
Todo mundo sabe que Templo é Dinheiro. Em tempos de pandemia (aquilo que o bom, justo e misericordioso Deus permitiu, matando milhares de pessoas, muitas delas cristãs). O problema é que isso levou ao fechamento de igrejas, basílicas e o comércio, o tipo de coisa que se bater tudo junto dá Aparecida do Norte, uma espécie de Cristolândia, com teleférico, bondinho e vendilhões em frente ao templo.
Agora, o pessoal lá está reclamando da baixa arrecadação, digo, da falta de fiéis entrando em contato com Nosso Senhor, Cristo Jesus, e para isso, entraram com um pedido para liberar o santuário para suas funcionalidades, paralisadas desde março.
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O mundo não pára, a Lusitânia não deixa de rodar. O coronga está ai catando geral mas, mesmo assim, ainda emos algumas notícias a lhes trazer. Algumas sobre selfies robóticas até clérigos falando para ninguém, embora digam que Deus está em todos os lugares.
Tá rolando stress com a notícia recente que o Bolça-Governo chamou para fazer parte da coordenação-geral de índios isolados da FUNAI um missionário e isso ia levar a evangelizar os índios e coisa e tal, me proteja meu São Tupã! Sim, os idiotas do Bolça Governo vão acabar com os Papa Capins que vivem saltitando, pegando peninha caída no chão pra fazer cocar (me disseram isso no Twitter) no maior estilo de vida good vibes. Nunca antes na história deste país vimos coisa parecida.
Dizem que quem não estuda história corre o risco de repeti-la. O mundo segue eventos cíclicos em termos de comportamento geral. Um exemplo é a onda que intercala períodos de liberou geral com o que eu chamo de “recatismo”. Alguns chamariam de “conservadorismo”, mas eu leio isso e penso “o que estão conservando?”. É uma questão de semântica, prefira o termo que quiser, não é este o assunto.
O Millôr dizia que quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro otário, nasceu a primeira religião. Religião sempre foi uma forma ótima de separar os otários de seu dinheiro, e não estou nem levando em conta da exploração de senhoras humildes, querendo um cantinho no Céu. Estou falando de gente com mais dinheiro que juízo que compra qualquer merda, principalmente quando tem religião no meio. 
Religiosos fanáticos têm um sério problema. Acham que só porque eles são surtados, covardes e medrosos, todo mundo é como eles. Daí, fazem ameaças vazias das que ELES têm medo, mas não os que não creem em suas baboseiras.
Não, ainda não chegou 2019 e não é dia primeiro de abril e eu não estou bêbado. Meus artigos desta data não fazem jus à realidade, que não precisa fazer sentido. Só a ficção precisa, como diria Tom Clancy.
Deus é um menininho coitadinho, indefeso e fraquinho. Este serzinho inútil, tosco e desprezível é tão ridículo que é incapaz de tomar uma decisão quando falam mal dele. Ele corre para a barra da saia de quem o inventou e, com isso, seus fiéis seguidores tomam à frente para defendê-lo. Sem essa galerinha da pesada, Deus jamais teria condições de se defender e falar por si mesmo. Aquele do Velho Testamento é muito melhor, mas a realidade nunca é como nos livros de ficção.