Meme — ao contrário do que possam pensar — tem pouco a ver com aqueles desenhos feitos no Paint e de gosto, "história" e graça duvidosos. O termo criado por Richard Dawkins no livro "O Gene Egoísta", e de uma forma geral estabelece que partículas culturais passam de sociedade em sociedade, podendo ser desde ideias até valores éticos/morais, nem que seja uma frase de efeito que acaba participando de nossa cultura. Todo mundo sabe isso, principalmente o pessoal que mora no Canadá, como disse a Luiza.
Depois que o Dan Brown escreveu aquele livro dos Anjos e Demônios, todo mundo ficou com mania de Illuminatis e coisas do gênero. Maníacos por conspirações existem desde que o mundo é mundo, e aquela baboseira sobre ET, Área 51 Haaarp etc, regados com Shivas Zeitgeist no jantar, veem mensagens ocultas, símbolos satânicos e ações da maçonaria. Para deixar meu dia mais "feliz", ainda recebo um e-mail questionando tudo na base do "E se for verdade?" Tem horas que eu me sinto como se estivesse num documentário do History Channel, e isso não é um elogio…

Sinceramente, eu até nem acho ruim o Tiririca. Mesmo porque, ele não fará nada que faça alguma diferença no final das contas. Ninguém se importa com ele e se ele votar contra ou a favor do Governo não dará em nada. O pior são as bancadas religiosas, o que faz tooooooooooootal sentido num Estado Laico (aviso: a última frase foi sarcasmo). Por algum motivo que escapa a minha compreensão, as pessoas simplesmente não prestam devida atenção do anda acontecendo por aí e muitas sequer sabem em quem votaram para vereador. Daí, os toscos eleitos deitam e rolam. Foi o caso do ilustre sua excelência, vereador de Ilhéus Alzimário Belmonte (PP) ter criado a "importantíssima" lei que obriga (sim, você leu certo: o-bri-ga) que antes das aulas haja uma sessão onde os alunos terão que rezar o Pai Nosso.
Nada, eu disse NADA pode ser mais ridículo quando o "pensamento" religioso acaba dando vazão à estupidez (o que acontece quase sempre). Isso aliado aos defensores de células culturais que devem ser "preservadas" por algum motivo espúrio que escapa à minha compreensão. Este relativismo cultural acaba servindo de desculpa para quaisquer atrocidades que mentes tacanhas e que ainda vivem na pré-história façam. E
Desde o dia 31 de dezembro do ano passado está chovendo. A prefeitura, ciosa do seus deveres para com a população – e respeitadora com o dinheiro dos impostos – faz o que sabe fazer melhor: merda. Entra ano, sai ano e é sempre vem aquela palhaçada de contratar a infame Fundação Cacique Cobra Coral (como o nome é muito grande, chamemos de Chefe Minhoquinha). Só que, ao que parece, ele não anda muito bom das pernas, digo, do tacape ou seja lá o que ele use para controlar algo que ninguém controla.
Matírio. Um sofrimento sem propósito, na maioria das vezes (pra não dizer quase sempre). Grupos religiosos clamam para si que mártires jamais fariam a burrada de se submeter a sofrimentos por livre e espontânea vontade se não houvesse um propósito maior. Isso até tem um certo grau de fundamento, EXCETO se não prestarmos atenção aos detalhes. Não é uma questão de "fulano se matou em honra ao seu deus, logo seu deus existe". Fulaninho se matou (ou se deixou matar) por dois motivos: 1) É idiota; 2) Ele acreditava que estava honrando seu deus. Há vários exemplos na história da humanidade e um dos que mais gosto são os kamikases, que montavam no avião cheio de explosivos e se atiravam nos navios americanos, crentes que eram o vento sagrado (a tradução de "kamikase"), honrando o deus-vivo: o Imperador.
Eu vejo com reserva certas atitudes. Não creio eu que ritos religiosos devam ser misturados de qualquer jeito ou pode acabar em problemas, e a experiência mostra que isso é mais regra que exceção. Um exemplo é quando misturam rituais católicos (como missas, por exemplo) e ritos africanos. Os dois têm tanto amor conjunto como um judeu hassídico adoraria participar de uma reza numa mesquita sunita.
Todo ano eu sempre digo que adoro natal. Talvez, por isso, eu sempre insisto em postar mensagem de natal e no fim-do-ano. Já tive pessoas me xingando por isso, já que, na mente obtusa delas, eu estou defendendo e reforçando a existência de Jesus, nosso mendigo amigo. Eu realmente devo ser bastante influente para uma mensagem minha de natal ser responsável pelo sucesso do cristianismo enquanto doutrina. Acho que o Papa devia me pagar laudênio.
Eu fico pensando no ponto que o mundo chegou. Pensamos que os séculos e mais séculos de civilização fizeram as pessoas melhores. Tenho sérias dúvidas quanto a isso. A única coisa que ficou patente é a liberdade que não temos. Chegamos no pior pesadelo de qualquer autor de ficção científica ou que verse sobre aspectos sociais. 1984 já não é mais um futuro distópico. Não é nem uma coisa nem outra. É passado já, já está em nossas vidas, não temos como voltar atrás, só que é muito mais aterrador que qualquer coisa que Orwell ou Huxley pudessem imaginar. O Grande Irmão é exatamente seu irmão, aquele que está ao seu lado, lhe vigiando.
Há uma certa ironia em nossa existência. Se realmente existe um deus, ele adora pregar das suas inclusive com seus seguidores. Aliás, seguidores estes que não seguem exatamente o que o próprio deus que eles veneram manda. Isso acaba em deliciosas vinganças, ainda que não intencionais, e o melhor exemplo disso aconteceu com a Igreja Católica das Filipinas, que mandou um link para que seus fiéis visitassem, sendo uqe o link é do site de um travecão, daqueles magnííííííííficoooooooooos.
Ao ler o início dessa notícia até fiz um menear de cabeça em aprovação, até ler a publicação inteiramente, e vocês entenderão o porque. Antes, vamos examinar o que a notícia diz: De acordo com uma pesquisa, pais ateus tendem a adquirir o hábito de festejos religiosos se tiverem crianças em casa. Isso até faz um certo sentido, se aprendermos as diferenças entre uma tradição, um rito, uma religião e um evento social. Der Teufel steckt im Detail.