O tosco mundo de Hades, Nosso Senhor, é movido à estupidez. Larga maioria da população é burra, e eu gostaria muito de dizer que isso é exclusividade de brasileiros, mas somos apenas os mais eficientes em incompetência. É difícil ser uma gota de informação nesse oceano de insanidade chamada Internet. É difícil competir com a maluquice degenerada, à solta e sem controle. Os veículos de informação veiculam tudo, menos informação. Ou veiculam, se entendermos que informação não é conhecimento.
Mas por que, com tantos lugares para se achar informações, as pessoas ainda repassam tanta besteira?

Tudo bem, não vivemos num Estado Laico. Distribui-se Bíblias, impõe-se ensino religioso, isenta-se igrejas de todos os tidos de todos os impostos. E você, seu idiota, é arroxado cada vez mais com impostos estapafúrdios e tarifas de água (que água?), luz e combustíveis dando tchauzinho lá da estratosfera.
Eu não ia escrever sobre isso. Mas não tenho como resistir. Somos assassinos. Somos a escória humana. Somos as piores pessoas do planeta. Eu, você, todo mundo. Nós assassinamos Peterson Ricardo de Oliveira, de apenas 14 anos, simplesmente pelo motivo fútil de ter pais que o amavam. Nós asassinamos Peterson, e por mais que a retórica diga que não, a responsabilidade é, sim, nossa. Somos monstros, construímos uma sociedade horrível. Somos tudo o que pode haver de pior. Peterson morreu por nossa culpa, apesar de não termos sido seus agressores. Não importa. O menino Peterson morreu simplesmente porque seus pais amam e se relacionam fora de uma merda de manual de uso escrito na Idade do Bronze. Peterson morreu por seus pais serem homossexuais.
Escrever é tão simples ou tão complicado quanto se queira. O importante é passar a mensagem, correto? Errado! Alguns estudiosos da Teoria da Comunicação dizem que se uma mensagem é passada e esta não é compreendida pelo receptor, a culpa é do emissor da mensagem. Mas isso é uma forma simplista, ridícula e irresponsável de se referir a um processo que de simples não tem nada e mesmo assim a obviedade da mensagem não é compreendida, porque muitas vezes o receptor é… como direi de forma erudita e de acordo com um processo analítico e acadêmico?… um boçal semianalfabeto.
Não há nada pior que pais incompetentes. Não há nada pior que um Estado que faz loucuras. Não há nada pior do que expor crianças e adolescentes aos perigos do mundo. É vergonhoso saber que tipo de sociedade nos tornamos. É lamentável termos que ver cenas todos os dias que nos afrontam, nos revoltam, nos causa asco. Um menino foi espancado e está com sério risco de morrer, num leito frio de hospital, e agora dor e ranger de dentes ecoam pelos corredores do Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. O menino está em coma induzido e não há muitas esperanças.
É comum as histórias em que o herói busca as suas origens, seu ponto de partida. Isso se reflete em como nós encaramos a própria existência e nossa curiosidade sobre quem estava aqui antes de nós, antes do ser humano ser efetivamente humano. Já coletamos muitas informações e temos ampliado e muito nossa árvore genealógica.
Eles crescem às sombras. Movem-se entre nós. Nós não lhes damos tanta atenção. São ridículos, poucos, desorganizados. Eles não oferecem perigo. São uma pífia demonstração ridícula que nunca será grande coisa. Não precisamos nos preocupar com eles.
Existem muitos mitos sobre a cidade de São Paulo. Uma delas é sua excelente culinária, sendo que os caras não sabem nem que que não se coloca purê em cachorro quente e ainda chamam biscoito de "tapa na cara". Chegaram a me falar das incríveis pizzas paulistanas, mas quando estive lá comi algo bem ruinzinho. Melhor pizza que eu comi foi em Paraty. Ponto! Aceitem o fato que as pessoas apenas são doutrinadas a achar que determinado mito é verdade universal, e acabam espalhando isso, como "São Paulo é terra de trabalhador", mas a realidade é a quantidade de manifestações no meio de dia de semana. Eu, como trabalho, não tenho tempo para manifestações.
Sábado de Sol… aluguei um caminhão… para levar a galera para comer feijão. Chegando lá, mas que vergonha, só tinha gente idiota comentando no meu site. E eu fiquei feliz. O pessoalzinho tosco está voltando, já que não precisam se registrar e, pensam eles, que estão livres de eu saber quem são, o que fazem e quantos neurônios possuem (algo acima de 3 e abaixo de 4). Alguns me xingam diretamente, mas isso é sem graça. Chamar "corno" não vale a discussão. Mas os insanos abaixo dá muito pano pra costurar o retardo mental dos religiosos fanáticos.