Como selecionar o próximo Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação?

Está dando celeuma a escolha do o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, que além disso é bispo licenciado da Igreja Universal. O principal argumento é que… bem, é Universal, né? Não pode vir boa coisa. Eu acho que devemos ficar com um pé atrás (nas costas dele), o que é válido para vários outros. O problema é: quem vamos escolher. Assim, como quem não quer nada, eu pensei “Botões, ó, botões! Como escolheríamos o próximo ministro do MCTI?”. E meus botões me responderam e isso fez sentido. (se você fala com seus botões, você é um pensador. Se seus botões lhe respondem, procure um psiquiatra).

É muito simples! Basta fazer como no caso do presidente do Banco Central: uma sabatina. Mas o que perguntaríamos?

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Temer escolhe bispo da IURD como ministro de Ciência e Tecnologia. Não entendi o stress

Ontem o clamor de fogo e ranger de dentes veio como uma horda avassaladora nos corações humanos ao ser divulgado que o ministro de Ciência & Tecnologia mais cotado a ser nomeado pelo Michel Temer, o próximo tirano que governará o país até que a população escolha o tirano sucessor, é o presidente nacional do PRB Marcos Pereira, que além disso é bispo licenciado da Igreja Universal.

As pessoas, fingindo gostar de ciência, acharam um absurdo, mas é só porque é da IURD e não porque é algo relacionado com Ciência. Na verdade, as pessoas reclamaram sem o menor sentido, como é fácil de entender mediante fatos simples.

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Deputados, impeachment, golpes e população idiota

Ontem (17/04) foi o melhor dos nossos dias, o pior de nossos dias e… Nah, que nada, foi mais um dia como outro qualquer na Câmara dos Deputados. Um festival de insânia, uma ópera-bufa que não é sem precedentes, pois aquilo acontece diariamente, só que somos alienados e não prestamos atenção. Foram xingamentos, gritos de louvor, loas a torturadores e um festival de assassinatos da Língua Portuguesa.

Afinal, o que aprendemos com a votação para decidir se Impeachment será julgado ou não ontem?

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Em defesa das ciências humanas

Olá amiguinhos e amiguinhas!

Acho que já comentei aqui antes que sou uma pessoa muito curiosa e sempre me interessei por ciência. Poucos sabem, mas quando eu tinha entre 9 e 14 anos eu queria estudar química quando crescesse (é sério, gente, juro). Eu passei boa parte da minha infância e adolescência lendo enciclopédias e livros didáticos de ciência.

Aí vocês devem estar pensando “mas o que aconteceu que ao invés de química ou biologia ou física ou medicina você acabou indo pra psicologia, depois letras e acabou na linguística? Bateu a cabeça?”. Então, foi quase isso mesmo. Acabou que eu era uma adolescente chata (desculpem a redundância) e com disciplina zero (tenho problemas com isso até hoje, mas a gente vai melhorando com o tempo). Eu tinha preguiça de ficar horas e horas fazendo exercícios de matemática, e me irritava com erros bobos que destroem com a bagaça toda, e cismei que não tinha vocação pra matemática. (outra coisa que aconteceu foi que com 15 anos eu mudei de escola, o currículo era bem diferente, e eu acabei ficando sem base pra entender coisas como logaritmo ou potenciação. Mas enfim, boa parte da culpa é preguiça mesmo.)

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O Efeito Ferradura

Um fenômeno atual é aquele que o pessoal polariza tanto uma questão, com um discurso tão inflamado, idiota, tolo e irresponsável que acabam ficando com o mesmo discurso daqueles que eram contra. Uma posição tão diametralmente diferente, mas que parecem ser tão próximos.

A isso chamamos de Efeito Ferradura, e é algo que com certeza você viu por aí, e verá nesse novo vídeo.

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Inaugurada usina solar flutuante em lago de hidrelétrica. E você achando vantagem

O Brasil é um lugar que tecnologia é levada a sério. Amamos WhatsApp e Candy Crush. O problema é que não conseguimos fazer o que a Alemanha Nazista fez na década de 1940 e a URSS fez na década de 1950 (e não estou falando de extermínio de pessoas. Neste quesito, somos muito bons, obrigado).

