O ranço contra um carro voador e um Homem das Estrelas

Ontem a SpaceX fez algo maravilindo. Mandou um carro para o Espaço. Quer, dizer, não como Brasil fez com seus profissionais na base de lançamento em Alcântara. Ela realmente mandou um Tesla Roadster para a Fronteira Final no num Falcon Heavy, um foguetão modafóca que só perde para o Saturno V, o foguetão ultramegablastermodafóca que levou o Homem à Lua. Foi a vitória da persistência e sagacidade humana. Finalmente pode-se dizer: Em 1980 achávamos que no século XXI teríamos carros voadores. Hoje, nós temos:

Antes de continuar. Dê o play na música:

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A Ida do Homem à Lua – Resposta aos idiotas

Ontem foi um dia muito legal. Num papo no twitter, resolvemos acabar com estas besteiras de que alegam ser “questionamentos”!, mas que não passa de diarreia mental, criticando a ida do Homem à Lua. Normalmente, aquelas xaropadas de sempre, que estamos cansados de rebater. Não porque realmente queremos explicar a estes retardados, mas para falar com pessoas que buscam informação. Então, o Sérgio do Space Today, o Lito do Aviões e Música, o Cardoso do Contraditorium e o Junior Miranda, do Homem do Espaço resolveram fazer uma live para conversar sobre o assunto.

Ah, sim. Algum psicopata achou que estes cavalheiros precisavam de alguém manso e puro de coração. Como não encontraram, chamaram a mim, que cheguei dizendo que eu ia falar mal dos imbecis. Perdeu a live? Não final, você poderá vê-la agora.

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Voyager 1 liga o turbo e vai pra mais longe, mais rápido

A Voyager 1 é uma sonda fantástica. Lançada em 5 de setembro de 1977, está a absurdos 21 bilhões de quilômetros da Terra, ou cerca de 141 vezes a distância entre a Terra e o Sol, viajando a uma velocidade de mais de 60.000 km/h. Alguns dizem que ela já saiu do Sistema Solar e já está no Espaço interestelar, mas isso ainda é discutível. Não se sabe ainda os limites de nossos Sistema. No entanto, ainda podemos comunicar com a Voyager através dessa distância.

Só que os cientistas do projeto fizeram algo um tanto especial (mas muito amado): Eles deram instruções para a Voyager disparar um conjunto de quatro propulsores de trajetória pela primeira vez em 37 anos para determinar sua capacidade de orientação.

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Os tapetes de nuvens cobrindo as montanhas

Nuvens são o tipo de coisa subvalorizadas. Eu as acho fascinantes. Para alguns são apenas um amontoado de vapor d’água, mas erram duas vezes. Primeiro, nuvens não são vapor d’água, mas água no estado líquido em suspensão na atmosfera. Em segundo lugar, nuvens nunca são iguais umas às outras. Suas diferentes formações características a fazem ser encaradas como entidades distintas.

Phil Plait, o Astrônomo Mau, também gosta de nuvens. Assim que ele viu a formação de algumas quando estava nas Montanhas Rochosas, resolveu fazer um time lapse. A recompensa foi grande.

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O russo que resolveu ir pra Encelado

Mecenato sempre foi algo legal. Os ricaços pagavam a pintores, escultores e faz-tudos em geral para produzir obras monumentais. Depois, os mecenas viram que Ciência era legal e arte virou muito mainstream. Daí passaram a financiar cientistas. Hoje, os ricaços como Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson olham pro Espaço e pulam de contentamento. Sim, o Espaço, a Fronteira Final virou playground de gênios, bilionários, playboys e filantropos. Agora, temos outro na jogada: Um russo, o que estava demorando, afinal, eles conquistaram o espaço primeiro. No caso, a figura atende pelo nome de Yuri Milner e sua ambição é a lua. Não a nossa, mas o satélite saturniano Encelado.

