O Brasil tem um problema sério com seu jornalismo. Eles deveriam ser um veículo de informação, mas agem no sentido inverso. Quando o STF derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista, muitos chiaram. Não sei porque. Por que precisamos de jornalistas? Para darem uma informação, uma notícia? Qualquer um pode fazer isso. Um belo exemplo do “qualquer um pode fazer isso” é a costumeira publicação de besteiras que as revistas Veja e Isto É proporcionam. É lamentável que tais veículos tidos como “de informação” consigam transmitir, não só pouco conhecimento, como divulgar bobagens e incorreções, como foi o caso onde a Isto É divulgou um avanço da ciência onde pesquisadores “criaram” uma proteína humana em uma simulação das condições climáticas de Titã, a maior dos satélites naturais de Saturno. Peguem refrigerante e pipoca, pois vamos mostrar um verdadeiro festival de idiotices.
Tudo começa com uma manchete. O que seria dos jornais sem as manchetes? Principalmente, sem os exageros inerentes? Acho que ninguém leria (se bem que a maioria só lê o título mesmo). Assim, a pseudo-reportagem da Isto É começa de modo bombástico: Os domadores de Titã. Algo que parece ter saído direto da mitologia grega, como os nomes dos corpos celestes envolvidos. Examinando a “notícia”, eu me peguei brincando de Jogo dos Vários Erros. Leiam e vamos ver quantos de vocês são capazes de encontrar. Continuar lendo “Jornalistas x Ciência: A arte de desinformar”

Eu gosto das reportagens sobre ciência da BBC. O Terra e o G1, também (a bem da verdade, o Terra é mestra em sair kibando todo mundo e o G1 kiba o Terra). Mas jornalistas, salvo raríssimas exceções – e o Sabino não é uma delas – jornalistas entendem tanto de ciência quanto meu hamster entende de combustíveis de foguetes (se bem que meu hamster com síndrome de Down consegue entender mais de ciência que criaBURRIcionistas). Tudo bem, eu aceito que traduzir uma linguagem, de cientistas pouco afeitos a falar com o público leigo é uma tarefa hercúlea; daí temos uma ocorrência inusitada: um cientista que não sabe se expressar para com o público leigo, e o jornalista que sabe, mas não entende do que diabos aquele “louco de jaleco” está falando. Nem todos podem ser Carl Sagan e nem todos podem ser Carl Zimmer. C’est la vie.
Dos confins do planeta, através de toda a loucura da humanidade, eu declaro que terá início mais uma SEXTA IN…Ops! Hoje não é sexta-feira, mas é dia de trazermos mais uma pérola religiosa proposta pela Igreja Católica
É uma pena que algumas coisas não existem. A Evolução é um bom exemplo, pois ela é totalmente inexistente e não há nenhuma prova que ocorra, mediante os critérios da Seleção Natural. O problema é que esqueceram de avisar isso ao mundo natural e aos pesquisadores de Harvard, já que estes últimos descobriram um rato veadeiro (Peromyscus maniculatus) que chamou a atenção de cientistas. Dessa vez, ativistas não precisarão ficar horrorizados; não maltrataram o bichinho. Simplesmente, descobriram uma mutação que ocorreu de forma natural, propiciando uma vantagem adaptativa, graças à melhor camuflagem que os pelos lhes conferiram, e foi rapidamente transmitida às gerações seguintes. Mas isso é engôdo dos servos de Satã, nada disso existe e, cá pra nós, este ratinho avermelhado tem aparência um tanto demoníaca.
Os trovões soam ao longe. Raios cruzam o céu. O ruído do martelo reverbera sobre a existência e a confluência astral denota que algo está para acontecer. Os nativos correm para adorar os seres supremos, pois é chegada a hora em que os Sábios Senhores do Ceticismo.net farão seu pronunciamento!
Ao contrário do que as Ovelhinhas do Senhor podem pensar (elas vivem pensando em mim, na maioria das vezes coisas impublicáveis), eu sou um cara excelente, honesto, trabalhador e bom pai de família. A irmã de nosso espião sabe disso melhor do que ninguém. Assim, eu sempre me preocupo com o próximo e com o distante. Não quero mais ter que ler tosqueiras idiocráticas, nem insanidades espalhadas pelo mundo afora. Assim, eu com fervor peço:
Baleias, golfinhos, focas e outros mamíferos marinhos podem gerar o próprio calor e manter uma temperatura corporal estável, apesar das condições ambientais variáveis. Assim como as pessoas, eles são homeotérmicos endotérmicos – ou seja, são animais “de sangue quente”. Mas esses mamíferos são especialistas em termorregulação: suportam temperaturas na água, que chegam a –2 ºC e temperaturas do ar de –40 ºC.
Não é de hoje que filósofos, pensadores e pedantes metidos a intelectuais se preocupam com a definição de Ética. Alguns alegam que ela aparece nas sociedades animais, mas é bem certo que esses filósofos nunca presenciaram a Natureza; pois, se o fizessem, veriam que a Natureza não tem nada de ética ou moral, pois tudo isso são conceitos humanos, de humanos para humanos, variando de sociedade para sociedade; mesmo porque, são conceitos particulares. Poderíamos, portanto, empregar conceitos de Ética e Moral para simples máquinas? Bem, é o que cientistas de Portugal e da Indonésia pesquisam, de modo a descrever uma abordagem para a tomada de decisões automáticas, mas com senso de moralidade. É o que a pesquisa, baseada em lógica computacional, descreve na última edição do
Apesar de hoje não ser sexta-feira, não perderemos a chance de deixar o seu dia mais engraçado. Quer dizer, nós não, mas o brioso povo do estado norte-americano de Illinois, que mostra que nem só Springfield é lar de alguém como Homer Simpson.
Os malvados cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) – insensíveis, horrendos e capazes de atos hediondos à guiza de ampliar o conhecimento humano e melhorar a vida das pessoas – estão estudando a capacidade regenerativa de um anfíbio chamado Axolotle (Ambystoma mexicanum), que possui 3 pares de brânquias externas e possui uma das maiores capacidades regenerativas no reino animal, podendo regenerar extremidades completas do corpo até pedaços de cérebro. Ele só não possui esqueleto de adamantium (ainda).