
Estou aqui sentado, à minha janela. Faz tempo, muito tempo, que não falo da minha janela. Não a abri pois a massa de ar infernal que tá lá fora deixa impraticável, mas olho pela janela. Estou inquieto e não sei por quê. Não sei se pela falta de decorações ou a falta do chamado “espírito natalino”. Não sei. Algo de errado não está certo.
Minha vasta idade trás fantasmas, mas não os de Scrooge, mas algo que eu considero mais assustador: bons fantasmas trazendo boas lembranças. Mas assim como as más lembranças, boas lembranças machucam. Lembranças machucam. Continuar lendo “Eu sinto o peso…”






Hoje é aquele dia especial. O dia da Vitória, em que ele veio para fazer a diferença e acabar com o vício, a maldade e o pecado, livrando-nos das pessoas más. Obrigado John McClane. Mas não é só isso, é um dia que revemos nossos parentes, enquanto algumas criaturas retardadas cismam de arrumar problema no dia mais importante do ano (qualquer dia em que você pode sentar e comer até o botão da calça estourar e seu estômago te xingar é um dia importante). 
Você conhece Papai Noel, o bom São Nicolau. Todo mundo conhece Papai Noel! Ele é a figura natalina mais lembrada, apesar de tão mítica quanto o aniversariante do dia. Com o passar do tempo, a moderna mitologia transformou o Bom Velhinho em alguém que recompensa as criancinhas boas, sendo ajudado por vários duendes. Entretanto, antigamente a história era outra. Ele era ajudado por um ser feio como o Diabo e um demônio que depois virou bonzinho. Afinal, as criancinhas ruins não iam se unir sozinhas, né?
Este é o 11º texto de natal que eu escrevo no Ceticismo.net. Eu não me canso de escrever, mesmo que muitos questionem como um site cético pode gostar de Natal, Jesus etc. Eu gosto da figura filosófica de Jesus, independente do que eu ache sobre ele enquanto figura histórica. Eu gosto do Mestre Oogway. É uma tartaruga falante que é mestre de Kung Fu, e daí? É um bom exemplo e ensina muito. Eu vejo Jesus assim. O que não me obriga a aceitar toda a Bíblia como verdade.