No universo das pequenas coisas, você precisa fazer um estardalhaço com algo que não tenha efeito nenhum, de forma a fingir que trabalha e mostra serviço. Nada é mudado mas você tira onda que está fazendo muito por todos, quando efetivamente não está fazendo nada para ninguém. É com base nisso que se baseia esta proibição imbecil dos canudos de plástico no Rio de Janeiro. Motivo? “Ain, o meio-ambiente lindinho não pode ser emporcalhado por causa desses malditos canudos”. Que nem a foto ao lado mostrando a imensa quantidade de canudinhos de refrigerante.
Mas, Oh!, nós sabemos muito bem o verdadeiro motivo por trás disso.

De uma maneira geral, as pessoas têm uma péssima ideia quando se envolve números muito grandes. Não importa sobre o que esteja se falando. Números são muito ardilosos, e quando se entra discursos de ordem política, econômica e/ou interesseira (o último e a soma de tudo), temos um caminho lindo para ludibriar pessoas. Um exemplo disso são as terras indígenas. Você pensa que, pela forma que as reportagens falam, os pobres índios estão em algum terreno com área semelhante a um bairro de cidade pequena. Bem, não é isso. Uma recente pesquisa mostra que povos indígenas têm direitos (totais!) de propriedade, de pelo menos um quarto da superfície terrestre do mundo. Não me parece pouco, parece?
Distúrbio Psicogênico em Massa, ou Histeria Coletiva, é o termo usado para descrever uma situação em que várias pessoas sofrem de sintomas histéricos semelhantes. Sejam pessoas dançando sem parar ou tendo visões ou adoecendo por motivo nenhum. É o cérebro pregando pessoas e isso de forma em que várias pessoas tenham a mesma ocorrência, o que explica o fenômeno religioso, aparições, OVNIs e coisas do tipo.
Nada pior que fanatismo, que leva a atos absurdos e insanos. Um exemplo disso aconteceu no Japão, em 20 de março de 1995, no que ficou conhecido como Ataque ao Metrô de Tóquio. O motivo do atentado? Não foi por fronteiras ou por libertação de presos políticos. Simplesmente por causa de religião, aquela coisa que religiosos dizem ser muito importante para fazer as pessoas mais éticas, sem a qual cairíamos na barbárie.
Desde muito tempo as pessoas veem coisas “aparecerem”. Monstros, discos voadores, Jesus, santos, monstros marinhos, Nossa Senhora etc. Curiosamente, sempre uns poucos, nunca em grande multidão, são capazes de ver com nitidez. A multidão? Veem flashes e luzes que são facilmente explicáveis em temos de eventos atmosféricos. Virgem Maria nunca aparece no meio do campo no final da Copa do Mundo. Os relatos de aparições são toscos e confusos e no século XXI, o máximo de aparição que se consegue filmar é uma ventania.
Eu estava lendo o
O Brasil é um país tão tosco de ridículo que aceita cartas que alegam serem psicografadas como evidência em tribunais. Funciona assim: você precisa tirar o vagabundo assassino que é seu cliente de detrás das grades. Você aparece com uma carta tirada do reto alegando que foi psicografada por um médium com pão e manteiga, no qual o defunto relata que o seu cliente é inocente e quem o matou foi outra pessoa. Todo mundo saca que é falso, exceto o júri, que é composto pelo populacho que acredita que um biscoito de farinha sem graça vira Jesus e um prato de barro com pipoca tem poderes mágicos. Há grande chance do seu cliente se safar.
Saúde não é levada a sério no Brasil, como quase todas as outras coisas. Não estamos falando apenas de ações governamentais, mas o próprio brasileiro médio é tosco, burro e idiota. Com o crescimento de gente iletrada achando que vacinas fazem mais mal que bem, acaba-se não levando as crianças para serem vacinadas e isso acabou num dos piores índices e pessoas vacinadas na campanha de vacinação deste ano.
Kauã e Joaquim eram irmãos. Tinham seis e três anos, respectivamente. Tinham! Suas longevidades não foram longas, já que eles morreram carbonizados em um incêndio em 21 de abril deste ano. Trágico? É pior do que você pensa. Tão pior que os pais estão sendo investigados. Motivo? Se beneficiarem da morte dos filhos para ascender socialmente dentro da igreja.