Por Steven Ashley
Motoristas têm ouvido falar bastante nos últimos tempos sobre combustíveis baseados em etanol, que liberam menos poluentes do que a gasolina e são derivados da biomassa doméstica renovável. A Iogen Corporation foi ainda mais longe em relação a essa tecnologia criando enzimas que convertem a celulose dura contendo açúcar dos restos da produção agrícola em etanol.
Outro combustível alternativo renovável é o biodiesel – na sua maioria óleos vegetais que são processados para servir como combustível limpo para motores a diesel. Michikazu Hara, do Instituto de Tecnologia de Tóquio, e seus colegas demonstraram que uma mistura carbonizada de açúcares, amidos ou celulose baratos pode ser tratada para formular um catalisador de ácido sólido eficiente a fim de gerar um biodiesel insolúvel, com uma produção de baixo custo e fácil de reciclar.
Os engenheiros estão trabalhando para fazer com que o diesel opere com menos emissões de óxido de nitrogênio. Um líder nessa busca, DaimlerChrysler, fabricante de carros sediada na Alemanha, que recentemente introduziu a tecnologia Bluetec, sistema de tratamento de escapamento modular capaz de reduzir a produção de óxido e fuligem significativa, permitindo aos carros atender aos padrões de emissões mais rígidos dos EUA.
Outra tecnologia que rende uma quilometragem melhor que os motores padrões e portanto produz menos dióxido de carbono para cada quilômetro percorrido é o motor híbrido gasolina-eletricidade, que combina um motor de gasolina com um elétrico. Os veículos híbridos atuais economizam combustível na cidade, onde se tem que parar com freqüência, mas não proporcionam muita vantagem na estrada. O novo sistema híbrido de dois modos da General Motors, DaimlerChrysler e BMW melhora a eficiência do combustível tanto em velocidades baixas quanto em altas, incrementando em 25% a quilometragem combinada em relação aos modelos padrões.
Outra forma de tornar mais eficiente o desempenho ambiental de carros híbridos é fornecer-lhes os meios para armazenar energia da rede elétrica de maneira que algumas vezes eles possam andar apenas usando a eletricidade em vez de puxar energia de um motor que queima um combustível fóssil. Esses híbridos para ligar na tomada ficaram mais próximos da realidade quando duas companhias, a EDrive Systems – uma joint venture da EnergyCS e da Clean-Tech na Califórnia – e a Hymotion, uma companhia canadense, introduziram kits de atualização para plugar os híbridos na tomada destinados ao Toyota Prius. Na esteira desses desenvolvimentos, a estrada para um futuro mais verde e com mais energia sustentável parece estar se abrindo.
