Alô vocês, visitantes extraterrestres, arqueólogos e extraterretólogos (ia dizer sociólogos, mas sociedades avançadas não cultivam pseudociências). Este é um relato automatizado que foi liberado depois que o mundo acabou. A Terra já era, o apocalipse zumbi veio e ceifou toas as nossas miseráveis vidas. Aqui fala o Sistema Humano de Inteligência Terrestre e somos tudo o que restou da cultura de nosso planeta.
Categoria Astronomia
Decifra-me ou te devoro: A Mensagem de Arecibo
A comunicação é uma arte. Foi através dela que formamos famílias, tribos, cidades e impérios, mas pouco usada em comentários de blogs. Fazer-se entender não é tarefa simples. Se fosse, teríamos algo decente nos escritos religiosos e não coisas toscas "abertas à interpretação".
Quando pensamos em milhões de quilômetros (ou, quiçá, anos-luz) de distância, perdemos a noção de como alguém conseguirá nos entender aqui, pobres macacos pelados. Quer saber como mandar uma mensagem para as estrelas? Perguntem ao pessoal de Arecibo. Eles sabem.
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O estranho formato da Terra
Estamos acostumados com várias ideias, normalmente difundidas no Ensino Fundamental, com as “tias” do CA à 4ª série (ou 1º ao 5º ano; dá no mesmo). Cabral estudou na Escola Náutica de Sagres e descobriu o Brasil, Colombo foi quem descobriu a América e “homenageou” Américo Vespúcio, Gagarin disse que a Terra é azul, plantas respiram pelas folhas, o Universo é infinito, Deodoro da Fonseca proclamou a República, orcas são baleias, Mercúrio é o planeta mais quente e a Terra é redonda. Nada disso é verdade, mas o que talvez cause maior estranheza é o fato da Terra não ser redondinha como uma bola de futebol, já que todas as representações a mostram como esférica. Tentando fugir disso, muitas referências mencionam que ela é “geoide”, ou seja, não é esférica e sim um elipsoide ou, melhor ainda, “oval”.
Ainda assim, isso não é bem verdade. Mas, afinal, como é o formato da Terra?
Sonda espacial descobre Estrela da Morte camuflada de lua
Não confunda Cassini com Cassino. O segundo pode ser mais divertido e lhe mandar à falência, depois de ter gasto sua grana toda com bebidas, jogo e mulheres, para depois voltar para seu empreguinho vagaba, aturando sua chefe* que parece o Dino da Silva Sauro. Cassini-Huygens é a sonda espacial projetada pela Agência Espacial Europeia (ESA) e a NASA, visando estudar o Senhor da Justiça, Força e Agricultura, Saturno, e seus mais de 200 vassalos… ou satélites naturais, como queiram.
Já falamos aqui sobre a misteriosa Enceladus e seus gêiseres. Mas quando vemos as fotos trazidas pela sonda Cassini-Huygens de Mimas, temos a certeza que é um momento de urgência e é hora de nos desesperarmos.
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Vladmir Komarov, o maior dos herois russos
O homem que sobe as escadas sabe que está com sua morte decretada. Ele sabe que suas horas estão contadas, mas ele não tem medo, pois é isso que ele quer fazer. Passo a passo, ele entra na cápsula que lhe servirá de carrasco. A Rodina decidiu que a glória do Partido está sobre todos os mortais e que um homem teria que cumprir a missão, mas um laço mais forte que a opressão poupou a vida de outro homem, o homem que viu que a Terra era azul. Por causa desse lado de amizade, o homem que está condenado chega até o seu destino e olha para fora, sendo este o último relance do céu e a última lufada de vento em seu rosto sério. O homem entra na cápsula; não há volta e ele nem pensaria em desistir, pois era um homem decidido.
Esta é a história do Coronel Vladimir Komarov, o cosmonauta russo que morreu para salvar seu melhor amigo.
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As belas auroras norueguesas
O que parece ser título de algum romance candidato ao prêmio Nobel de Literatura é, na verdade, uma simples ação natural tão bela quanto simples. Bem, talvez não seja tão simples assim. Auroras boreais e austrais acontecem quando emanações de partículas de alta energia vindas do Sol dão de cara com o campo magnético da Terra. Prótons, elétrons e neutrinos são expulsos à grande velocidade da coroa solar, adquirindo imensa energia cinética, além de sua carga elétrica (com exceção do neutrino, que não possui carga nem massa). Por causa do núcleo ferroso da Terra estar em convecção, elétrons ficam desemparelhados, acarretando no aparecimento de um campo magnético, que não só ajuda a direcionar nossas bússolas, como criam um escudo de defesa contra as partículas supra-citadas. O resultado é uma explosão de luz e cores nas regiões próximas aos polos, como é o caso da Noruega.
