Estado Laico FTW: Em Ilhéus está em vigor a “Lei do Pai Nosso”

Sinceramente, eu até nem acho ruim o Tiririca. Mesmo porque, ele não fará nada que faça alguma diferença no final das contas. Ninguém se importa com ele e se ele votar contra ou a favor do Governo não dará em nada. O pior são as bancadas religiosas, o que faz tooooooooooootal sentido num Estado Laico (aviso: a última frase foi sarcasmo). Por algum motivo que escapa a minha compreensão, as pessoas simplesmente não prestam devida atenção do anda acontecendo por aí e muitas sequer sabem em quem votaram para vereador. Daí, os toscos eleitos deitam e rolam. Foi o caso do ilustre sua excelência, vereador de Ilhéus Alzimário Belmonte (PP) ter criado a "importantíssima" lei que obriga (sim, você leu certo: o-bri-ga) que antes das aulas haja uma sessão onde os alunos terão que rezar o Pai Nosso.

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Governo pretende usar a Força para conter desastres (não, não destruirão Brasília)

Com tanto maluco conspiracionista por aí, eu fico pensando como é que ninguém até hoje questionou em que universo vivemos. Há maluco que até estabelece que a Terra não gira ao redor do Sol, portanto, eu posso pressupor que a Terra, ou melhor, o Brasil não está no Sistema Solar. Estamos no mundo de Qward, no Universo de Anti-matéria. Isso pretende explicar as sandices que eu leio no jornal, oriundo das “maravilhas” propostas pelos políticos brasileiros. Agora, na base do “depois da casa arrombada, tranca de ferro”, leio que o Governo Federal pretende criar uma força interministerial do diabo a quatro, pretendendo evitar desastres ambientais.

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Chuvarada por 3 dias. Cadê o índio mágico?

Desde o dia 31 de dezembro do ano passado está chovendo. A prefeitura, ciosa do seus deveres para com a população – e respeitadora com o dinheiro dos impostos – faz o que sabe fazer melhor: merda. Entra ano, sai ano e é sempre vem aquela palhaçada de contratar a infame Fundação Cacique Cobra Coral (como o nome é muito grande, chamemos de Chefe Minhoquinha). Só que, ao que parece, ele não anda muito bom das pernas, digo, do tacape ou seja lá o que ele use para controlar algo que ninguém controla.

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Por causa de grupo de Candomblé, bispo do MS cancela missa, mas Jesus te ama

Eu vejo com reserva certas atitudes. Não creio eu que ritos religiosos devam ser misturados de qualquer jeito ou pode acabar em problemas, e a experiência mostra que isso é mais regra que exceção. Um exemplo é quando misturam rituais católicos (como missas, por exemplo) e ritos africanos. Os dois têm tanto amor conjunto como um judeu hassídico adoraria participar de uma reza numa mesquita sunita.

Em Corumbá, Mato Grosso do Sul, isso fica bem evidenciado como uma ideia (ao meu ver, não muito esperta) pode acabar em saia justa, quando o bispo de lá resolveu cancelar a Santa Missa e impediu seguidores do Candomblé de participar de rituais da Igreja Matriz da referida cidade. O que se faz agora? Reclama-se com um cardeal?

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Ultimate Gospel Fighting: Clérigos saem na porrada na Igreja da Natividade

Se Jesus tivesse realmente existido, ele estaria que nem a imagem ao lado. O problema nem é com ele, mas com o seu fã clube, que não perde a oportunidade de seguir os ditames do Príncipe da paz, Maravilhoso Conselheiro, o Consolador (êpa!) e glorioso filho de Deus. Aqueles conselhos maravilhosos sobre amor e harmonia, pregando a paz entre os homens de boa vontade. O problema é que os homens lá na Igreja da Natividade estavam com vontade de sair na porrada. Até polícia foi envolvida da peleja.

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Análise das fontes externas que mencionam Jesus

Em qualquer debate em que se questione a veracidade do relato bíblico, em especial o Novo Testamento, esbarramos num simples pedido: evidências. Provas que atestem que os escritos evangélicos são verdadeiros, marcas encontradas ao longo do tempo, livros, manuscritos, relatos ou uma simples carta, peça de cerâmica, mapas etc que possam sustentar as histórias bíblicas. No caso de Jesus de Nazaré temos um sério silêncio. Não temos relatos, não temos indicações, a geografia no relato de Lucas está errada, as descrições de eventos não batem, Gerasa (ou Gadara) não fica próxima ao mar, como é dito em Lucas cap. 8, escrito pelo mesmo autor que no capítulo 5 disse que o telhado das casas era de cerâmica (ou barro cozido), quando Marcos diz que eram tetos normais, isto é, tetos de palha, já que cerâmicas eram algo meio caro na época.

