Eu não ia escrever sobre isso. Mas não tenho como resistir. Somos assassinos. Somos a escória humana. Somos as piores pessoas do planeta. Eu, você, todo mundo. Nós assassinamos Peterson Ricardo de Oliveira, de apenas 14 anos, simplesmente pelo motivo fútil de ter pais que o amavam. Nós asassinamos Peterson, e por mais que a retórica diga que não, a responsabilidade é, sim, nossa. Somos monstros, construímos uma sociedade horrível. Somos tudo o que pode haver de pior. Peterson morreu por nossa culpa, apesar de não termos sido seus agressores. Não importa. O menino Peterson morreu simplesmente porque seus pais amam e se relacionam fora de uma merda de manual de uso escrito na Idade do Bronze. Peterson morreu por seus pais serem homossexuais.
E a responsabilidade… É NOSSA!
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Escrever é tão simples ou tão complicado quanto se queira. O importante é passar a mensagem, correto? Errado! Alguns estudiosos da Teoria da Comunicação dizem que se uma mensagem é passada e esta não é compreendida pelo receptor, a culpa é do emissor da mensagem. Mas isso é uma forma simplista, ridícula e irresponsável de se referir a um processo que de simples não tem nada e mesmo assim a obviedade da mensagem não é compreendida, porque muitas vezes o receptor é… como direi de forma erudita e de acordo com um processo analítico e acadêmico?… um boçal semianalfabeto.
Não há nada pior que pais incompetentes. Não há nada pior que um Estado que faz loucuras. Não há nada pior do que expor crianças e adolescentes aos perigos do mundo. É vergonhoso saber que tipo de sociedade nos tornamos. É lamentável termos que ver cenas todos os dias que nos afrontam, nos revoltam, nos causa asco. Um menino foi espancado e está com sério risco de morrer, num leito frio de hospital, e agora dor e ranger de dentes ecoam pelos corredores do Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. O menino está em coma induzido e não há muitas esperanças.
Eles crescem às sombras. Movem-se entre nós. Nós não lhes damos tanta atenção. São ridículos, poucos, desorganizados. Eles não oferecem perigo. São uma pífia demonstração ridícula que nunca será grande coisa. Não precisamos nos preocupar com eles.
Existem muitos mitos sobre a cidade de São Paulo. Uma delas é sua excelente culinária, sendo que os caras não sabem nem que que não se coloca purê em cachorro quente e ainda chamam biscoito de "tapa na cara". Chegaram a me falar das incríveis pizzas paulistanas, mas quando estive lá comi algo bem ruinzinho. Melhor pizza que eu comi foi em Paraty. Ponto! Aceitem o fato que as pessoas apenas são doutrinadas a achar que determinado mito é verdade universal, e acabam espalhando isso, como "São Paulo é terra de trabalhador", mas a realidade é a quantidade de manifestações no meio de dia de semana. Eu, como trabalho, não tenho tempo para manifestações.
Sábado de Sol… aluguei um caminhão… para levar a galera para comer feijão. Chegando lá, mas que vergonha, só tinha gente idiota comentando no meu site. E eu fiquei feliz. O pessoalzinho tosco está voltando, já que não precisam se registrar e, pensam eles, que estão livres de eu saber quem são, o que fazem e quantos neurônios possuem (algo acima de 3 e abaixo de 4). Alguns me xingam diretamente, mas isso é sem graça. Chamar "corno" não vale a discussão. Mas os insanos abaixo dá muito pano pra costurar o retardo mental dos religiosos fanáticos.
O que mais me impressiona no brasileiro médio é a sua estupidez galopante. A capacidade de usarem sua absurda condição em algum modo idílico de se acharem melhores que os outros, mais sofredores, mais heroicos, mais que todo o resto da população. Com o (des)caso da falta d’água em todo país, as pessoas começaram a ser criativas e sua arrogância as fez se mostrarem mais mendigas que a mendicância, como é o caso de um casal casado do estado de São Paulo que adaptou uma caixa de descarga para servir de chuveiro.
O mundo está chato, irritante e irritadiço. Tudo o que você fala é ofensivo. Sua opinião é muito bem-vida, desde que siga o princípio de Voltaire do Mundo de Qward: "Você tem o direito de ter a opinião que quiser, desde que concorde comigo". Você não pode opinar, tudo será errado. Não pode se posicionar, não pode ter gostos. Não pode nada. Só pode acatar o que os outros querem, mas isso ofenderá outras pessoas, e você terá que agradá-las também.
A burrice humana é algo admirável. Eu me admiro em saber o quanto tem de gente estúpida no mundo. E quanto mais fanático religioso, mas idiota são as proposições.. Um exemplo é uma criatura chamada Bandar Al-Khaybari. Entregaram um papelzinho a ele no qual era perguntado se a Terra gira ao redor do Sol. Al-Khaybari refletiu por um longo espaço de tempo (2 segundos) e soltou uma incrível explicação encontrada no Sagrado Corão.
Um dos principais problemas com os malucos que chegam em áreas de comentários, fóruns de discussão e o recanto da insânia conhecido por Facebook (ou melhor dizendo "a rede que não mencionamos") – YouTube fica de fora. Aquilo não é comunicação direta com o Inferno –, é a forma que querem nos converter, ameaçando-nos com pragas, maldições e previsões de como seu poderoso deus vai nos ferrar. O problema é que esse deus fracote sempre age de forma… como direi?… infantil. Ou pelo menos, é assim que seus seguidores dizem que ele age. Como temer um deus que fica que nem criancinha birrenta?