Criminosos passam a mão no pinto do Leôncio

Hoje é dia 16 de janeiro, vocês sabem, mas a notícia que eu compartilharei é do fim do ano passado, já que temos que terminar o ano com loucuras e começar com outras coisas doidas. Por que estou postando hoje?

PORQUE ESTOU DE FÉRIAS, CARAMBA!

A notícia de hoje é sobre gente roubando o pênis (ou quase isso, de pobres morsas), mas sem mexer nas bolíneas de górfi. Esta é a primeira do ano: a SEXTA INSANA!

O caso aconteceu no Donkey’s Place, restaurante icônico de Camden, Nova Jersey, em 29 de dezembro de 2025. Camden é uma cidadeca de 70 mil habitantes, menor que a Rocinha e com a criminalidade que deve se resumir a não dar bom dia pro guarda de trânsito… se é que tem trânsito lá, nem que seja de charrete.

No referido dia, um meliante invadiu o estabelecimento e roubou o baculum de morsa que decorava o balcão há décadas. Para quem não é íntimo da anatomia de mamíferos marinhos, baculum é o osso interno do pênis da morsa, uma estrutura óssea que pode chegar facilmente a 68 ou 70 centímetros de comprimento.

Sim, a criminalidade de Camden saltou de não dar bom dia pro guardinha para roubar pinto de morsa!

Não estamos falando de uma lembrancinha discreta de loja de museu. Estamos falando de um troféu anatômico que servia simultaneamente como amuleto de boa sorte e principal quebra-gelo do bar. Se existe um Leôncio da vida real, aquele personagem cleptomaníaco do Pica-Pau obcecado por roubar qualquer coisa que cruzasse seu caminho, ele acabou de se revelar em pleno fim de 2025 com um gosto peculiar por relíquias ósseas de conotação sexual.

O delito aconteceu enquanto o bar fervilhava de clientes celebrando a proximidade do Ano Novo. Rob Lucas Jr., dono do Donkey’s Place e neto de Leon “Donkey” Lucas, o pugilista olímpico de 1928 que fundou o estabelecimento em 1943, acordou no dia seguinte e descobriu que o baculum, que ficava atrás do balcão junto com um dente de megalodon e outras bugigangas bizarras, havia sumido. Não houve arrombamento violento. Não houve furto ao caixa. Não houve vandalismo ou destruição. O ladrão foi cirúrgico, quase artístico na sua seletividade criminosa.

@donkeysplacecamden

We want our “bone” back! Please help!

♬ original sound – Donkeys Place Camden

De tudo que poderia ter sido levado, dinheiro, equipamentos, garrafas de bebida premium, o sujeito escolheu exatamente o osso de pênis de morsa. Como se fosse um colecionador bêbado e oportunista de aberrações anatômicas, o criminoso ignorou completamente qualquer item de valor monetário convencional e foi direto ao ponto.

Lucas descreveu o momento como devastador, palavra que ganha contornos ainda mais dramáticos quando você imagina um homem tendo que acordar na ressaca moral do pós-réveillon e processar a informação de que seu amuleto da sorte, herdado através de gerações, simplesmente evaporou nas mãos de um oportunista etílico.

A peça em questão não era qualquer bugiganga de bazar esotérico. Era uma relíquia familiar com décadas de história, um objeto que definia a identidade visual e cultural do Donkey’s Place tanto quanto os famosos cheesesteaks servidos em fatias de pão italiano popularmente. Clientes chegavam, olhavam para o baculum com curiosidade, perguntavam o que era aquilo, o bartender explicava com orgulho e todo mundo adivinhava errado antes da revelação. Risadas, cerveja, camaradagem. O ciclo perfeito de socialização lubrificado por um osso peniano de mamífero marinho.

O baculum, para quem ainda não está convencido da gravidade cultural e simbólica deste roubo, não é exclusividade das morsas. Vários mamíferos possuem essa estrutura óssea no pênis, incluindo ursos, cães, morcegos e primatas. Mas poucos atingem as dimensões monumentais do exemplar das morsas, que podem ultrapassar facilmente os 60 centímetros. É a Ferrari dos ossos penianos, o Rolex da anatomia reprodutiva marinha. E alguém, provavelmente cambaleando entre mesas e cadeiras, decidiu que aquele seria o souvenir perfeito para decorar a estante da vó.

Lucas ofereceu uma recompensa de mil dólares pela devolução da peça, sem fazer perguntas. É o equivalente a um pai desesperado implorando pelo retorno do filho sequestrado, só que neste caso o filho é um bastão ósseo avantajado da anatomia reprodutiva de um mamífero ártico.

A polícia de Camden está investigando, mas vamos combinar que esse não deve ser o tipo de caso que aparece nos manuais da academia policial. “Então, pessoal, hoje vamos estudar furtos de bacula de mamíferos marinhos em estabelecimentos comerciais durante festividades de fim de ano. Alguém tem experiência prévia nessa especialidade?” Provavelmente não.

Robert Lucas Jr. espera que a história ganhe repercussão suficiente para que o ladrão, tomado por algum lampejo tardio de consciência ou simplesmente pelo medo da exposição pública, devolva a peça. Até lá, o Donkey’s Place segue funcionando, mas com um vazio atrás do balcão que nenhum troféu esportivo, nenhuma foto vintage, nenhum quadro decorativo conseguirá preencher. Porque no fim das contas, você pode substituir quase tudo num bar. Menos o baculum de estimação da família. Esse é genuinamente insubstituível.

Esperemos que 2026 seja o ano em que ossos de pintos de morsas permaneçam exatamente onde devem estar: atrás de balcões de bares históricos, servindo como quebra-gelo e amuleto da sorte. Eu ouvi um Amém?


Fonte: NY Post

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