
É uma sexta-feira estranha, não insana. O mundo até tenta seguir o protocolo; em algum lugar, um desavisado grita “sextou”, outro abre uma cerveja. Não sou esses. Tem dias em que até a sexta-feira baixa a cabeça e hoje é um deles. Hoje não morreu apenas um homem; hoje se despede uma dessas figuras raras que parecem ter sido esculpidas mais pela lenda do que pela biologia, mais pela figura mítica que foi um dia, não apenas na ficção, mas na vida real.
Hoje se deu o passamento do homem, da lenda, do mito, de Chuck Norris. E não, ninguém vai chorar. Não por falta de sentimento, mas por coerência. Fãs de Chuck Norris não choram. Continuar lendo “Chuck Norris morreu. Caronte pulou do barco e fugiu nadando”





Pesquisadores tem que entregar seus trabalhos e publicações em determinados prazos. Eles não podem deixar de publicar, seguindo a receitinha “publish or perish” (publique ou se foda, em tradução totalmente livre e sem noção). Daí, sempre voltam à receitinha de tentar dar algum sentido científico em programas de TV, filmes blockbuster ou histórias em quadrinhos. Como a onda da vez é Vingadores Ultimato, pesquisadores da Universidade Binghamton concluíram que heróis como o Capitão América são obesos.
Me dá náuseas quando chamam gente encerrada numa casa, com todas as regalias, sem fazer absolutamente nada, concorrendo a um prêmio milionário, de “heróis”. Não há heroísmo nisso. Não há nenhuma forma de altruísmo, pelo contrário. Heróis são quem colocam a vida em risco, que arrisca tudo visando um bem maior, como gente salvando pessoas de terroristas. E se quem salva uma vida salva o mundo inteiro, uma pessoa que salva literalmente o mundo inteiro não é apenas um herói, é algo supremamente acima de tudo isso, para o qual não há palavras nas línguas dos Homens, dos Elfos ou dos Anões.
Saiu o filme da Mulher Maravilha. Como eu já esperava começou o festival de chorume por todos os lados. Pessoas que levam filmes muito a sério, como se fossem bandeiras, quando sabemos que filmes de heróis são apenas histórias de gente que usa a cueca por cima da calça.
“Era uma vez um homem que teve um sonho: Ir até alua, colocar os pés lá e voltar em segurança”. Isso até podia ser início de algum seriado dos anos 80 (bem, quase isso), mas foi Kennedy, não por amor à Ciência ou ao espírito aventureiro, mas para mostrar pros soviéticos que se eles podiam mandar o Homem à Lua, eles podiam meter um ICBM no meio do Kremlin quando quisesse.