No alvorecer da Revolução Industrial (você aprendeu isso no colégio), o mundo mudou a forma como encarava os sistemas de comércio e produção. O que você não estudou foi como isso mudou a vida dos trabalhadores, que já não era lá essas coisas, mas ficou muito pior. Surgiu algo que já se conhecia há muito tempo, mas começou a se espalhar: A Automação. Surgiu, então, a figura de Ned Ludd, a quem se atribuiu o ataque a uma fábrica de meias, destruindo as máquinas. Todos os ataques desse gênero ficaram conhecidas como obra de seus seguidores: os luditas. Hoje, o termo "ludita" é relacionado a pessoas que têm aversão à tecnologia. Qualquer tipo, já que "tecnologia" não quer dizer "computadô", meus pobres ignorantes.
A bola da vez é a Inteligência artificial (IA). Um monte de gente mostrando-se preocupadas com o advento do que poderia ser um Skynet ou algo semelhante. Curiosamente, não o seu Manoel da padaria, mas pessoas que estão intimamente ligadas às modernas tecnologias. Afinal, o que temos a temer?
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Vocês pediram. Vocês encheram o saco. Vocês me aporrinharam até não poder mais. Taí, conseguiram. Esta é a primeira edição da Voz dos Alienados em vídeo. A insânia em formado visual. Vocês poderão "ouvir" como aquele monte de maluquices soa aos meus ouvidos.
No tosco mundo de Hades, politicamente correto, nada agrada à grande massa da população, criados a leite-com-pêra e ovomaltine. Todo dia alguém reclama de livro, novela, filme, série e do seu Lourival, porque ele varreu a rua com vassoura de cerdas sintéticas e isso ofende o planeta. No mundo governado por pedagogas, as produções televisivas e cinematográficas, obras literárias e peças teatrais não podem mostrar violência. É feio.
Olhos atentos estão observando a tela. Pessoas normais veriam números, letras, mais números, informações, uma algaravia sem-fim de dados. Mas dois olhos veem algo um tanto diferente. Veem o resultado de pesquisas, o canto desses olhos se franze, mostrando pequenas pregas que ilustrariam um sorriso, como quando vimos nosso bebê pela primeira vez.
Existem duas verdades nesse mundo de Hades. 1) A Ciência é sagrada, mas o ser humano só faz besteira. 2) A zoeira nunca acaba.
Foi o caos quando se instaurou. De repetente, as pessoas no Brasil inteiro ficaram sem Internet. O desespero, a dor e o sentimento de impotência veio como o anjo da morte, silenciosa e implacavelmente. Da noite pro dia o acesso à Internet se resumia a um rodapé da história. As pessoas começaram a pirar. Elas estavam desnorteadas, não sabiam o que fazer. A vida, tão complicada, ficou um verdadeiro inferno.
Ó Mercúrio, filho de Maia Maiestas e Júpiter. Mensageiro dos deuses, protetor do comércio, cujos pés alados carregam as alvíssaras ou as desgraças que assolam nossas vidas, sendo levadas ao deuses, que decidirão nossos destinos. Que segredos se escondem em ti, ó Sublime?
Às vezes, eu penso que sou um sádico. Mesmo sabendo da desgraça que é ter um vulcão em seu quintal, não consigo parar de admirar uma erupção vulcânica. A biola da vez é o vulcão Calbuco, no sul do Chile. O país está em alerta vermelho por causa dele, cerca de 4000 pessoas já foram removidas. A catástrofe está às portas, um bando de idiotas já acha que é o fim-do-mundo
Eu adoro adágios, principalmente os latinos. Mesmo porque, qvid latine dictvm sit, altvm sonatvr*. Um dos que eu também gosto é um adágio em italiano traduttore traditore, que significa na melhor adaptação "tradutor, o traidor". Traduções sempre são complicadas, ainda mais quando envolvem termos técnicos. Acaba-se, não raro, escrevendo-se bobagens.
Eu vivo dizendo que o mundo está chato. As pessoas querem tudo pra ontem. Crianças que têm tudo a hora e a tempo não se contentam com o que recebem, sempre querendo mais, reclamando muito, desdenhando etc. Nunca estão satisfeitas. Nada está bom o suficiente. Me lembro da experiência que era ir no cinema e, durante os traillers, sabermos que ia ter um filme do Stallone ou qualquer outro ator que admirávamos. Não precisávamos saber sobre o que seria o filme. Aguardávamos ansiosos. Se perdíamos, ficávamos aguardando pacientemente uns 3 anos até sair pela primeira vez na TV.