Vesguinha tenta acertar inimiga e manda aposentado pra vala

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O Deus Fracote

Hoje é sexta-feira, Dia da Maldade. Dia de dar uma pausa na divulgação científica e dar um giro pelas insânias do mundo de Hades. Sexta-feira, dia de usar título semelhante ao Meia Hora. Sexta-feira, dia da maluquice generalizada. Sexta-feira, dia que Samhain toma umas biritas e esquece um pouco o portão do Submundo aberto e dia que vem notícia que uma vesguinha num bar foi meter a mão no berro, largou da máquina para dar um teco nazinimiga, errou e acertou um coroa que não tinha nada com isso.

Sexta-feira, dia da SEXTA INSANA!

Leonice Moreira de Sousa era uma menina boa, gentil e recatada… bem, para efeitos de história será assim que será descrita. Eu que mando nesta bagaça, e dane-se se Nelson Rodrigues não escreveria assim. Ela é uma moça radiante, como todas as que moram em Goiânia. Há quem diga que ela brilha à noite, mas vamos deixar isso de lado.

Por causa do Ciúme, o Monstro dos Olhos Verdes, como diria o Bardo Imortal, Leonice corroía-se por dentro. Aquilo a consumia. Até que num bar, o antro dos malquistos e a alegria dos tristes, Leonice encontra a sua rival, a sua algoz, aquela que apunhalara fundo o seu ser com o véu da traição. Mas Leonice não era mulher, do alto de seus experientíssimos 23 anos, deixar barato e chamou a Messalina Desvairada para as vias de fato, acabando por tomar umas porradas. Leonice e o irmão disseram “I’ll be Bach”, digo, “Nós é Baco”, digo, “Nós voltaremos”, e tal qual um episódio de Faroeste, Leonice deixou claro que Goiânia era pena demais para aquelas duas.

Inflamada de ódio, com seu corpo radiando energia, Leonice voltou ao bar armada, com sangue nos olhinhos vesgos, e assim que viu a serva do mal, talvez dissesse que ela ia sentir o seu perdão, e começou a atirar. Por causa do estrabismo, Leonice errou todos os tiros, e menor sorte teve o senhor José Paixão dos Santos, de 59 anos.

Quando a paixão nos faz cegos de raiva, o Paixão é quem paga o pato.

Seu Zé tombou morto, mas como não foi em batalha não tem direito ao Valhalla. Se bem que nem Viking ele era. Três vezes azarado. Já Leonice, A Zaroia do Mal, como todos os que tem o coração empedernido, negou o crime e botou o irmão no fogo. Ela agora vê o Sol nascer quadrado com diplopia desde o dia 28 de março, e o irmão foi preso no último dia 12 de maio.

Ciúme? Raiva? Doença? Olhinho torto? Quais os sentimentos de Leonice? O que irradiou-a com tanta ódio que não houve como não chegar ao fim do Paixão? Essa é a vida, e a vida é uma merda.


Fonte: G1

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Ricardo

    A vida como ela é… Em Goiânia?

  • kenji

    Ri demais do corolário!