Ontem, relembrando época antigas, eu fui xingado por dar a minha opinião. Afinal, se você dá a sua opinião, você é arrogante. Humildade é você baixar a cabeça e concordar bovinamente com as "estrelas" da Internet. Isso porque tinham divulgado o lançamento de um livro que "ensina" a divulgar a Ciência em redes sociais. Então, eu, no uso das atribuições dadas pelo artigo 5º da Constituição Federal, externei a opinião que se a pessoa não consegue falar sobre seu trabalho ou o que gosta no twitter, com 140 caracteres, essa pessoa é incompetente.
Isso ofendeu os coraçõezinhos das pessoas. E daí, partiu-se pra todo tipo de besteira, culminando em Ad Hominem, o recurso quando você perde a linha e não tem como rebater.
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Ensinar é muito legal. Mais legal ainda é receber por isso. Não tão legal é participar daquelas reuniões sacais, que não levam a nada e que não se resolve nada. Sério, se você gosta de reunião pedagógica, você é masoquista. Elas são úteis, se as fizessem serem úteis. Alguém já lhe deu sugestões sobre o que fazer da sua aula? Não, só criticam que sua aula tem que ser atraente. Você pergunta como e vem a versão paulofreireana "te vira!"
Tudo está ao alcance de um clique. Podemos encontrar qualquer um em qualquer lugar. Estamos a seis passos de separação de qualquer indivíduo. Certo? Nah, você já sabe que eu direi "Errado!" Algumas lendas urbanas pegam, ainda mais quando a amostragem é idiota e com um critério discutível. Isso começou na década de 1960, com um camarada chamado Stanley Milgram.
Recordar é viver, já diz o ditado. Mas também tem o caso de simplesmente as pessoas não terem lido meus artigos. Foram 412 artigos. Mesmo quando sei que estarei fora, deixo alguns para publicação automática, que é o que aconteceu por estes dias. Dessa forma, quem não leu, terá oportunidade de ver uma amostra do que andei postando. Se você leu, relembre. Não há um critério sobre a escolha. Fui me lembrando, dei uma olhada ou outra e fiz esta relação com o que me chamou a atenção. Vocês podem escolher os melhores artigos. Que tal colocar nos comentários os dez melhores?
A Indonésia conheceu o Inferno no dia 27 de agosto de 1883. Já nessa data ficou-se sabendo que dar mole com Java não dá final feliz. Quando o monstro se enfureceu e jorrou fogo, morte e destruição. Sua ira correu de ponta a ponta no planeta. Não era o Godzilla. Não era o dr. Gori. Não era nem a nomeação do Aldo Rabelo para ministro da Ciência e Tecnologia. Era ele, o monstro, a fúria, o apocalipse estrondoso no estreito de Sunda (sem piadinhas, por favor). Era a explosão do monte Perboewatan, que ficou mais conhecido pelo nome da ilha que o abrigava: Krakatoa, o Inferno de Java!
Eu acho que foram dois passos marcantes na história da Humanidade. Não a invenção do computador. Isso seria discutível em vários pontos, principalmente na parte de ter que se definir o que é um computador. Internet também não. Para mim, os dois passos marcantes foram a criação de pinturas rupestres e a invenção da Escrita. O primeiro foi um dos passos mais importantes para nos separar de outros animais. nós fazemos arte, porque nos expressamos e transmitimos mensagens. Aranhas tecem suas teias e abelhas fazem suas colmeias depois de bilhões de anos de tentativa e erro, mas nenhuma mensagem é passada ali. Até parece que aqueles artrópodes não pensam!
A Sonda Rosetta tem muito pouco a ver com a pedra decifrada por Champollion. É uma sonda que tem como missão estudar o cometa
Vi uma manchete bombástica –
Sejamos honestos: a Bíblia é uma obra monumental. Eu não preciso levar tudo aquilo ao pé da letra para reconhecer o impacto em termos de criação cultural humana. Assim como os grandes livros como os Upanishads, Bagavad-Gita, o Gilgamesh etc, a Bíblia… na verdade, os livros que a compõem, formam um registro do pensamento do Homem do Oriente Médio no século 6 AEC até o século 1 EC. Mas há um certo detalhe que poucos viram. O Velho Testamento é muito mais imperioso, colossal, fantástico, incrível, estupendo e magnífico. O Novo Testamento? Nah. Nada lá nessas coisas.
Tem coisas que me incomodam. Uma delas é a atual mania de ficarem mendigando atenção. Aliás, em qualquer caso isso é irritante, mas pior ainda é quando vemos o conhecimento científico implorando para ser aceito. Cientistas produzem conhecimento diariamente, produzem novas técnicas, novos materiais, novas tecnologias etc. Ainda assim, é ridículo como é necessário ficar com um pires na mão, olhos caídos, biquinho e dizendo "Por favor, acredite em nós!"