Vincent van Gogh era um gênio, apesar das pessoas se lembrarem mais dele em seus períodos de surto, cortando nacos de sua orelha por causa de uma discussão com o neurastênico do Gauguin. Como aconteceu com a maioria dos grandes gênios, ele só foi reconhecido depois de morto. Seu irmão Théo foi quem, por pena, comprava as obras do holandês maníaco-depressivo. Van Gogh, entretanto, via o mundo à sua volta e um dos maiores nomes do impressionismo deixou sua marca através de longínquas fornalhas nucleares, cujo brilho frio chegava até aqui após de milhares de anos viajando pela frio espaço interestelar.
Categoria Literatura
O primeiro trailer do novo Cosmos foi lançado. BABEM!
Existe uma verdade em termos de Divulgação Científica. A verdade que dividiu todos os documentários em AC/DC: Antes de Cosmos e Depois de Cosmos. Carl Sagan foi, é e ainda será por muito tempo inigualável, mas tão certo como acontece com todas as estrelas, o brilho de Carl não mais nos acompanha em tempo real. Temos apenas o vislumbre graças aos efeitos da Relatividade e Mecânica Quântica que propiciaram o vide tape e os computadores, onde hoje podemos vê-lo e revê-lo quantas vezes quisermos. Mas se isso ainda é pouco, ainda temos seus herdeiros, como Neil deGrasse Tyson.
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Grandes Nomes da Ciência: Marcela Uliano
Este país é tão vergonhoso que pesquisa científica agora é feita literalmente com o pires na mão. Pessoas com brios e um tanto de vergonha jamais pedem dinheiro às pessoas para resolver seus problemas. Cientista quer porque quer saber das coisas e aí, amiguinho, o brio que se dane, dá essa grana aqui para que possamos trabalhar; como foi o caso de uma pesquisadora que pediu dinheiro pra galera para poder fazer sua pesquisa. O pior, digo, MELHOR é que conseguiu!
Dos dias em que havia vida antes de haver oxigênio
Além de água, o que se procura em exoplanetas é a presença de oxigênio. Sua quantidade dirá se o lugar pode abrigar seres vivos ou não. De um modo geral, grande maioria dos seres vivos depende do oxigênio, mas em quantidades mais elevadas, o gás, fortemente oxidante (e oxidação não é necessariamente reação com o oxigênio), pode mandar todos os seres vivos irem pra vala.
O início da vida na Terra era praticamente o início de tudo. Nem mesmo oxigênio tinha na atmosfera em quantidades respeitáveis. Foi a Vida que nos deu o oxigênio para que possamos sobreviver. Até agora, acreditava-se que cianobactérias eram os primeiros organismos fotossintetizantes, mas pesquisadores da Caltech estão trabalhando no que pode ser um antecessor das cianobactérias, enquanto organismos fotossistemáticos.
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Os caçadores da cidade maia perdida
A vida de um arqueólogo não é fácil. Longe de ser o mundo de aventuras como as do Indiana Jones, arqueologia é algo que requer disciplina, paciência e horas com a bunda pra cima escavando ou se embrenhando em alguma mata esquecida em busca de qualquer treco (neste momento, uma turba de arqueólogos com máscaras do Guy Fawkes lotam a calçada aqui em frente).
Mesmo com toda essa trabalheira, há recompensas, como encontrar uma antiga cidade maia perdida nos cafundó do Judas no México.
Cientistas restauram parte de medula espinhal lesionada de ratos
O pessoalzinho tosco que defende os ‘direitos dos animais" (mas usam inseticida em casa), acha um absurdo experimentação animal, alegando que isso é tortura. Curiosamente, nunca falam quando cientistas fazem pesquisas nas quais curam pequenas cobaias. Agora, cientistas dão mais um passo em termos de ciência médica: eles conseguiram reconstruir medulas espinhais de ratos. Ok, foram cotadas, mas voltaram a ser remendadas e mesmo o mais fanático dos vegans toma remedinho. E, claro, isso ajudará muita gente com problemas de lesões no sistema nervoso.
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Bebê chinês sofre com má-formação na espinha, mas a Natureza é ética
Não, a Mãe Natureza não tem nada de mãe e sim de madrasta malvada (se bem que eu já vi muita madrasta ser mais mãe do que mãe biológica, mas isso é secundário). São doenças de todos os tipos, má-formações e até mau-hálito. A Natureza está sempre pronta a te sacanear, até parar em algum beco sem saída evolutivo. Um exemplo é o caso do menino chinês que nasceu com uma má-formação que, digamos, se tivesse acontecido há uns 100 anos, ele iria ser preso e se fosse há 200 anos, ele seria queimado na fogueira. Deus é muito bom, né?
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… E eu levantarei o mundo!
Eu não sou um ludita. Adoro meu computador, meu smartphone, meu tablet, minha TV e até micro-ondas. Vejo o potencial de cada coisa e como elas são tolamente desperdiçadas. É chato dizer "no meu tempo", mas quando você viveu num tempo em que o auge do conhecimento era ter uma coleção da Barsa ou da Conhecer (e todos o olhavam com respeito e inveja por causa disso), há uma tendência maior a dar valor ao que não tínhamos em nossa época; e mesmo assim fazíamos nossas maravilhas.
Ainda assim não gosto do atual termo "tecnologia". Ela sempre existiu, sempre no seu tempo. O que vemos de tecnológico hoje, será brincadeirinha de bebês daqui a alguns anos. O que não muda é o fascínio em como os antigos resolveram muitos problemas. Um deles era Arquimedes, o homem que disse que se lhe dessem um ponto fixo no espaço, ele levantaria a Terra.
Levantaria mesmo? É o que o Livro dos Porquês analisará agora.
Por que navios flutuam?
As perguntas mais simples são as mais complicadas, pois muitas vezes desafiam nossos sentidos. Eu vivo dizendo isso e não me cansarei de dizer. Vemos o mundo e tentamos entendê-lo, mas nossos olhos pregam peças na gente e o cérebro muitas vezes se recusa a aceitar a informação.
Muitas coisas são magníficas de se ver. Eu, por exemplo, adoro ver petroleiros e transatlânticos. Eles são um triunfo de nossa engenharia e engenhosidade. Mas algo no cérebro sussurra que não está certo. Sendo o navio (e chamaremos de "navio" qualquer embarcação marítima de grande porte) feito de aço, a pergunta que soa em nossos ouvidos é: "Como aquela bagaça flutua?" E a resposta do Mestre é "Procurai no Livro dos Porquês".
A vontade, o pensamento, isso é Poder! Acorde a minha mente para o grande saber!
Cientistas brasileiros descobrem continente esquecido, mas não tem dinossauro lá
Se você já ouviu falar do Serviço Geológico do Brasil (nome fantasia do Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM), parabéns, você faz parte de uma minoria. Se não sabe, mas tem um polegar opositor, clica na porcaria do link escrito "A Instituição" e, em seguida "Apresentação". Estou sem saco de explicar, ainda mais se você não foi capaz de sacar para que serve um serviço geológico.
Em maio deste ano, o pessoal do CPRM, no que foi definido como "um esforço de grupo com a Japan Agency for Marine-Earth Science and Technology – JAMSTEC" (mas sem tentáculos) anunciou o que seria indícios de um continente perdido entre a África e a América do Sul, mais especificamente na costa do estado do Rio de Janeiro.
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