Antes de começar, vou deixar claro o seguinte: eu não espero ciência de verdade em filmes de Hollywood ou Bollywood. Do Brasil, não espero nem mesmo cinema. EU SEI que o foco é apenas diversão, mas estão falando maravilhas do filme, só porque o Kipp Thorne ajudou no esboço do roteiro. E a Ciência que está ali é só um esboço, mesmo. Porque se a Física de Interestelar é razoável, a Química e a Biologia são pavorosas.
Então, vamos ver… o que podemos falar sobre Interestelar? (SIM TEM SPOILER!)

Bem, os estados já estão ficando sem água, teve blackout em muitas cidades (não, não foi blecaute. Eles que desligaram puxaram a tomada para poderem ligar o X-Box deles). Entre o caos de falta d’água, luz e telefonia – só faltando faltar gás para voltarmos à Idade das Trevas… literalmente –, o Ministro das Minas e Energia vem com a maravilhosa explicação que isso é temporário e o pior já passou: "Deus é brasileiro. Temos que contar que ele vai trazer um pouco de umidade e chuva para que possamos ter mais tranquilidade ainda".
Eu já postei vários time lapses de auroras. Esses vídeos estão acelerados, mostrando uma profusão de movimentos coloridos fantásticos. No mundo real não é daquele jeito. São bem mais lentas… mas podem ser bem mais rápidas. Flashes, piscadas, uma explosão de cores acontecendo bem na sua frente, sem a uniformidade fabricada pelas edições de vídeo.
Tudo está ao alcance de um clique. Podemos encontrar qualquer um em qualquer lugar. Estamos a seis passos de separação de qualquer indivíduo. Certo? Nah, você já sabe que eu direi "Errado!" Algumas lendas urbanas pegam, ainda mais quando a amostragem é idiota e com um critério discutível. Isso começou na década de 1960, com um camarada chamado Stanley Milgram.
Nessa longa estrada da vida, estamos caminhando por algumas dezenas de milhares (e não milhões) de anos. Quando aparecemos, os dinossauros já não eram mais tão impressionantes. No máximo, algo que similar àquilo que põe ovo e faz cocó. Hoje, estamos em, mais ou menos, na soma de 7,28 bilhões de seres humanos. Como chegamos nesse número? Para onde vamos? Quem somos nós? Quem matou Odette Roitman?
Em janeiro de 2014, eu institucionalizei o pires estendido, solicitando contribuições, doações, sacrifício de primogênitos e baldes de água em noite de lua cheia. Como é muito difícil dispor de primogênitos e água, o pessoal preferiu ajudar este que vos escreve com alguns caraminguás. Sendo assim, nada mais justo que eu preste contas do quanto foi doado e dizer onde enfiei o dinheiro. Quantos blogs dizem quanto faturam por aí? Bem, Eu sou eu. Que se dane os outros.
Recordar é viver, já diz o ditado. Mas também tem o caso de simplesmente as pessoas não terem lido meus artigos. Foram 412 artigos. Mesmo quando sei que estarei fora, deixo alguns para publicação automática, que é o que aconteceu por estes dias. Dessa forma, quem não leu, terá oportunidade de ver uma amostra do que andei postando. Se você leu, relembre. Não há um critério sobre a escolha. Fui me lembrando, dei uma olhada ou outra e fiz esta relação com o que me chamou a atenção. Vocês podem escolher os melhores artigos. Que tal colocar nos comentários os dez melhores?
Já caiu a noite do dia 25 de dezembro. Fiquei com vontade de dar um pequeno presentinho de Natal, antes que ele acabe, se bem que eu nunca acho que acaba. Presentear e ser presenteado é algo muito legal, então eu posso fazê-lo a qualquer momento; então, escolhi o vídeo abaixo, um timelapse mostrando as luzes, naturais e artificiais, de nosso planeta.
UFA! Desde agosto não temos um Voz dos Alienados. Eu até estava pensando se ia terminar o ano sem o melhor exemplo da estupidez humana, mas eles nunca nos decepcionam… pelo menos, não nesse sentido. De qualquer forma, ia ficando triste e desolado. Poxa, Papai Noel, nem um retardadinho para eu ficar tripudiando neste final de ano? Pô, cora, dá uma força, vai!