Mais um domingão, mais uma saraivada de insanidades para coroar a semana. São dados de saúde que somem, gene louca escrevendo asneiras, cidades agindo de maneira retardada… Tá tudo ótimamente bem, já que meu cinismo não espera mais nada de bom. E quem não espera nada que preste só terá surpresa positiva ou algo dentro das expectativas.
Bem, não é pra isso que vocês vieram aqui e sim para ver o que foi publicado aqui durante a semana. Sim, escrevi enche-linguiça,me processem.

Como eu sempre digo, nada é tão pior que a religião não coloque o dedo e estrague de uma vez, levando tudo para as raias retardadas da insânia. Um exemplo é a atual crise mundial por causa do coronavírus, ou corona vírus ou COVID-19 ou a bactéria filha da puta, este micróbio do caralho! Como lidar com isso? Quarentena? Lockdown? Cloroquina? Tem coisa mais retardada que aplicar cloroquina? Acho que não, mas os indianos disseram “segura o meu lassi”.
Aproveitando o quebra-quebra aí? No Brasil, pessoal saindo na porrada e eu com pipoca e guaraná torcendo para eles se matarem, enquanto estão no meio de uma pandemia, ajudando a dar aquela alavancadinha gostosa nas estatísticas de contaminados. Eu estou no aconchego d meu lar e vocês? Aproveitem e leia os artigos da semana.
As pessoas são imbecis e ninguém aqui discorda disso. Sim, parte de vocês que estão me lendo é formada por idiotas, também, e eu já estou com sérias dúvidas ao meu respeito. Mas algumas maluquices são malucas demais até mesmo para os padrões dos idiotas. Daí chega alguém malandro e vocês sabem o que acontece quando duas pessoas saem de casa achando que vão se dar bem se encontram, né?
Chegou domingão, cheio de excelentes notícias, como políticos surtando, rinha de parasitas, trezentas mil denúncias e nada disso indo pra frente, óbvio. Nesse meio tempo eu coloquei uns artigos no blog, como sempre. Sobre prefeitoscos mandando rezar para acabar com o coronga, telescópios espaciais nos trazendo belíssimas imagens, cães naquela idade insuportável chamada adolescência e os maravilhosos artigos científicos que postaram, ecerrando definitivamente longos debates
Todos nós pensamos que para se publicar um artigo num periódico com revisão de pares (também chamado peer review ou “periódico indexado”, mas carinhosamente chamados de “papers”) era preciso altas pesquisas, artigos seriíssimos, análise de dados aprofundados. Bem, não é que não precise. Precisar, precisa. Mas sempre tem aqueles que resolveram dar um balão, chutar o pau da barraca e mandar pra frente. Às vezes, conseguem seus intentos; sendo que alguns deles são bem lacônicos. Alguns, lacônicos até demais.
Nada é tão ruim que a religião não possa piorar. Aconteceu um desastre? Deus está punindo. Aconteceu uma doença? Só pega em infiéis, pois Deus está punindo. Seu marido meteu o focinho na cachaça? Infiel fidaputa! Claro, o Santo Povo de Deus está imune a isso. Vocês sabem, aquela bobagem do “cai mil ao teu lado blábláblá”, do Salmo nº 91. O problema é que tio Darwin não liga pra Davi, e alguns pastores deveriam saber disso. Um desses pastores idiotas tinha o poder mágico de curar o COVID-19 das pessoas ao fazer imposição das mãos.
Adolescência é aquele período chato depois da infância. Enquanto crianças acham que sabem tudo e pensam ser capazes de mandar nos adultos, os adolescentes têm certeza. O pior é quando o vagabundinho de 30 anos ainda age como um moleque de 13 (anos ou QI); e se isso já é insuportável em seres humanos (dizem que adolescente é gente), é pior nos cães.
E seguindo mais uma vez o lema “nada é tão ruim que políticos metendo a religião no meio não possam piorar” temos o caso que está acontecendo no município de Ladário, situado na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, com mais ou menos 17 mil habitantes, e que eu nunca ouvi falar (a bem da verdade, só conheço a capital de MS: Redmond). Em face à epidemia de coronavírus, o prefeito resolveu apelar para o combate apelando para o que ele considera ser mais efetivo contra o coronga: pensamentos e orações.