Qual o destino dos metais que não são mais usados?

Extração de minérios para se obter metais tem um impacto ambiental muito alto. Mas é necessário. Mas é altíssimo. Mas é necessário. Você quer carcaça de alumínio no seu iPhone? Então pare de frescura ambientalista. Ou jogue seu iPhone no lixo. Ou faça as duas coisas e não encha o saco. Praticamente, não tem metais livres na Natureza. É preciso extrai o minério e purificá-lo, extraindo o metal que se quer. mas e o que não se quer? O que se faz com aquilo?

Nós não paramos de extrair mais e mais minerais da crosta terrestre, e nossa tecnologia demanda ainda maior extração e produção de metais e ligas. Mas e o que anda abandonado por aí?

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Descobertas tatuagens escondidas no Homem do Gelo

Otzi é um cara para lá de legal. Ou era, já que morreu faz um bocado de tempo. Pessoal adora cavucar as entranhas dele, ainda mais depois que encontraram bactérias. O mistério do Homem do Gelo vai sendo aos poucos desvendado. Já faz um tempo que encontraram algo muito interessante nele: tatuagens. Não que ele tenha sido de alguma banda heavy metal. Na época dele não tinha essas coisas. As tatuagens tinham outros fins, a maioria deles, religiosos. O que é interessante é que estas podem ser as tatuagens mais velhas que se tem notícia.

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Cientistas colocam o bicho-pau na mesa para fazer robôs melhores

Muitas vezes as pessoas confundem camuflagem com mimetização. Camuflagem é quando seu padrão de cores se mistura com a do ambiente, como leões em plena savana africana. Já a mimetização é quando o animal mimetiza, isto é, imita algo ao seu redor, como aranhas que se parecem com formigas, como a Myrmarachne plataleoides. Mas o clássico mesmo é o chamado bicho-pau, um artrópode insecta da ordem Phasmatodea. Ele tem este nome por ser parecido com um graveto, não necessariamente um pau, dada as dimensões. E por isso é chamado de stick insect. Esta gracinha chega até a 18 cm e nessa altura você está fazendo mil e uma piadinhas a respeito do bicho. Quando parar com a infantilidade, eu continuo.

Cientistas adoram o bicho-pau (inclusive), pois ele tem uns segredinhos que podem ser bem úteis. Um desses segredinhos é como o bicho-pau anda. Saber como ele move suas longas pernas e mantém-se em perfeito equilíbrio pode ajudar a vencer desafios em termos de engenharia e robótica.

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Cientistas investigam as pistas de antigos assassinatos

O dia amanheceu nublado, escuro. A vítima estava se dirigindo a esmo, no máximo, procurando um lugar para fazer uma refeição ou, simplesmente, vagando, como seria seu direito, segundo pensava. Mas ela estava errada. O assassino frio e sanguinário estava à espreita. Começou a chover, mas a vítima pareceu não se dar conta disso. O que passava pela sua mente, não se sabe, jamais saberemos. Seu algoz estava pronto para atacar. Ele era mais rápido, mais forte, mais voraz. Foi tudo muito rápido; a vítima sequer teve conhecimento do que estava acontecendo, até o golpe final. A morte lhe veio rápido, como se a ira de algum deus caísse como uma tormenta, cujo assassino era um monstro impiedoso.

Hoje, nós conseguimos estudar o que houve. Evidências geológicas nos dão pistas fósseis de coo os queridinhos trilobitas eram maníacos psicopatas. Ou então é a Natureza, mesmo, que os vegans insistem em dizer que é perfeitinha e que os bichinhos são que nem os desenhos da Disney.

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Os malucos da Terra Chata e a desinformação generalizada

Um rapper idiota (desculpe o pleonasmo, Cardoso) deu uma de esperto e “divulgou” aq existência da Terra Chata. Um bando de gente que não pára para pensar replicou isso de forma indignada, sem perceber que o que o sujeito queria conseguiu: estar na mídia. Um monte de idiotas resolveu replicar isso, enquanto que divulgadores de ciência se esforçam para levar um pouco de conhecimento, tendo suas postagens soterradas por uma avalanche de sandices.

