selva e bundas rebolantes. Pior! Nem passista de escola de samba tinha. Pelo menos, colocassem o
Eu recebo muitas mensagens. Algumas me elogiam, outras tiram dúvidas, outras reclamam que eu sou muito ácido e ofendo o coraçãozinho puro das pessoas. Agora, uma mensagem que eu recebi chegou a ser tocante. Uma menina de 18 anos que quer fazer Ciência, mas ninguém disse como, e vemos que há algo muito errado no Brasil, quando nem mesmo professores parecem ter amor pelo que ensinam nem se entusiasmam.
Eu adoro qualquer tipo de robôs. desde aqueles que se faz com LEGO até robôs assassinos exterminadores de policiais cibernéticos. Temos desde os fofinhos como o Aibo até um drone que leva democracia aos rincões de Deus-me-livre. E agora, temos microrrobôs capazes de construir coisas, mas isso não seria nada demais, também. Os materiais usados podem ser madeira, vidro, circuitos eletrônicos e, se bobear, faz até exame de toque retal.
O titânico satélite de Saturno não é um lugar bem-humorado. Ali, não é pra fracos. Sendo o maior satélite de Saturno, o Senhor dos Céus, e o segundo maior do sistema solar, com um diâmetro equatorial de 5.150 km (Terra = 12.756 km e Marte = 6.792 km). Titã tem uma atmosfera que é predominantemente nitrogênio (95%) e metano, além de outros pouquíssimos gases. Possuindo imensos oceanos de metano em estado líquido (previstos por Carl Sagan muito antes da sonda Cassini ir até lá), Titã parece que não está muito afeito a visitantes.
Eu vi o filme “Ela” (Her) e o achei ficção científica de primeira qualidade. Trata-se de um cara cuja profissão é escrever bilhetes para os outros, o tipo de emprego que será muito requisitado no futuro, dada a quantidade de analfabetos e analfabetos funcionais que andam aparecendo por aí. Parece meio como a personagem da Fernanda Montenegro em Central do Brasil, mas diferente do filme brasileiro, o personagem de Joaquin Phoenix foi bem desenvolvido.
O mundo da telepresença é algo fascinante. Você poder interagir a distância com um ambiente, mesmo estando a quilômetros dali, dá um gosto todo especial de ficção científica, mas que é realidade. Não vivemos no futuro. Vivemos um presente maravilhoso, com um amargo gosto de passado quando vemos que muita coisa não mudou há séculos.