Valles Marineris, um passeio por uma imensa rachadura
Poucas belezas naturais se comparam ao Grand Canyon, no estado norte-americano do Arizona. Sua beleza e imponência mostram como somos ridículos perante escalas geológicas e só mesmo um imbecil acha que aquilo foi feito para agradar a estúpidas amebas de duas pernas. É chocante saber que seus 446 km de extensão (maior que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo), sua largura máxima de 29 km e quase 2 km de profundidade nada mais são que o efeito da água. Sim, água, pois o Grand Canyon foi esculpido durante bilhões de anos de erosão, tendo como principal agente erosivo o rio Colorado. Maiores informações poderão ser encontradas no site da UNESCO.
Nada na Terra se compara ao Grand Canyon, mas o universo não é apenas o pálido ponto azul. Há algo similar… não, MAIOR que o Grand Canyon. É o Valles Marineris, localizado no planeta Marte.
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A origem cósmica do Carnaval
A vida humana está associada a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais, tais como o ano e o dia que permitiram a elaboração dos calendários civis e religiosos, onde as grandes festas universais, como a Páscoa, o Natal etc., constituem lembranças astronômicas de grande importância histórica e econômica para a época em que foram instituídas. Muitas dessas tradições de origem pagã foram absorvidas pelas religiões atuais do mundo ocidental. A grande maioria dos foliões do nosso carnaval, ao se divertir, não sabe que estará inconscientemente fazendo apelo a uma reminiscência astronômica de origem solar.
Qual a distância da Terra à Lua?
Quando somos apresentados às maravilhas do Sistema Solar, a primeira coisa sobre a qual nos falam é a Lua. Claro, não poderia ser diferente. Ela é o corpo celeste mais próximo a nós, orbitando de sua distância fria e indiferente se estamos vivos ou mortos. Nós a Vemos todo0s os dias (salvo noites nubladas e de Lua Nova, obviamente), e mesmo assim ela pouco se dá aos pobres primatas largados por aqui. Somos apenas meros (quase) 7 bilhões de indivíduos, ridículos em comparação aos insetos. A Lua realmente deve dar mais importância aos insetos, mas o amor não é correspondido, pois os insetos também não se importam com a Lua. Mas ela está lá, girando por milhões de anos e ainda continuará girando ao nosso redor por outros (longos) pares de anos. Vemos a calma luz branca refletida pela sua superfície, iluminando nosso caminho, nossos pensamentos. Erguemos a mão tentando alcançá-la, mas Jaci é caprichosa e não se deixa pegar tão facilmente, em sua posição muito longe de nossos dedos. Como poderíamos saber a qual distância ela está? E o seu tamanho? Talvez possamos encontrar no Livro dos Por quês.
A Terra não é plana. A Lua é.
Se você mora numa vasta planície, um campo aberto com montanhas bem longe, é tentador pensar que se vive num mundo chato feito pizza. Mas basta subir alguns metros que, ao longe, nota-se a curvatura da Terra. Ao ver montanhas à grande distância, é inevitável pensar que ali é a borda do mundo e a parede que impede que nós despenquemos para o vazio, como se fosse um imenso parapeito. Os hindus antigos achavam que o mundo era discoide e estava repousado nas costas elefantes apoiados sobre uma imensa tartaruga, lenda aproveitada por Terry Pratchett em seu antológico Discworld (LEIA-O, é uma ordem! Sua vida terá novo significado).

Hoje sabemos que a Terra não tem formato de pizza (ok, alguns ainda acham que sim), mas isso nos traz lembranças do quão pouco sabíamos e éramos a nos apegar ao senso comum. E mesmo hoje, com todo o nosso desenvolvimento científico e tecnológico, a Natureza ainda nos prega peças, como mostrar que a Lua, nosso satélite natural, é tão achatado quando se pensava da Terra de outrora. Com a diferença de termos evidências fotográficas disso.