Mas nem tudo está perdido (está, mas tentam nos iludir assim mesmo). Nós agora desenvolvemos a primeira usina solar flutuando em lago de hidrelétrica. Que maravilha. Estou com os olhos marejados com tanta tecnologia. Agora sim resolvemos nossos problemas (e você já me conhece o suficiente para saber o que vem por aí).

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Obama quer que você leve seu filho e filha a um laboratório

Os Estados Unidos da América não é um país perfeito e, claro, tem muitos defeitos, como muitas vezes se meter em problemas alheios, normalmente piorando a situação. Mas a despeito de suas loucuras, eles ainda mantém um certo espírito de coletividade (e isso pode ser exagerado, às vezes, mas são outra cultura). Eles têm vários projetos, como o Take Our Daughters and Sons to Work Day. Esta iniciativa estimula que pais e responsáveis levem seus filhos e filhas para um dia de trabalho, para que eles entendam como é um dia do adulto, o esforço que ele tem que fazer para sustentar a família, das responsabilidades e até despertar uma fagulha do que pode ser uma carreira a ser seguida.

Outra coisa que eu admiro é que, diferente do Brasil, eles não têm um ódio patológico pela Ciência em 90% de sua sociedade. Por isso, Obama quer que os pais levem seus filhos a um laboratório.

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Qual o destino dos metais que não são mais usados?

Extração de minérios para se obter metais tem um impacto ambiental muito alto. Mas é necessário. Mas é altíssimo. Mas é necessário. Você quer carcaça de alumínio no seu iPhone? Então pare de frescura ambientalista. Ou jogue seu iPhone no lixo. Ou faça as duas coisas e não encha o saco. Praticamente, não tem metais livres na Natureza. É preciso extrai o minério e purificá-lo, extraindo o metal que se quer. mas e o que não se quer? O que se faz com aquilo?

Nós não paramos de extrair mais e mais minerais da crosta terrestre, e nossa tecnologia demanda ainda maior extração e produção de metais e ligas. Mas e o que anda abandonado por aí?

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O Brasil dos Índices Educacionais 2016

Brasilzão mostrou a que veio mais uma vez. Tiramos o 58º lugar nos índices educacionais, numa relação de 65 países. As notas estão abaixo da média mundial, e isso pode significar um monte de coisas, mas eu prefiro ser sucinto e dizer o ponto básico: somos um país de ignorantes.

Eu já falei várias vezes sobre isso e, claro, eu que sou o errado. Nosso sistema educacional é lindo, maravilhoso, fantástico. Todos nós com Paulo Freire no coração. Pena que a realidade não é bem essa, como o vídeo a seguir mostra.

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Negro que não é negro passou em concurso por causa de cotas que não são só para negros

O sistema de cotas (quaisquer uma delas, seja pra ingresso no Ensino Superior, seja pra concurso público) é algo que políticos adoram, ainda mais porque isso os ajuda a serem eleitos. Já começa pela formação do Congresso, que tentam obrigar que tenha um contingente maior de mulheres, mesmo levando em conta que a maioria dos eleitores são do sexo feminino, e se elas não querem votar nelas mesmas, obrigar por força de lei que tenha um candidato que de outra maneira não seria eleito não é ir contra a vontade da população? Já a cota para negros e pardos para ingresso no Ensino Superior é para "corrigir" uma dívida histórica.. Em 10 anos aplicando o critério de cotas teve tempo suficiente para garantir ensino de qualidade desde a Educação Básica, mas assim como a CPMF, as cotas viraram muleta, em que ninguém se sentiu na necessidade de mudar algo. Veio a lei 12.990, de 9 de junho de 2014, a qual garantiu 20% das vagas dos concursos públicos para negros. Ponto, estamos mudando o país, certo?

Bem, esqueceram que estamos no Brasil, a Terra do Jeitinho. Um cardiologista que passou no concurso do Instituto Nacional do Câncer declarou-se negro. O problema é que ele tem tom de pele claro, que o Ministério Público Federal (por meio de mágica, imagino) está investigando o caso. Temos vários probleminhas aí.

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