O estupendo Túmulo dos Vinhedos

Você está acostumado com as Grandes Pirâmides de Gizé, túmulos dos reis Khufu (em grego, Quéops), Khafre (em grego, Quéfren) e Menkaure (em grego, Miquerinos). O problema é que os grandes reis viram que construir pirâmides daquele tamanho monumental era dispendioso e não ajudava em nada a proteger os pertences dos reis de ladrões. Então, tiveram a ideia de construir túmulos bem longe dali, no chamado Vale dos Reis, perto da capital do Império Egípcios, Tebas, hoje chamado Luxor. Foi lá que foi feita uma das maiores descobertas arqueológicas de todos os tempos: o túmulo de Tutancâmon.

Mas não eram apenas os reis que tinham seu vale de descanso eterno. Continuar lendo “O estupendo Túmulo dos Vinhedos”

Só os antigos atenienses mais ricos pagavam impostos; e eles se gabavam disso!

Por Thomas Martin
Professor de Clássicos, College of the Holy Cross

Na antiga Atenas, apenas as pessoas muito ricas pagavam impostos diretos, e estes iam para financiar as despesas nacionais mais importantes da cidade-estado: a Marinha e as honras dos deuses. Embora hoje possa parecer surpreendente, a maioria desses principais contribuintes não apenas pagou alegremente, mas se gabou de quanto pagou.

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Uma eulogia

Eu me lembro quando te vi pela primeira vez. Você era brincalhão como toda criança. Gritava alto, mordeu os meus sapatos e arrancou as minhas meias. Isso faz mais de doze anos, e me lembro como se fosse hoje. Eu vi quem vive era é você viu quem eu era. A diferença é que você não se importou com o tipo de pessoa que eu era, mas eu percebi o tipo de cãozinho que você era.

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Artigos da semana 139

A semana está agitada. Não estou falando por causa dos idiotas que fizeram merda e acabaram em cana. Estou falando dos meus artigos. Coloquei dois artigos especiais. Abram, leiam bastante, e compartilhem, né?

Quanto aos idiotas? Eles que se danem!

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A Verdadeira História da Idade Média

Você pensa que sabe algo sobre a Idade Média. O caos sem sentido, os belos castelos, a imundície, os garbosos cavaleiros, a ignorância exacerbada, as Cruzadas, as iluminuras, as pestes devastadoras, os monastérios, a influência da religião, a Queda de Roma, a ascensão do Islã, o período do retrocesso, a tão-chamada Idade das Trevas. De início posso dizer: você apenas tem fragmentos, mas História não é feita de fragmentos. Fragmentos de informações são como pedras; você pode construir conhecimento com eles, como um castelo é feito de pedras. Mas um amontoado de fragmentos não são a História propriamente dita como um amontoado de pedras não é um castelo. Continuar lendo “A Verdadeira História da Idade Média”

Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério

Os pés mundanos caminham pelo terreno outrora sagrado. A luz intensa açoita quilômetros e mais quilômetros quadrados em volta e nada demais aparenta. Apenas deserto, areia, cascalho e pedras, mas há muito mais que os pobres olhos humanos podem ver. Os pés cautelosos temem estragar algo importante, algo irrecuperável se destruído, enquanto outros pés despreocupados caminham pela região, pouco importância dando. Apenas pagaram, faça-se o serviço, e apenas isso. Continuar lendo “Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério”

O homem Edson morreu. O Rei viverá para sempre

A reportagem não era sobre futebol. Era num recantão do mundo largado por todos os deuses que puderam existir, existem ou existirão. Era o interiorzão do Nepal, no orifício anal do planeta Terra, o cu do mundo, para ser exato. O repórter pergunta a um molequinho lá naquele fim de mundo se ele tinha ouvido falar do Brasil. O moleque para e só diz uma única coisa: “Pelé”.

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Sumérios ensinam como fazer cerveja. Prove você também

Cerveja é uma coisa que une nações. Ninguém fez amigos ao marcar com um pessoal para beber água mineral juntos. Cerveja está presente desde que começaram as civilizações, talvez até antes. Você sabe, Egípcios faziam cerveja; aliás, a mais antiga cervejaria do mundo foi encontrada lá. Os Babilônios tinham cerveja, os Hititas faziam cerveja, judeus faziam cerveja. Todo mundo fazia cerveja, inclusive o pessoal de Java na era pré-islâmica. Romanos faziam, mas não eram muito chegados na cerveja, mas o pessoal que ficava entre os dois rios (em grego: Mesopotâmia) adorava o suco de cevada.

Já pensou se você pudesse ter um saborzinho dessas antigas cervejas? Bem, você pode.

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A Verdadeira História da Pedra da Roseta

O homem de uniforme azul para, em meio ao sol escaldante. Tira o chapéu e enxuga o suor naquele lugar que ele desdenhava por achar ser um recanto miserável, inculto, esquecido por Deus e o mundo. Aquele não era o seu conceito de civilização, ele queria ir para casa. Ele acompanha os seus soldados para mais um dia de serviço por ordem do Imperador. Ao chegar no ponto que tinha que estar e preparar para destruir tudo, ele viu algo inusitado. Uma pedra. Um pedregulhão, mas não era uma pedra comum. Era algo… diferente. Uma rocha trabalhada, um granito escuro que serviria para mudar o mundo, mas ninguém sabia. Para o homem, ainda era uma pedra, mesmo assim, mas o homem era curioso e o que ele viu quando chegou mais perto.

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Grandes Nomes da Ciência: o Homem Velho de Croghan

O Irlandês levantou cedo, como era de seu costume. Tomou um modesto café da manhã, embora estivesse acostumado a boas refeições, ergueu seu corpanzil, ajeitou a tira de couro trançado em seu braço – um símbolo de status que lhe era digno – e saiu de casa; para fazer o que, ninguém sabe, mas saiu. Saiu e era aguardado. Sorrateiramente aguardado.

O Irlandês foi atacado. De surpresa! Ele tenta se defender, se machuca até que uma facada em seu peito é fatal e ele cai, vencido. Seus algozes não terminaram aí. Cortam-lhe fora a cabeça, como se por ordem da Rainha de Copas, partem seu corpo ao meio e jogam o corpo do Irlandês vencido no pântano. O motivo do crime? Ninguém sabe. O Irlandês lá ficará por anos, décadas, séculos, milênios… até ser descoberto. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: o Homem Velho de Croghan”