Isso prova que divulgar ciência é complicado, pois as pessoas não querem compartilhar conhecimento, e sim maluquice.

Eu tenho certeza que as pessoas não gostarão muito de saber a minha opinião, mas desde quando eu me preocupei com isso? Bem, vamos para mais um vídeo.

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O Maravilhoso Mundo da Química Parte 2

O mundo da Química continua rodeado de maravilhas. Um mundo mais perto de você do que você pensa, ou sequer gostaria. Sim, a Química, por mais que seja a mais odiada das Ciências, é a que permitiu que você tivesse tudo o que tem hoje. Lide com isso.

Eu já tinha participado de um episódio do SciCast sobre Química, mas é um assunto tão grande que teve que ser quebrado em duas partes. E aqui a temos: a segunda parte do SciCast da ciência que cuida das misturas e combinações. Divirtam-se, e que a Química esteja com vocês.

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O camarão que se comunica com corzinhas que não vemos

O camarão mantis também é chamado de “lacraia-do-mar”, sendo um crustáceo coloridão que vive no mar e é classificados na sub-classe Hoplocarida, ordem Stomatopoda. Existindo cerca de 400 espécies, caracterizadas principalmente pela morfologia de sua segunda pata torácica, que é modificada em apêndice subquelado, lembrando uma pata de louva-a-deus. Sim, li na Wikipédia. Me processe.

Duas coisas que eu queria saber sobre o mantis: 1) É gostoso? ; 2) Que história é essa de ele se comunicar entre os seus com mensagens cifradas?

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Picolé de tardígrado volta a vida depois de 30 anos

Tardígrados são animais muito legais, que sobrevivem em temperaturas infernais e em vácuos colossais. O que eles não são capazes é de escrever com rimazinha babaca, por pura falta do que fazer (CHUPEM, tardígrados!). Algumas dessas gracinhas foram encontradas em plena Antártida. Estavam bem dormindo (se é que estar com metabolismo super-reduzido é “dormir”) e quando foi tirado da geladeira, eles estavam vivinhos da Silva.

Na verdade, eles foram recolhidos lá pelos idos de 1983, congeladões num pedaço de musgo, e quando foram descongelados em 2014, estava lá, vivos, bem e sem dar a menor bola pra nada.

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Hubble descobre atmosfera em um exoplaneta

Estamos procurando planetas iguais aos nossos. Não é nada demais, quando nossos tatatatatatatatatataravós foram procurar algo além da África e alguns milênios depois estavam chegando na Ilha de Vera Cruz. Encontrar Marte é legal, mas assim como um Europeu procurando terras novas em pleno séc. XVI, estamos mais interessados em encontrar lugares semelhantes aos que nós já vivemos, para o caso de nos mudarmos pra lá. Um norueguês da Idade Moderna gostaria de sair de casa e ir para muitos lugares, mas duvido muito que gostaria de morar em Dasht-e Lut, Mesma coisa com exoplanetas. Tentamos sempre procurar um que seja bem parecido com a Terra.

O problema é que não basta ser parecido com a Terra, tem que ter coisas bem similares, como é o caso da Cancri 55e. O que tem neste exoplaneta? Pouca coisa, além de ser 8 vezes o tamanho da Terra. Agora, astrônomos analisando imagens obtidas pelo telescópio espacial Hubble, descobriram algo muito legal: atmosfera. E se tem atmosfera, sabem o que isso significa?

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As pinturas antigas que apresentam uma cor azul mais antiga ainda

Um dos grandes problemas na produção de corantes é que eles são muito difíceis de se obter. Antes de Perkin (algum dia teremos artigo sobre ele), os corantes eram produzidos praticamente por processo artesanal, valendo-se de produtos naturais. Antes dos corantes sintéticos, valia-se de raízes, frutos, solo e animais para se obter cores, e elas não eram em tão grande variedade. Para os artistas trabalharem, era uma dor de cabeça já na Renascença, agora imagine na Antiguidade!

Ao examinar antigos quadros, especialistas deram de cara com algo inusitado: o azul egípcio. Uma tonalidade de cor que os romanos usavam para controlar os tons de seus quadros e murais. Mas como assim azul egípcio?

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