Guerras hoje são muito o do sem-graça. Segundo historiador militar e filósofo capitão Rodrigo Cambará, guerras existem para dar diversão aos homens. Ficar numa salinha com ar-condicionado e um whey do lado apertando botões para que um Predator mande umas democracias do outro lado do mundo é algo que qualquer mané faço. Isso nem dá mais terror, só faz pessoal ficar bolado. Bom mesmo era antigamente, quando nossos ancestrais saíam na porrada no mano-a-mano, esmagando os seus inimigos, vendo-os fugindo diante de você e ouvindo o lamento de suas mulheres. Isso sim era maneiro. O cara tá lá escondido numa fortificação, aquele covarde? Manda-se um recado. Como? Catapultando a cabeça de alguém com aquele recadinho silencioso “saca só o que eu vou fazer contigo!”.
Mas calma lá. isso você acha hardcore demais? Pois melhora (ou piora, dependendo de qual lado você está lutando): há evidências que pessoal juntou o insulto à injúria e mandou a cabeça de um camarada não só para espalhar terror, mas doenças também, comprovando mais uma vez que guerra biológica não é coisa recente.


Todo mundo adora cavernas. Aqueles ambientes sombrios, misteriosos, claustrofóbicos, com paredes de rochas e possivelmente pedras preciosas. Claro, todo mundo adoro mesmo pelo monitor, pois aqui ó que eu vou me enfiar num buracão no chão, com risco de ficar enterrado vivo. Para geólogos (aquele pessoal que tem pedras na cabeça), é o paraíso, principalmente quando se pode ter muitas informações nas rochas. Informações que fala como a Terra surgiu, como o relevo se formou e – olha que maneiro! – saber das mudanças climáticas que têm acontecido no imenso diário gravado em pedra pelos fenômenos naturais.
Guerras não apenas fazem parte de nossa história. Pode-se dizer que as guerras construíram a nossa história. Batalhas épicas, salvamentos heróicos, atitudes insanas, ataques devastadores, perdas incalculáveis e tudo com ou sem motivo justo. Mas algumas dessas guerras escondem peculiaridades, motivos estranhos, motivações sem o menor sentido. Seja brigando por um balde, uma barba ou até por causa de um jogo de futebol, guerras acontecem e refletem um pouco do que nós mesmos somos.
Indo direto ao ponto, estimativas apontam que lá pro ano 2070, seres humanos terão extinguido (ou quase) cerca de 1.700 espécies entre anfíbios, aves e mamíferos em maior risco de extinção. Sim, seres humanos, esses maníacos psicopatas que estão passando o rodo em geral. Mas ninguém para para pensar (merda de acordo ortográfico!) num pequeno detalhe: não somos tão especiais assim, e o ser humano ainda é parte do mundo natural.
Vocês se lembram da primeira vez que eu escrevi sobre

Nós e nossos cães temos uma relação de dezenas de milhares de anos. Não é apenas sentimentos, ambos aprendemos que convivência é extremamente benéfica para ambos e, com isso, traçamos laços. Sim, interesse. Nosso e deles. Cooperação é sempre mais favorável que competição por recursos. Aprendemos a honrar nossos companheiros em vida e depois da morte. Isso se dá em vários grupos de animais, como macacos e até mesmo elefantes. Humanos aprenderam a fazer rituais de sepultamento mais complexos, e assim evoluiu até a chamada cultura Yamna, uma cultura da Idade do Cobre/Idade do Bronze do final do 3º ao início do 2º milênio AEC. Este grupo de humanos que existia ao longo do rio Dnipro, na região das estepes da Crimeia, perto do estuário do rio Danúbio e nas regiões a leste da Ucrânia até os Urais. Pelo fato dessas culturas usarem fossas profundas para enterrar famílias inteiras, ficou também conhecida como “Pit Culture”, com os mortos sendo cobertos com ocre vermelho e colocados em decúbito dorsal ou nas laterais com as pernas flexionadas.
Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.