Eu sempre quis ter uma coisa, mas nunca tive quando pequeno: um kit de pequeno cientista. Era uma coisa tão mágica para mim que devia ser a verdade suprema trazida por Moisés (na época que acreditava em Moisés, Noé e outros contos de fada). Não ganhei um kit daqueles, mas ganhei um Falcon. Eu matei muitos exércitos inimigos com meu Falcon, antes que psicopedarretardadas decidirem que isso poderia me transformar num psicopata. Não transformou. Virei um psicopata por outros motivos. Tempo passou e acabei me esquecendo daquilo. A gente entra naquele período em que alcança a Sabedoria Suprema e acha que sabe tudo – período que chamam de "adolescência". Na faculdade eu vi como a Química ensinada no Ensino Médio era a coisa mais ridiculamente inútil, chata, incômoda e totalmente sem o menor sentido. Não tinha percebido que a Química poderia ser muito mais, já que eu não tinha brincado com kits de Química (meus kits eram improvisados com xampus, cremes, detergente, óleo etc, tendo meu cachorro como cobaia. Me divertia um bocado antes de ganhar minha merecida surra).
Mas e hoje? O que temos?
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Eu me lembro (mais ou menos) de quando o mundo estava na casa dos 5 bilhões e tanto. Depois, chegamos aos 6 bilhões e, agora, estamos no raiar do dia em que o sétimo bilionésimo ser humano nascerá. O mundo está apertado, mal podemos andar na rua, nos sentimos sufocados com tanta gente, praticamente tem um bando de visitantes inesperados querendo morar no meu apartamento. O mundo tem capacidade de segurar este número todo? O que temos, afinal?
Ó, Poderoso Saturno! Ó valoroso deus da Justiça, cuja presença foi rejeitada pelo seu filho Júpiter. Ó Grande Saturno, mais poderoso entre os poderosos, traído, vencido e, mesmo assim, pai de toda a região do Lácio, a qual nos deu o idioma com o qual nossos filósofos e poetas escreveram por séculos, até que fostes relegado a uma nota de rodapé. Abençoai-nos, ó Grande Saturno, mais belo entre os deuses, e que seus anéis sejam a marca de vosso poder.
Estamos aqui, alegres e contentes contemplando o mundo, mal sabendo do que nos aguarda. Japoneses normalmente (eu sei que “Japão” e “normal” são duas palavras que se estranham mutuamente) têm um pé no futuro, mas, pelo visto, eles agora resolveram meter um pé no passado… bem no passado, numa galáxia muito, muito distante.
O DNA Lixo é, ao meu ver, um dos piores nomes que alguém num laboratório empoeirado poderia inventar. Ele dá a entender que… bem, é um lixo de DNA, algo que só serve para ir pro esgoto (não que algumas vezes nosso DNA não vá parar lá; e eu estou falando de quando escovamos os dentes. Comprenez vous?). O DNA Lixo — ou Junk DNA, in Shakespeare language — sempre foi visto com um pé atrás pois, ao que se sabia, ele não servia para nada, pois não codificava nenhuma proteína.
Mexer com coisas fundamentais de nossa psique pode ser sinal de problemas à vista. Lidar com nossas emoções é sempre complicado e quando temos a mais profunda dessas emoções analisadas pelas lentes frias da pesquisa científica, acabamos sendo acusados de desumanizar nossos comportamentos. O amor materno é, como todos os nossos sentimentos, reflexo de bilhões de anos de evolução biológica. De uma maneira seca, nos limitamos a dizer que não passam de descargas elétricas causadas por reações químicas no cérebro. Uma recente pesquisa estabelece, contudo, novas variáveis no jogo: o odor.
Eu creio que vocês devem se lembrar da
Eu me lembro de alguns idiotas (que por sinal saíram daqui estrebuchando, mas continuam acompanhando religiosamente) me xingaram e se rasgaram por causa do Aquecimento Global, dizendo que as pesquisa do dr. Mann eram fraudulentas, mesmo sem Mann sequer ter sido citado. Me enviaram uma página com trocentos links à guisa de provar que o aquecimento global era tão verdadeiro quanto Jesus caminhando de biquíni em plena 5ª Avenida. O problema estava em alguns artigos nada a ver com a questão e outros demonstrando a existência do fenômeno, sendo um dos maiores tiros no pé da história dos comentários. Entretanto, parece que não resta muita dúvida, pois dados comparados demonstraram que a Terra está sim com sua temperatura média elevando-se, e a questão nunca foi essa. A questão era saber até que ponto era devido à influência humana, mas os paranoicos e suas teorias de conspiração não largam o osso.
O mundo da imbecilidade não para de surpreender. Se bem que nem é tanta surpresa quando algum idiota posta besteiras aqui ou me envia pelo e-mail. Creio que foi a única maneira de conseguir levar suas palavras a todas as criaturas da Terra, como manda o Evangelho. Mas do jeito que estes imbecis são, eu fico pensando que o Cristianismo não teria durado 1 ano se dependesse deles nos inúmeros embates teológicos que aconteceram. Pena que isso não aconteceu e o Cristianismo está aí, dando-nos trabalho.
O mundo parece ter ficado um pouco melhor. Nada de muita agitação ou conflito. Nada de gente se exterminando em níveis que chegam à boçalidade. O mundo está tranquilíssimo perto do que ele era. Ao menos, é isso que o psicólogo (sim, eu sei) Steven Pinker acha. Para ele, faz uns 500 anos que o mundo está se tornando um lugar cada vez mais seguro para se viver, e a raça humana nunca foi tão pouco violenta. Ele defende isto com números que mostram como as guerras e mortes estão diminuindo em todo mundo. É realmente isso que acontece?