
O calor opressivo estava batendo como um malho numa bigorna na longínqua década de 1930. Para muitos, seria algo para deixar morgando num alpendre com 300 ventiladores, ou trancado em casa com ar-condicionado no talo, mas para uma adolescente era um dia normal. Talvez por ser de origem mexicano-americana, já acostumada com o calor, a adolescente não estava desconfortável com o verão ao visitar parentes num pequeno vilarejo do interior de Chihuahua, naquele tipo de família binacional que atravessa a fronteira com a naturalidade de quem atravessa a rua.
Entediada com a vida rural e proibida pelos pais de se aproximar dos barrancos e minas abandonadas da região, a jovem fez exatamente o que qualquer adolescente proibida faria: fingiu sair para colher cerejas e foi explorar um desfiladeiro que lhe chamara a atenção. E esta decisão iria causar um impacto no que se sabe sobre Ciência, Arqueologia e até mesmo a busca por civilizações extraterrestres, e isso graças a uma cabeça de proporções descomunais. Continuar lendo “Starchild: a cabeçona misteriosa que deixou ufeiros em polvorosa”



Desde muito tempo as pessoas veem coisas “aparecerem”. Monstros, discos voadores, Jesus, santos, monstros marinhos, Nossa Senhora etc. Curiosamente, sempre uns poucos, nunca em grande multidão, são capazes de ver com nitidez. A multidão? Veem flashes e luzes que são facilmente explicáveis em temos de eventos atmosféricos. Virgem Maria nunca aparece no meio do campo no final da Copa do Mundo. Os relatos de aparições são toscos e confusos e no século XXI, o máximo de aparição que se consegue filmar é uma ventania.
Em 2003, encontraram um alienígena no Chile. Quer dizer, não era bem um alien, alien. Era um esqueleto de alien. Não, não é que era um esqueleto de alien, alien. Era algo meio que bizarro e não era deste planeta. Mas não é que era algo fora deste planeta propriamente dito. Era algo meio que bizarro. Mas não é que era bizarro, bizarro. Era só algo que a Ciência ia investigar, enquanto ufeiros estavam vociferando que era algo bizarro, fora deste planeta e com certeza era um alien.
Estavam sentido falta, né? Pois é, hoje foi dia do incrível e magnífico XVIII Congresso Brasileiro de Ufologia, uma prévia do Fórum Mundial de 2017, com gente que jura que viu disco voador, mas Jesus não quis que conseguissem uma foto ou filmagem que preste, mesmo com celulares capazes de filmar em fullHD ou até mesmo em 4K!
Tio Rem chegou de olhos esbugalhados. Não que ele não fosse sempre assim, mas parecia que estavam mais esbugalhados como de costume. Ele realmente estava assustado, tão assustado quando voltou do colégio uma vez com a quantidade de coleguinhas preconceituosos que o chamavam de “Cabeça Chata”. Ele não tinha culpa de ter nascido onde nasceu.
O Paradoxo de Fermi nos faz questionar como um universo tão enorme não nos deu evidências de outras civilizações tecnologicamente avançadas. Onde elas estão? Por que não vieram aqui? Será que os OVNIs provam que ETs existem? Por que não estamos rodeados de alienígenas?
O engraçado da Ufologia é que ela é que nem uma religião: os caras realmente acreditam naquelas bobagens, gastam seu dinheiro todo e por mais que você mostre o óbvio, insistem que não, não é fraude. "Discos Voadores existem. Meu pai viu um, eu filmei com meu celular vagabundo, de noite num lugar afastado, e minha mão tremia, mas dá pra ver o OVNI ali, você tem que acreditar em mim, pelo amor dos Greys!"
Muitos malucos me surpreendem. O principal motivo é que, não só acreditam piamente no que estão falando como ainda convencem outros malucos que estão certos. Um exemplo é um maluco que se autodenomina "embaixador cósmico". Não que ele não tenha o direito de ser quem ele quiser (desde que não seja Jesus. Esse é o Inri Cristo); mas agora ele quer permissão presidencial para permitir que pousem OVNIs aqui no Brasil.