Todo mundo que seja minimamente versado em como funciona a Ciência (cerca de 2% da população) sabe que acupuntura, homeopatia, fosfoetanolamina, radiestesia, toque terapêutico e colocar galhinho de arruda atrás da orelha são a mesma coisa: crendices. A pessoa acha que galhinho de arruda cura câncer e fosfoetanolamina traz boa sorte (ou algo assim), e não adianta tentar mostrar fatos. Mesmo porque, pode-se provar qualquer com eles.
Daí um “médico” acupunturista reconhece que acupuntura é o que realmente é: efeito placebo, e tenta defender esta tristeza com argumentos “mimimi placebo também salva o mundo das cáries”.
Continuar lendo ““Médico” reconhece que acupuntura é palhaçada”

Os EUA – vocês não acharam que eu ia falar do Brasil, né? – tem vários defeitos. Um deles é o Ken Ham e o Bible Belt. O sistema educacional é falho em muitos pontos, como na hora de escolher livros didáticos, não raro feito por comissões constituídas por gente burra, estúpida, ignorante e totalmente idiotas e… Ops, desculpem. Tem idiotas que acham que divulgadores científicos não podem dizer que pessoas burras são pessoas burras. My bad. (Sim, eu sei que você está lendo isso. Beijo na irmã!)
Ontem (17/04) foi o melhor dos nossos dias, o pior de nossos dias e… Nah, que nada, foi mais um dia como outro qualquer na Câmara dos Deputados. Um festival de insânia, uma ópera-bufa que não é sem precedentes, pois aquilo acontece diariamente, só que somos alienados e não prestamos atenção. Foram xingamentos, gritos de louvor, loas a torturadores e um festival de assassinatos da Língua Portuguesa.
As pessoas não sabem o que é ceticismo. Pensam que é coisa de ateu satanista do Inferno. Outros confundem ceticismo com ignorância. Tem os que acham que religiosos não podem ser céticos, além dos que pregam que todo mundo é cético 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Acho que já comentei aqui antes que sou uma pessoa muito curiosa e sempre me interessei por ciência. Poucos sabem, mas quando eu tinha entre 9 e 14 anos eu queria estudar química quando crescesse (é sério, gente, juro). Eu passei boa parte da minha infância e adolescência lendo enciclopédias e livros didáticos de ciência.
Sim, mais um artigo sobre fosfoetanolamina. Certas coisas são para postar sempre e sempre, para ver se as pessoas tomam vergonha na cara e deixam de ser burras e aprendem algo. Ok, nós sabemos que elas não aprenderão, pois religiosos fanáticos nunca aprendem, mesmo que esfreguemos as provas no focinho deles.
Eu até achei que demorou. Creio que as pessoas pararam para prestar atenção mais detidamente e acabou-se por descobrir um caso em que a fosfoetanolamina não só não curou o paciente, como deveria fazer, se eu for levar em conta o que os retardados disseram no Facebook, como ainda fez os tumores se espalharem por quase todo o corpo.
O mundo já tem problemas demais, então, por que a Seleção Natural não arruma mais alguns. Claro, não acontece isso porque todos nós somos um projeto divinamente planejado. O problema é que esqueceram de avisar Darwin. Daí o que acontece? O vírus Zika dá as suas caras e começaram a pipocar relatos que além de queda, coice. Não só se contrai Zika, como seu filho pode nascer com microcefalia.
A resposta seria os neurônios, mas você se ofenderia em ser chamado de cabeça-de-lesma, apesar de eu achar que a lesma do mar teria muito mais motivos para reclamar. Mas não fique triste, isso é muito importante, como mostra uma pesquisa do pessoal da Universidade de Illinois, que visa entender nossa cognição, memória e aprendizagem, com o auxílio daquelas coisinhas fofas que vivem no mar.