Temos, portanto, que o relato bíblico é cheio de erros (o recenseamento proposto por Quirino no ano 6 E.C. não envolvia a Galileia e José não precisava ir até o "local de seus antepassados", pois o recenseamento, se feito, era no próprio local) e Lucas é o pior deles que comete anacronismos e grosseiros erros geográficos. Assim, só nos resta pedir fontes extra-bíblicas que possam corroborar com o relato para analisar a autenticidade do texto bíblico, mas debatedores apologéticos raramente aparecem com algo que sirva. Dizer que o texto menciona Caifás e realmente haver um sumo sacerdote Caifás não garante nada ou, no máximo, incorre no que eu chamo de Falácia do King Kong: "O filme mostra King Kong subindo o Empire State Building. EXISTE um Empire State Building; logo, o King Kong existiu de fato".

Outros debatedores apologéticos da linha de Josh McDowell ou F. F. Bruce aparecem com figuras estranhas, como Flávio Josefo, Suetônio, Tácito, Mara Bar-Serapion entre outros. Volta e meia, em debates, estas figuras um tanto fantasmagóricas aparecem para assombrar pela total falta de sentido e são colocadas sob análise, mas preferi agora estudá-las e ver o porque de elas não poderem ser usadas como prova que o relato bíblico ser verdadeiro. Alguns deles eu já falei a respeito em As mil faces de Jesus: O mau-caratismo religioso, mas o tema era um pouco diferente. Sendo assim, e para fins de organização, eu repetirei alguns daqueles argumentos, para colocar outros argumentos sobre outras fontes.

ÍNDICE

  • Flávio Josefo
  • Cornélio Tácito
  • Thallus (Talo)
  • Flégon ou Flegão (Phlegon)
  • Mara Bar-Serapion
  • Justino Mártir
  • Tertuliano, Orígenes e Cia. Ltda.
  • Públio Lêntulo (Pvblivs Lentvlvs)
  • O Talmude
  • Outros autores

Sim, é um texto grande, mas leitura não mata ninguém. Continue lendo aqui >>

A silenciosa história dos romanos esquecidos

Eu sempre admirei a história do império romano, na mesma medida que gosto da história egípcia. Creio que quase todos nós sonhamos, quando crianças, ver as maravilhas que eram as pirâmides (não que maravilhas tenham deixado de ser), visitar o Circo Romano e presenciar os triunfos. A civilização romana moldou o que os pedantes chamam de "cultura ocidental", ainda mais se levarmos em conta que o sistema jurídico do Brasil segue os preceitos do Direito Romano. Mesmo com tanta importância que teve a civilização romana, pouco sabemos sobre as pessoas comuns. Não os patrícios, mas povo comum, mesmo. Agora, pesquisadores analisam o povão e estas pessoas simples têm muita história pra contar.

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Nigerianos resolvem o problema de habitação usando garrafas com areia

Ainda hoje eu disse pros meus alunos: Navalha de Ockham. A solução mais simples é, na maioria das vezes, a mais acertada. Construir casas sempre é um problema, ainda mais com o alto custo do material de construção. São tijolos, cimento, areia,  etc. Paralelamente, estamos buscando alternativas que deem cabo das garrafas de politereftalato de etileno (o famoso PET).  A melhor solução seria poder criar um modo de resolver estes dois problemas. Bem, foi o que nigerianos fizeram ao construir casas com garrafas PET e areia.

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Segundo arcebispo caloteiro, Judiciário não pode se meter com a Igreja

Hoje é Halloween. Samhain soltou as suas hostes, banshees começam a chorar, leprechauns pegaram seus podes e ralaram peito, as sluagh sídhes soam sua malévola gargalhada e os Tuatha de Danann desembainhamos nossas espadas. A Matrix deu uma rabeada mas os os jedis deram um jeito. O Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings (piada pronta não tem graça!) foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar, junto com a Arquidiocese de São João da Boa Vista, R$ 940 mil por causa de uma ação por dano moral. A choradeira começou!

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ENEM: Como eu amo esta prova!

Entra ano, sai ano e todo ano vem a mesma palhaçada que perdura o ano todo. O ENEM já disse a que veio (para nada). De maluquices pseudoeducacionais vocês devem estar fartos, frente à insânia que é o MEC, o Ministério da Estupidez Cavalar. Entre fraudes e incompetência, resta pouco a se dizer de um sistema falido, ridículo, acéfalo, irresponsável, tosco e absurdamente idiota. E olhem que eu ainda nem comecei a xingar. Qual o futuro nos reserva? Fácil de responder: a inguinorânça jeneralizada. E ai daquele que me corrigir. Eu prosseço vossêis por prekomçeito lingoístiko

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