Muito por causa da frescura de um monte de homens idiotas, o câncer de próstata é o tipo de câncer que apresenta a maior incidência entre homens de 18 anos ou mais que descobriram a doença no primeiro diagnóstico. Quanto? 36%. Altíssimo. E não, não é coisa de velho. Releia: 18 anos ou mais! Esse número sobe para assustadores 65% de ocorrência de câncer de próstata em homens acima de 60 anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2015, 14.484 homens morreram em decorrência da doença no Brasil. Dados estatísticos em vários países concordam em um ponto: negros são os mais propensos a sofrerem de câncer de próstata do que brancos. Quando levamos em conta o Brasil, com sua população altamente miscigenada, chegamos em mais de um terço dos homens propensos a ter câncer de próstata, sendo que o miserável deveria parar com a frescura reinante na população e ir no médico quando percebe que tem algo errado. E eu nem estou falando de urologistas. O brasileiro médio prefere pegar receitinha com o vizinho do que ir a médico, e quando se fala em exames de próstata, o desgraçado acha que todos os urologistas são tarados, doidos para dar uma dedada nele, como se não existisse ao menos o sigilo médico-paciente.
Enquanto no Brasil se faz campanha para os retardados imundos lavarem o pênis (sério. O nome de várias campanhas é Lave o Pinto) e tem um saco peludo como mascote (não, de novo, eu não estou brincando), o Instituto Nacional de Saúde dos EUA e a Fundação do Câncer de Próstata (também de lá) estabeleceram o maior esforço coordenado de pesquisa para estudar fatores biológicos e não biológicos associados ao câncer de próstata agressivo em homens afro-americanos.
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Phineas Gage era um operário braçal que trabalhava para uma ferrovia. Um dia tinha uma pedra no meio do seu caminho. No meio de seu caminho tinha uma pedra. A decisão era explodí-la e quando Gage foi socar o explosivo na pedra, o explosivo detonou e a barra de ferro entrou em seu crânio. Ele não morreu, mas virou um ícone para o estudo da Neurociência, e é citado até hoje em publicações e em universidades.
Imagine que você, mulher nova, bonita e carinhosa, tenha plena consciência que saúde é uma coisa séria. Daí resolve se tratar mas planos de saúde estão absurdamente caros. Poxa, um exame de Papanicolau na rede pública de saúde seria o ideal, né? Basicamente, o médico passa uma espátula ou uma escovinha onde tudo começa e tudo se resolve, coleta amostras e manda para um laboratório para fazer os testes necessários e verificar a saúde uterina. O que poderia dar errado? Num país de verdade, nada, mas estamos no Brasil, e se você for de Pelotas, RS, melhor ir num particular. Ou não. Saúde pública lá é tão foda, que os casos de câncer no útero caíram para zero. AMEM, JESUS, É UM MILAGRE!
Diabetes tipo 2 é uma doença seríssima. Só aqui no Brasil, o número de diabéticos cresceu 61,8% e há estudos apontando que 80% das pessoas com diabetes tipo 2 falecem em decorrência de problemas cardíacos. Foi pedido ajuda aos doutores. O primeiro que apareceu era um doutor em Filosofia, mas ele disse que nada se podia fazer, pois todos iríamos morrer de qualquer forma. Perguntaram a uma doutora de estudos de gênero como poderia-se combater a diabetes, mas ela alegou que querem combater só porque “diabetes” era uma palavra feminina e isso significava ação do machismo propalado pelo patriarcado opressor. Finalmente, perguntaram a uma cientista de verdade. A resposta veio com uma terapia genética.
Saúde não é levada a sério no Brasil, como quase todas as outras coisas. Não estamos falando apenas de ações governamentais, mas o próprio brasileiro médio é tosco, burro e idiota. Com o crescimento de gente iletrada achando que vacinas fazem mais mal que bem, acaba-se não levando as crianças para serem vacinadas e isso acabou num dos piores índices e pessoas vacinadas na campanha de vacinação deste ano.
Ser dependente químico é uma tristeza. Não é legal para a saúde e tem que fazer de tudo para tentar não sucumbir. Sendo assim, alguns diabéticos passam por transtornos por depender da substância química chamada insulina. Basicamente, ainda se depende das injeções, mas daí eu me lembro da cena do doutor McCoy em Star Trek 4 (o das baleias) quando ele passa por uma velhinha no corredor do hospital e ela lhe diz que precisa de diálise. Ele, com seu jeitinho alegre e atencioso solta um “Meu Deus, isso aqui é a Era das Trevas?” (que foi dublado como “Isso aqui é um açougue medieval?”) e dá uma pilulinha para ela e sai alegremente. Sim, a velhinha não precisou mais de diálise. Tudo bem que isso era em 1987 e nem mesmo plutônio se comprava em farmácias mais. Aquilo era ficção científica pura, certo?
No mundinho mágico millenial, você não pode apontar nada errado, que eles acham que tudo é preconceito. Esta gentinha mimizenta, tola, superficial e fútil acha que eles estão sozinhos e que o mundo é malvado e está contra eles. Que o mundo é malvado, é fato; mas ninguém está contra eles. O mundo é contra todo mundo. Agora, a bola da vez é se acharem pobres perseguidos, principalmente os que alegam sofrerem preconceitos por gordofobia, porque o médico passou uma dieta e falou para pararem de se encher de fast food, de preferência fazendo uns exercícios junto. Olha que audácia! O problema é uma coisinha chamada “Realidade” que está pouco se lixando se você vive ótima com seus 180 quilos, se entupindo de salgadinhos e Big Mac. Uma pesquisa mostra que essa normalização de corpos “plus size” (plus size é um gordo hipster. Pobre é rolha de poço, mesmo!) pode estar levando a um número crescente de pessoas subestimando seu peso, o que futuramente irão (não tem nenhum “se” aqui) irá reverter em sérios problemas de saúde