Um dos principais problemas com os malucos que chegam em áreas de comentários, fóruns de discussão e o recanto da insânia conhecido por Facebook (ou melhor dizendo "a rede que não mencionamos") – YouTube fica de fora. Aquilo não é comunicação direta com o Inferno –, é a forma que querem nos converter, ameaçando-nos com pragas, maldições e previsões de como seu poderoso deus vai nos ferrar. O problema é que esse deus fracote sempre age de forma… como direi?… infantil. Ou pelo menos, é assim que seus seguidores dizem que ele age. Como temer um deus que fica que nem criancinha birrenta?
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Eu me amarro no Ken Ham. Se existe algum forte argumento para achar que Criacionismo é algo pouco pior que uma ópera-bufa, esse argumento é olhar pro Ken Ham e prestar atenção no monte de insanidades que ele profere. Quando Bill Nye foi debater com ele, largou o idiota pra lá e ficou dando uma sólida aula de Ciência, ele foi criticado. Mas Ken Ham não é um pombo enxadrista ou uma tartaruga costurando. É uma baleia morta na porta da sua casa já em decomposição. Você não sabe o que fazer com ele, ninguém vai te ajudar e o lance é dar a volta e ir pra outro canto.
E depois de voltar do Campus Party, estamos com a nossa programação normal. Eu estava em dúvida sobre o Disqus como sistema de comentários, mas ele me deu um brinde: gente imbecil que agora acha que pode comentar direto. Péééééé, errado. Ainda passa por moderação, e o pente fino cata todos os piolhentos que resolvem despejar seu amor religioso em minhas queridas postagens.
O tosco mundo de Hades não para um minuto. Eu até entendo quando você pede um ente querido, mesmo quando este ente tem 4 patas, late, suja o seu quintal, sem ser o seu cunhado.No caso, a ente querida era uma cachorra (cachorra, cachorra; e não cachorra, a distinta senhorita do apartamento em frente). O problema é que a execução foi mal feita e a casa acabou pegando fogo.
A cada dia que passa, o Cristianismo perde mais adeptos. Normalmente, o pessoal corre pro Islã. Sei lá, deve ser pela chance de sair detonando com a fé dos outros. Já o judaísmo é mais burocrático. Você precisa fazer prova, ser sabatinado ou ter uma mãe judia, o que, convenhamos, não é tarefa fácil. Umbanda e candomblé, sim! Você pede e o guia arruma de tudo. De aumento salarial até trazer aquela periguete que você tá afim em 3 dias (é o que eles prometem!). O problema é que o mundo hoje anda muito chato. E tudo isso começou com o Novo Testamento.
O "bom", "justo" e "misericordioso" deus Javé, o glorioso Senhor dos Anéis Bíblico, jamais poderia ter confiabilidade científica. Podem alegar o que quiserem, podem ranger os dentes, estrebucharem e reclamar o quanto quiserem. Por mais que os defensores do Design Intelijumento (aquele que foi engenhosamente planejado para nos dar uma postura ereta e de presente ganharmos dores nas costas, partos dolorosos e incapazes de muita velocidade) queiram defender a tese de um ser poderoso e enormemente inteligente para conduzir nossos caminhos, a verdade é que o bom deus G-Ová jamais passará pelo crivo do método científico.
Sejamos honestos: a Bíblia é uma obra monumental. Eu não preciso levar tudo aquilo ao pé da letra para reconhecer o impacto em termos de criação cultural humana. Assim como os grandes livros como os Upanishads, Bagavad-Gita, o Gilgamesh etc, a Bíblia… na verdade, os livros que a compõem, formam um registro do pensamento do Homem do Oriente Médio no século 6 AEC até o século 1 EC. Mas há um certo detalhe que poucos viram. O Velho Testamento é muito mais imperioso, colossal, fantástico, incrível, estupendo e magnífico. O Novo Testamento? Nah. Nada lá nessas coisas.
Tem coisas que me incomodam. Uma delas é a atual mania de ficarem mendigando atenção. Aliás, em qualquer caso isso é irritante, mas pior ainda é quando vemos o conhecimento científico implorando para ser aceito. Cientistas produzem conhecimento diariamente, produzem novas técnicas, novos materiais, novas tecnologias etc. Ainda assim, é ridículo como é necessário ficar com um pires na mão, olhos caídos, biquinho e dizendo "Por favor, acredite em nós!"