A programação infantil televisiva praticamente acabou no Brasil. Ou se tem programas para donas-de-casa ou programas evangélicos. Um dos culpados é efetivamente não ter patrocinadores para programas infantis, pois a legislação brasileira proíbe publicidade dirigida a crianças menores de 12 anos na Constituição, no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Resolução 163/2014 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Se você não pode veicular seus produtos, por que você iria patrocinar um programa a um público-alvo que não é o seu. É tipo no intervalo da novela Aventuras de Jesus, da Record, tiver propaganda do Terreiro de Umbanda Caboclo Feliz. Uma emissora só mantém programação mediante financiamento por patrocinadores e audiência. Se não tiver nenhum dos dois, já era, vai pra vala.
Agora vem o mais engraçado. Esse esforço contra publicidade na TV não está dando muito resultado, já que – SURPRESAAAA!!! – temos outras formas de mídia, essas “outras formas de mídias” (leia-se: redes sociais) estão afetando negativamente na alimentação de crianças.
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A rigor, Nada. Mas pessoal ainda acredita na bondade do YouTube. Sim, eles realmente estão removendo as monetizações (e não propaganda) de vídeos que promovem conteúdo anti-vacinação, citando a proibição de material “perigoso e prejudicial”. O Tubo foi lá nas empresas que anunciam em canais de anti-vaxxers para dar aquele toquezinho camarada. Obviamente, você é burro e comprou esta ideia, né? Se comprou, não se preocupe, você não foi o único.
Existe uma expressão em voga chamada “preconceito do bem”. É aquela discriminação marota que não é discriminação se for favorável a determinada etnia, gênero ou orientação sexual. É como dizer que todo homem é um estuprador em potencial, mas se você diz que mulheres são interesseiras é crime capital. É o pessoal que anuncia direto vaga de emprego para determinada etnia e quando você aponta que é preconceito, lhe xingam.
Todo mundo está comemorando

Chegou janeiro e estou de férias. Pode-se dizer que estou de férias do blog, também. são artigos diários (ou quase) e eu preciso ter um tempo de descanso, certo? bem, claro que o blog não ficará sem artigos, já tinha me preparado para isso. eles entrarão automaticamente e vocês continuarão tendo informação. Só que tem um detalhe: é minha tradição relembrar os melhores artigos do ano. Se vocês já leram, terão a oportunidade de lebrar. Se não leram, poderão ler. Com tantos artigos, fica difícil ler tudo, eu sei.
Veio a celeuma do Artigo 13, com um monte de babacas dizendo que seria o fim da internet, que o YouTube, coitadinho, ia fechar as portas, o Facebook iria acabar, voltaríamos ao tempo das cavernas, todo mundo comendo carne crua e grunhindo.
Está começando mais um festival de idiotice generalizada. Mais uma vez, youtubeiros estão com ataque de pelanca que o mundo ia acabar, que a Internet como conhecemos não ia mais existir, o leitinho com pêra foi cancelado pela vovó que resolveu sair de casa e puxar ferro na academia etc etc e, claro, etc. O motivo é as normas que a União Europeia meteu e resolveu catar no embalo redes sociais e o YouTube. Ninguém por lá gosta do Google, principalmente em questões envolvendo direitos autorais e violação de privacidade. Os pontos mais polêmicos são os artigos 11 e 13 que, segundo o pessoal chiliquento, vai destruir a Internet. Pessoal deu atenção quando um youtubeiro hipster de Portugal teve ataque de pelanca sem apresentar nenhum argumento e, claro, os indefectíveis palavrões (aqueles que o Google disse que não seriam permitidos no Tubo).