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Calibrando os espelhos do Telescópio James Webb

Ajeitar a lente de um óculos é chatinho. polir o espelho do seu banheiro é fácil ou difícil, dependendo da tranqueira que você tenha comprado. Calibrar um microscópio também dá trabalho. Agora, calibrar e focalizar um monstro gigantesco com a mais linda tecnologia óptica para vasculhar o Espaço como o telescópio espacial James Webb realmente é chato, demorado, trabalhoso e tudo com a precisão de algo que faria um fio do seu cabelo algo enorme.

Que tal saber mais um pouco?

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Time Lapse da limpeza de um gigantesco telescópio

O Very Large Telescope array (VLT) é um dos mais avançados sistemas astronômicos do mundo, baseado num sistema óptico que é uma estupidez. Os telescópios possuem pouco mais de 8 metros de diâmetro e quatro telescópios auxiliares móveis com 1,8 metros de diâmetro, podendo ser usados indivualmente ou em grupo, captando uma imensa área do céu, com as imagens processadas e montadas como se fossem uma única, obtida por um aparelho só, formando um “interferômetro” gigante, permitindo que os astrônomos vejam detalhes até 25 vezes mais finos que os telescópios individuais.

Todas as noites, os grandes espelhos do Very Large Telescope estão expostos aos caprichos da atmosfera, clima e cercanias. Seus imensos espelhos gradualmente acumulam poeira e outras sujeiras, emporcalhando o equipamento e fazendo com que seu trabalho fique mais difícil.

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NASA pesquisa como dar um jeito na radiação marciana antes de levar astronautas pra lá

Uma das bobagens mais densamente replicadas é que o Homem não pôde ir à Lua por causa do Cinturão de Van Allen, já que a radiação lá tostaria qualquer um. Obviamente, isso é de uma estupidez galopante e eu explico isso em meu vídeo. Claro, a radiação está lá, mas cientistas são um pouquinho mais espertos que um idiota que cursou um tosco Ensino Médio em colégio público de periferia, mas que se acha esperto porque viu um vídeo no YouTube. E se um vídeo no YouTube prova alguma coisa, o meu também serve como parâmetro e terá que ser aceito.

De qualquer forma, indo para Marte haverá bem mais radiação. Sendo assim, o que a NASA busca é minimizar (ou anular completamente, de preferência) os seus efeitos. Continuar lendo “NASA pesquisa como dar um jeito na radiação marciana antes de levar astronautas pra lá”

Fidget Spinner… IN SPACE!!!

Randy “Komrade” Bresnik é astronauta. Ele está por aí, pelos espaços. Como todo astronauta ele se diverte trabalhando e explora essa diversão, compartilhando um pouquinho conosco. Sendo assim, ele levou um daqueles fidget spinners (que no brasil foi aportuguesado para Hand Spinner) pra Estação Espacial Internacional. É interessante como os rolamentos dos fidget spinner funcionam, mas o giro não é eterno. Não só por causa do atrito com o ar como até pela gravidade.

Já pensou se se pudéssemos tirar um desses fatores?

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Por causa do Hélio, estrela perde as estribeiras e explode

Eu gosto de supernovas. São a prova que a Natureza está pouco se lixando para você ou qualquer ridículo ser vivo, não importando se é um pedaço de proteína em alguma poça d’água ou kryptonianos. Uma supernova manda para a vala um sistema inteiro e muito mais. As grandes emanações de radiação correm por todo o Espaço, a ponto de iluminar uma noite aqui na Terra. Se você estiver no Espaço, sem uma camadinha reforçada de proteção, vai acabar fritando por causa das emanações energéticas.

Uma supernova explode quando uma estrela muito massiva colapsa e implode, esmigalhando átomos, que os faz explodir de forma vilenta, muito violenta. Apocalipticamente violenta. Agora, uma pesquisa indica que há dados mostrando que uma supernova explodiu graças ao hélio. Não o seu vizinho chato que está treinando bateria, mas o elemento químico. Continuar lendo “Por causa do Hélio, estrela perde as estribeiras e explode”