O problema no Planeta Bíblia é que seus Uruk-Hai não descansam. Eles sentem a necessidade mega patológica de meter goela abaixo a religião deles. Mas, convenhamos, de tanto insistirem, conseguem, ainda mais num Estado Laico como o nosso que tem bancada religiosa.
O querido governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sancionou um projeto-de-lei que visa a instituição de um "Programa de resgate de valores morais, sociais, éticos e espirituais". Show, né?
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Sendo um agente da NSA, eu preciso ter informações de todos os cantos do mundo. Um dos meus espiões me trouxe uma magnífica postagem do bispão Macedo, el Magnífico! (obrigado, Cristiano).
E depois das loucuras de fim de ano, sorrateiramente o fanatismo religioso tenta abocanhar escolas mais uma vez. Isso porque uma vereadora de Recife, Pernambuco, cismou que toda escola e biblioteca pública da respectiva cidade. Afinal, né, a Bíblia é legal e blábláblá.
Sim, faltou mais um “6”, mas que eu posso fazer? De qualquer forma, ainda teremos mais 600 edições de imbecis falando besteira e eu quero começar este ano expurgando das besteiras dos fins de 2013. Eu não quero saber do que rolou de insano de ontem pra hoje. A bem da verdade, nem estou escrevendo “hoje”, é um artigo pré-preparado; afinal, eu tenho direito a férias, nem que seja da gentinha que escreve besteira durante todo o ano.
Malba Tahan é um dos melhores exemplos do que já tivemos em termos de excelência. Vemos como nossa literatura infanto-juvenil era incrível, bem longe dos Pedro Bandeira de hoje ou, benzo-me, Ana Maria Machado. Viajamos por desertos, oásis, odaliscas, sheiks, príncipes, guerreiros, mercadores, vilões, bandidos, sultões, vizires e simples professores. ele mostra a época de ouro de nosso ensino, quando colégios públicos eram referência em qualidade. Era a época que alunos aplicados e professores bem remunerados faziam as suas partes, mas que hoje é mal visto. Aquela era a época que engenheiros davam aula e pedagogos não se metiam no processo de ensinar. Hoje, isso é apenas uma sombra perdida nas brumas do tempo, e o Homem que Calculava é algo digno de ser
Há um texto clássico do Widson Porto Reis, dono do finado blog Dragão da Garagem em que ele questiona como era endêmica a presença da Pseudociência nas universidades. A princípio, particulares, mas isso é um show à parte e eu sei como é que funciona lá, já que fui professor de uma (não me orgulho disso, por isso que ralei peito). E como estão nas universidades públicas? Sim, porque o bando de manés adora encher a boca para falar que estuda(ou) numa federal. Isso significa algo? Como anda a ciência no Brasil?
O mundo de Hades anda enlouquecido. Daí, mandam tudo para o Brasil, o lugar onde distribui-se Bíblias em escolas, queima-se livros de verdade, homeopatia é especialidade médica, prefeituras fazem parcerias com entidades mágicas harrypotterianas, institutos de pesquisa médica usam cromoterapia, astrologia é profissão e cientistas são despejados que nem inquilino cachaceiro.
Um dos juízes mais experientes da Grã-Bretanha disse que o rápido aumento do número de leis nos últimos anos tinha sido necessário por causa da redução do percentual de pessoas religiosas. Isso porque essas religiões norteavam a população em eu comportamento ético.
Daniel Taylor é designer e como todos da sua espécie reinventa soluções desnecessárias para problemas inexistentes. Ele criou um… projeto?… que organiza, pelo menos em sua cabeça, as diferentes passagens da Bíblia que se contradizem. O resultado foi um infográfico e, como todo infográfico tosco, só é bonitinho, mas informa pouco.