Moeda provada ser genuína nos ajuda a entender um pouco da História de Roma

O problema da História é que em muitos casos não sabemos a diferença entre ficção e realidade. Muitas histórias tidas como verídicas realmente não aconteceram, como egípcios terem escravos (nunca tiveram). Já outras histórias que muitos pensaram ser apenas fantasia, realmente aconteceram. Por exemplo, uma moeda encontrada trazia a efígie de um certo Sponsianus, alguém que teria, em tese, sido um usurpador durante o reinado de Filipe, o Árabe, naquela zona desgraçada chamada Crise do Terceiro Século.

Todo mundo tinha certeza que era uma moeda fajuta, mas pelo visto não é bem assim. O sujeito realmente existiu. Como saber? Graças à Ciência! Continuar lendo “Moeda provada ser genuína nos ajuda a entender um pouco da História de Roma”

Domus aurea, a casa dourada de Nero

A luz entra difusa pelas janelas estreitas. A brisa suave corre pelo ambiente e faz as velas bruxulearem, e a luz explode em uma miríade de brilhos dourados, iluminando deuses, heróis e ornamentos. Um suave abrir de portas e um som de passos quebram a calma, mas não a majestade do lugar. As sandálias de couro finíssimo ressoam sobre o chão de mosaicos e o teto abobadado e totalmente decorado testemunham um deus passando… ou ao menos era assim que ele se via.

As mãos para trás, o senhor daquele lugar olha a obra terminada e, no salão central, assente com a cabeça em sinal de regozijada aprovação. Aquela, sim, era uma casa. Aquele, sim, era um palácio. Algo digno de um rei, de um imperador, de um deus. De finalmente um ser humano poder morar. Continuar lendo “Domus aurea, a casa dourada de Nero”

Yasuke, o samurai negão responsa

O homem sereno está sentado sobre os calcanhares. Seu rosto está tranquilo e ele medita. Ao seu lado, uma katana. Este homem é um guerreiro, um comandante militar, um homem de honra e hábil no manuseio da espada. Este homem é um samurai. Ao olharem para ele, seus inimigos sentem curiosidade e terror. Terror por ser um guerreiro vigoroso e hábil. Curiosidade por ele não ser japonês, mas um negro africano. Continuar lendo “Yasuke, o samurai negão responsa”

Uma história de amor para além da vida

Há o ditado que da Terra nada se leva, mas não parece ser isso o que muitos pensam. Há quem ache que os sentimentos vão junto, e acompanham até o último suspiro e mais além. O amor é eterno enquanto dura, disse o poeta, mas, para alguns, ele se mantém vivo, ainda que depois da morte, num registro perene para a posteridade de como se amou em vida.

Algumas histórias de amor não são contadas, mas vividas. vidas longínquas no tempo, quando não se faziam registros escritos, pois a escrita ainda não havia sido inventada. Dessas histórias, nada sabemos e muito certamente nada saberemos. No máximo, temos conhecimento do seu final. Se “Foram felizes para sempre” ou “E permaneceram juntos até o fim dos dias”, ficamos sem ter a certeza de muitos, mas há registros pelos quais sabemos mito bem quando o que foi unido no amor, nem a terra, erosão ou milênios vindouros apagariam. Continuar lendo “Uma história de amor para além da vida”

A Engenhosidade dos Romanos

A história de Roma está cheia de construções incríveis e avanços tecnológicos que tornam as descobertas arqueológicas fascinantes. Os romanos são famosos por suas proezas de engenharia notáveis como estradas, pontes túneis ou seus impressionantes aquedutos. Muitas de suas construções ainda estão em pé, como um testemunho de suas habilidades superiores de engenharia e engenhosidade.

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A mais antiga farmácia do mundo

Vendo um pórtico antigo de uma construção alojada dentro de uma capela florentina do século XVI, ninguém daria nada por ela, mas ali está a farmácia mais antiga do mundo em atividade. O local esconde uma história interessante e faz parte da Itália, e por que não dizer, da história do próprio conhecimento científico.

A dita farmácia se trata da Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella ou Farmacopeia de Santa Maria Novella, que entre seu catálogo estão poções antigas como o Vinagre dos Sete Ladrões, o primeiro perfume moderno e até um licor de joaninha. E esta é sua história. Continuar lendo “A mais antiga farmácia do mundo”

Os caixões de ferro de Almond Fisk

O século XIX foi um boom tecnológico, mas não apenas uma explosão de novas tecnologias. Isso sempre existiu. O grande impacto foi sentido direto na vida das pessoas, a começar pelo transporte de longas distâncias. As pessoas iam morar mais e mais distante, muitas vezes seguindo o conselho de Horace Greeley, a quem é atribuída a frase “Vá para o Oeste, jovem”. Entretanto, o problema de ir para longe é a volta, e muitos não voltavam. Ou voltavam, mas mortos. Isso causou sérios problemas a muitas pessoas. Continuar lendo “Os caixões de ferro de Almond Fisk”

A história esquecida não divulgada

Como sabem, eu chutei o pau da barraca faz tempo. Não dou mais atenção o que vocês querem ou não querem que eu escreva. Vocês dizem gostar do meu blog, mas como eu já mostrei várias vezes, gostam, na encolha e não muito. Não compartilham, não falam dele. Se eu fosse preferir, prefiro muito mais os idiotas que me odeiam. Esses sim fazem boa propaganda.

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Artigos da Semana 120

Ufa! Passei o dia todo escrevendo e só agora pude colocar os posts da semana. Espero terminar amanhã, mas é tão legal e envolvente o tema, dando vários desvios e me forçando a ficar no tema central. Sentia falta disso.

Enquanto eu termino e (espero)  poder postar amanhã, vai vendo o que postei esta semana.

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Os horripilantes casos de enterros prematuros

Algo de errado no ar. A respiração está difícil, pesada, a poeira entra pelas narinas. Um mexer das mãos bate com um som surdo. Madeira. A tentativa de mexer as pernas é infrutífera; não há espaço! Olhos se abrem, mas o que se vê é a escuridão aterradora, o corpo tenta se sacudir, mas a única coisa que se pode perceber é que está preso dentro de uma caixa. O grito de horror finalmente sai da garganta e é horrível, mesmo para a única pessoa capaz de ouvir: a mesma que gritou. O destino está selado… selado dentro de um caixão! E a desafortunada pessoa jazia ali, enterrada viva, e seus próximos minutos serão de uma agonia atroz enquanto cada molécula de oxigênio é consumida e a morte virá por asfixia.

Você já se perguntou do porquê de haver velórios? Não apenas pelo inveterado sadismo do Cristianismo, os velórios vieram por causa de um medo patológico: as pessoas serem enterradas vivas. Isso tem até um nome: Tafofobia. Continuar lendo “Os horripilantes casos de enterros prematuros”