O câncer realmente é uma doença devastadora. Tão devastadora que mexe com todos. Nada se compara com câncer no imaginário popular, e é por causa disso que aparecem tantos boatos, tantas loucuras, tantas insânias ao redor da possível cura da doença, que na verdade nem é uma doença, mas um grupo de quase 200 delas.
Você achou que fosfoetanolamina tinha inaugurado essa onda de curar o câncer com fórmulas mágicas? Ledo engano. Até suco de limão e bicarbonato foram tidos como a cura definitiva do caranguejo do mal.
Este é o vídeo desta semana. Aprenda como (não) curar o câncer com fórmulas caseiras.

Estavam com saudades, né? Acharam que por algum momento as coisas tinham finalmente entrado no reino da normalidade, certo? Pensaram aí consigo “Nhé, não tem mais gente louca comentando. Estamos livres, mestre Potter!”. Engano de vocês, plebeus. A tosqueira, diferente do seu salário na segunda semana do mês, nunca acaba!
Como assim? Só porque é feriado vocês acharam que não ia ter artigo? Mas eu jamais os privaria disso! Ainda mais com a imbecilidade rolando solta. Chega a ser cômico, se não fosse trágico, saber que ele, o incrível baluarte do saber, foi até Brasília para discutir as novas metas da Educação com o novo ministro do MEC. Sim, ele, especialista educacional, ele, detentor de vasta sabedoria. Sim, senhoras e senhores, Alexandre Frota foi ter com o ministro da Educação. Do jeito que anda a mesma, a presença do Frota é facilmente explicável.
Eu leio besteiras todos os dias. Sei lá, deve ser minha sina. Algumas, entretanto, são mais imbecis que outras. O universo das criaturinhas criadas a leite-com-pêra e ovomaltine servido pela vó se expande a cada dia, a ponto de muitos mimizentos se ofenderem com tudo. Como estão ficando sem muito com o que se ofenderem, escolheram algo extremamente nocivo aos nossos floquinhos de neve: Lego.
Fanfics são essas historinhas retardadas de crianças de 5 anos que dão lição de moral em adultos, têm conceitos sobre preconceitos contra qualquer minoria e maioria, são eleitores da Dilma e/ou Aécio, denunciam golpes de Estado que seguem as leis constitucionais, são filósofas, pensadores e antenadas com ideologias de gêneros, brincam de casinha, fazem discursos e são um exemplo para sociedade, juntamente com histórias sobre Albert Einstein entre outras figuras famosas.
3 bilhões de anos de evolução biológica nos deu uma pose ereta, capaz de sustentar este cabeção que temos, com um cérebro bem desenvolvido. Maravilhoso, não? Podemos desenvolver tecnologia, pudemos mandar o Homem à Lua e todos os dias nós produzimos maravilhas que a Natureza não sonhara. Essa Natureza foi quem nos deu este cerebrão. Magnífico, certo? Mas a Seleção Natural é FDP. Termos essa coluna nos deu grandes tendência a dores nas costas e partos difíceis e complicados, o que acarreta em grande dores para as mães, enquanto uma égua entra em trabalho de parto, põe o bebê-cavalo pra fora e este daqui a pouco já sai correndo por aí.
O Brasil, terra da pseudociência em que criacionismo é ensinado em colégios, fundações que “controlam” o tempo são contratadas, vidente que “prevê” uma queda de avião num lugar em que não passa aviões (e causa o maior auê), benzedeiras que ganham prêmios do IPHAN, mães de santo, astrólogos, numerólogos etc ajudado a tomar decisões. Sim, o Brasil é o país que odeia Ciência. Agora, pelo mesmo motivo que fosfoetanolamina foi aprovada, mamães hipsters ganharam o direito de ser acompanhadas por doulas nas salas de parto.
Tia Dilma e seus péssimos discursos foram afastados enquanto julga-se o Impeachment, num movimento de golpe pelo qual a Presidência foi destituída, esquecendo-se que poderia ter convocado as Forças Armadas para defender o país de um Golpe de Estado, que foi assim nomeado pela imprensa internacional, se você considerar apenas o Huffington Post. O maravilhoso golpe seguindo os ditamos da Constituição e determinado por representantes escolhidos pelo povo. Claro, eu não nasci ontem e sei o que tem em jogo ali é poder, mas as pessoas são muito afoitas em ver as coisas e não analisá-las.
Alimentar milhões e milhões de pessoas não é fácil. Claro, vocês pensam que é um caso simplesmente de plantar mais umas alface, umas couve, uns tomatinhos na faixa. É compreensível, ainda mais vindo de gente que mora em apartamentinho e nunca plantou um feijãozinho no algodão molhado. Agricultura é bem mais complicado que isso, ainda mais levando em conta que qualquer atividade humana gera impacto ambiental.
Eu gosto de alguns filmes australianos. Não são muito comuns de passar nas telonas, mas vivemos no mundo internético. Um dos que eu mais gostei é O Homem que Processou Deus (