
“Et tu, Brute?” Esta infame frase foi a última coisa que Caio Júlio César teria proferido a Marco Bruto, quando este lhe passou o rodo, digo, a faca. Mas não, César efetivamente não disse isso. Esta frase é famosa, mas quem pôs na boca de César (isso soou esquisito) foi Shakespeare, na peça Júlio César, ato III, cena 2. O mais provável que César deva ter dito é “AOUCH!!!” ou, o que eu mais gosto (se Shakespeare pode inventar, eu também posso) é “AI, PORRA!” <vira-se> “Brutus seu…” <outras facadas>. Ah, sim. O historiador Suetônio disse que testemunhas afirmaram que as últimas palavras de César, proferidas em grego, foram “Até você, criança?”,e foi daí que Shakespeare tirou a sua frase, mas o mesmo Suetônio não deu crédito a isso.
O local onde Júlio César recebeu a visita de Leto, a personificação da Morte, é um ponto turístico e, ironicamente, foi graças a Mussolini que mandou resgatar geral e desenterrar a Antiga Roma, afastando todas as modernidades para um canto. Não, o líder fascista não tinha amor pela História, nem venerava a cultura dos antepassados. Ele era apenas um pulha que queria amarrar o antigo Império Romano ao seu governo, praticamente se posando como César (lembrando que larga maioria deles não teve um final muito legal, o mesmo acontecendo com o Duce).
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Nesta segunda-feira, nosso Presidente
Então que o artigo 13 foi aprovado. O item polêmico da Diretiva da União Europeia sobre Direitos Autorais no Mercado Único Digital (European Union Directive on Copyright in the Digital Single Market) deixou um monte de idiotas relinchando que este é o fim da Internet. Você está lendo este texto num tablete de argila? Então, ficou provado que essa palhaçada de “fim da internet” é só isso: uma palhaçada.
Chegou janeiro e estou de férias. Pode-se dizer que estou de férias do blog, também. são artigos diários (ou quase) e eu preciso ter um tempo de descanso, certo? bem, claro que o blog não ficará sem artigos, já tinha me preparado para isso. eles entrarão automaticamente e vocês continuarão tendo informação. Só que tem um detalhe: é minha tradição relembrar os melhores artigos do ano. Se vocês já leram, terão a oportunidade de lebrar. Se não leram, poderão ler. Com tantos artigos, fica difícil ler tudo, eu sei.
Veio a celeuma do Artigo 13, com um monte de babacas dizendo que seria o fim da internet, que o YouTube, coitadinho, ia fechar as portas, o Facebook iria acabar, voltaríamos ao tempo das cavernas, todo mundo comendo carne crua e grunhindo.
Está começando mais um festival de idiotice generalizada. Mais uma vez, youtubeiros estão com ataque de pelanca que o mundo ia acabar, que a Internet como conhecemos não ia mais existir, o leitinho com pêra foi cancelado pela vovó que resolveu sair de casa e puxar ferro na academia etc etc e, claro, etc. O motivo é as normas que a União Europeia meteu e resolveu catar no embalo redes sociais e o YouTube. Ninguém por lá gosta do Google, principalmente em questões envolvendo direitos autorais e violação de privacidade. Os pontos mais polêmicos são os artigos 11 e 13 que, segundo o pessoal chiliquento, vai destruir a Internet. Pessoal deu atenção quando um youtubeiro hipster de Portugal teve ataque de pelanca sem apresentar nenhum argumento e, claro, os indefectíveis palavrões (aqueles que o Google disse que não seriam permitidos no Tubo).
Transplantes de órgãos são processos complicados em todas as partes do mundo. Por “processo” não estou falando da intervenção cirúrgica em si, que é complicada, mas de todo o processo de encontrar um doador, leva-lo até o hospital, fazer os exames necessários e carrega-lo em meio a louvores até o centro cirúrgico. Se não fazem louvores e recitam cânticos de agradecimentos a alguém que decide dar um dos seus órgãos a uma outra pessoa, não é comigo, ainda acho que eles merecem.
Você pode pensar na sua cândida burrice que homens e mulheres são iguais. Bem, não são. Aceite o fato! Nem mesmo grupos masculinos são iguais entre si e – outro fato a ser aceito – gêneros acabam sendo diferentes e essa diferença é acentuada mediante o lugar em que as pessoas moram.