
A religião faz as pessoas mais éticas e mais ciosas da moralidade das ações, e bons exemplos. É o que vivem dizendo para pessoas como eu que acham que religiões são um câncer sociológico (eu diferencio religiosidade, a tendência do ser humano a se conectar com algo fora da Natureza, de religião, o sistema organizado de controle). O tempo que perdem falando isso para mim poderiam usar para explicar aos próprios religiosos.
Obviamente, não aceitam isso; daí acontece um aumento absurdo de mutilação genital na Inglaterra e em toda Grã Bretanha, devido à onda de refugiados de religião muçulmana. Mas é a religião deles, temos que respeitar.
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O cérebro é zuado. Ele odeia tarefas maçantes ou repetitivas. Dirigir é um belo exemplo. Eu, por exemplo, ODEIO dirigir. Eu xingo mentalmente quando tenho que conduzir Miss Daisy. Algumas pessoas amam, mas sem nem saber o porquê. Só que o cérebro mesmo detesta isso. Ele gosta de informações novas. Quando não as tem, ele faz uma dessas duas coisas: desliga parcial ou totalmente.
Desde muito tempo as pessoas veem coisas “aparecerem”. Monstros, discos voadores, Jesus, santos, monstros marinhos, Nossa Senhora etc. Curiosamente, sempre uns poucos, nunca em grande multidão, são capazes de ver com nitidez. A multidão? Veem flashes e luzes que são facilmente explicáveis em temos de eventos atmosféricos. Virgem Maria nunca aparece no meio do campo no final da Copa do Mundo. Os relatos de aparições são toscos e confusos e no século XXI, o máximo de aparição que se consegue filmar é uma ventania.
O Brasil é um país tão tosco de ridículo que aceita cartas que alegam serem psicografadas como evidência em tribunais. Funciona assim: você precisa tirar o vagabundo assassino que é seu cliente de detrás das grades. Você aparece com uma carta tirada do reto alegando que foi psicografada por um médium com pão e manteiga, no qual o defunto relata que o seu cliente é inocente e quem o matou foi outra pessoa. Todo mundo saca que é falso, exceto o júri, que é composto pelo populacho que acredita que um biscoito de farinha sem graça vira Jesus e um prato de barro com pipoca tem poderes mágicos. Há grande chance do seu cliente se safar.
Tem muita coisa insana neste mundo de Hades. Ainda mais quando envolve alguma coisa com relação à burocracia estatal. Qualquer um que já teve que ir num cartório ou qualquer repartição pública sabe o inferno que é quando começam a pedir o CPF do seu avô irlandês que nunca pousou os pés no Brasil e tenho dúvidas se vovô Seamus sabia em que continente o Brasil ficava (sim, isso aconteceu comigo num cartório. Foi duro fazer um zé ruela entender que meu avô não só nunca veio aqui, como falecera em 1953, tendo o CPF sido criado em 1965, ainda com o nome de Cartão de Identificação do Contribuinte).
Religiosos são estranhos. Eles vibram, torcem, fazem e tudo para que um evento catastrófico destrua o mundo. Podem reparar, eles chegam a ficar com os olhinhos brilhando ao dizerem que o mundo vai acabar e todas as pessoas irão sofrer e morrer e acabar no inferno da maneira mais horrorosa possível.
Essa é uma história de amor, mas de tragédia. Um amor impossível. Um amor que não poderia acontecer. Um amor proibido por duas famílias rivais. Um amor entre uma adolescente e um homem mais velho, que gerou uma criança que virou palco de discórdia e uma quase tragédia. Não, não foi Sófocles, Shakespeare ou mesmo Nelson Rodrigues. É a história da menina indígena que teve filho indígena de outro indígena, mas um indígena da tribo errada. O bebê, fruto deste enlace, foi enterrado vivo pela avó e bisavó da criança.