Ensinar é muito legal. Mais legal ainda é receber por isso. Não tão legal é participar daquelas reuniões sacais, que não levam a nada e que não se resolve nada. Sério, se você gosta de reunião pedagógica, você é masoquista. Elas são úteis, se as fizessem serem úteis. Alguém já lhe deu sugestões sobre o que fazer da sua aula? Não, só criticam que sua aula tem que ser atraente. Você pergunta como e vem a versão paulofreireana "te vira!"
Bem, eu sou seu amigo e não te julgarei. Você deve ter visto algum capítulo naquele (péssimo) livro didático falando de fósseis, arqueólogos etc. Será que podemos montar alguma aula interessante nesse sentido? Sim, podemos e faremos.
Este é o segundo capítulo do Caderno dos Professores.
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Imagino que vocês, engraçadinhos, emendarão logo: 42. Uma pena, mas não achamos aqui que Douglas Adams seja escritor que preste. De qualquer forma, qual é o sentido da vida? É pra ter sentido? Bem, é uma pergunta simples, mas as perguntas mais simples são as mais complicadas. A verdade é que não gostamos de perguntas complicadas, e nunca fazemos este tipo de indagação. Ou, se fazemos, esperamos respostas metafísicas, filosóficas. Diferentes de nós são as crianças. Elas perguntam por curiosidade, para querer saber.
Tudo está ao alcance de um clique. Podemos encontrar qualquer um em qualquer lugar. Estamos a seis passos de separação de qualquer indivíduo. Certo? Nah, você já sabe que eu direi "Errado!" Algumas lendas urbanas pegam, ainda mais quando a amostragem é idiota e com um critério discutível. Isso começou na década de 1960, com um camarada chamado Stanley Milgram.
Em janeiro de 2014, eu institucionalizei o pires estendido, solicitando contribuições, doações, sacrifício de primogênitos e baldes de água em noite de lua cheia. Como é muito difícil dispor de primogênitos e água, o pessoal preferiu ajudar este que vos escreve com alguns caraminguás. Sendo assim, nada mais justo que eu preste contas do quanto foi doado e dizer onde enfiei o dinheiro. Quantos blogs dizem quanto faturam por aí? Bem, Eu sou eu. Que se dane os outros.
Recordar é viver, já diz o ditado. Mas também tem o caso de simplesmente as pessoas não terem lido meus artigos. Foram 412 artigos. Mesmo quando sei que estarei fora, deixo alguns para publicação automática, que é o que aconteceu por estes dias. Dessa forma, quem não leu, terá oportunidade de ver uma amostra do que andei postando. Se você leu, relembre. Não há um critério sobre a escolha. Fui me lembrando, dei uma olhada ou outra e fiz esta relação com o que me chamou a atenção. Vocês podem escolher os melhores artigos. Que tal colocar nos comentários os dez melhores?
A Indonésia conheceu o Inferno no dia 27 de agosto de 1883. Já nessa data ficou-se sabendo que dar mole com Java não dá final feliz. Quando o monstro se enfureceu e jorrou fogo, morte e destruição. Sua ira correu de ponta a ponta no planeta. Não era o Godzilla. Não era o dr. Gori. Não era nem a nomeação do Aldo Rabelo para ministro da Ciência e Tecnologia. Era ele, o monstro, a fúria, o apocalipse estrondoso no estreito de Sunda (sem piadinhas, por favor). Era a explosão do monte Perboewatan, que ficou mais conhecido pelo nome da ilha que o abrigava: Krakatoa, o Inferno de Java!
Eu acho que foram dois passos marcantes na história da Humanidade. Não a invenção do computador. Isso seria discutível em vários pontos, principalmente na parte de ter que se definir o que é um computador. Internet também não. Para mim, os dois passos marcantes foram a criação de pinturas rupestres e a invenção da Escrita. O primeiro foi um dos passos mais importantes para nos separar de outros animais. nós fazemos arte, porque nos expressamos e transmitimos mensagens. Aranhas tecem suas teias e abelhas fazem suas colmeias depois de bilhões de anos de tentativa e erro, mas nenhuma mensagem é passada ali. Até parece que aqueles artrópodes não pensam!
A Sonda Rosetta tem muito pouco a ver com a pedra decifrada por Champollion. É uma sonda que tem como missão estudar o cometa
Agora o mundo foi dominado pelos coxinhas politicamente corretos. Um pessoal que acha que devemos proteger nossas criancinhas de tudo. Temos que colocá-las numa redoma de vidro, com litros e mais litros de merthiolate que não arde em estoque. E isso não é de agora. O Roberto Jefferson, quando era advogado-de-porta-de-cadeia e dava consulta no programa "O Povo na TV" (um precursor do Programa do Ratinho), fazia campanha contra o Pica-Pau, pois era um desenho violentíssimo.