Polímero ajuda a filtrar petróleo e melhorar combustíveis

O processo de refino de petróleo é complicado, caro e nada legal pro meio ambiente ou pro ambiente todo, conforme redações do ENEM que nunca foram escritas. O processo visa tirar as impurezas presentes, pois nem tudo é tão útil assim, ou até é útil, mas não naquela mistura. Os materiais envolvidos são caros, mas engenheiros desenvolveram da Universidade do Texas pesquisam uma nova membrana de separação de gás que poderia fazer as impurezas presentes desde a extração do petróleo e gases naturais mais fácil e com custo menor, o que é exatamente este segundo que interessa às companhias, é claro.

O dr. Jaime C. Grunlan tem cara de bad boy, usa costeletão e te surra com qualquer polímero se você se engraçar com ele. Ele trabalha no Laboratório de Nanocompósitos e é colega do dr. Benjamin A. Wilhite, com cara de nerd psicopata, que é professor do Departamento de Engenharia Química. Ambos trabalham na Universidade do Texas, especializados em resolver problemas, como quaisquer engenheiros que se prezam.

Eles criaram uma película à base de polímero simples para remover as impurezas, sendo este polímero feito com membranas de matriz mista e zeólitos, um grupo imenso de minerais (mais de 80 variedades) que possuem uma estrutura porosa. Esta estrutura porosa ajuda na filtragem do óleo ou gás. O revestimento da membrana pode ser feito por imersão ou pulverização, o que torna muito fácil de aplicar-se a sistemas de separação de gás existentes . Estes filmes separam moléculas, ficando com o menor tamanho possível. Assim, ela consegue determinar como gases como o hidrogénio passam através dela, enquanto moléculas maiores, tais como as de dióxido de carbono e nitrogênio, ficam retidas.

No vídeo a seguir, você poderá ver o Wolverine e o Homem Formiga texanos falando sobre a pesquisa:

A indústria de petróleo e gás poderia estar a ser um dos principais benfeitores da nova tecnologia. Ambos o óleo e gás conter impurezas que têm de ser filtrados. Mesmo porque, o óleo em bruto sai do solo com belas quantidades de enxofre, que pode ser muito legal para avisar quando Satã está se aproximando, mas não é nada legal para o uso em combustíveis e em indústria petroquímica. Se a quantidade de enxofre é maior do que 0,5% da massa bruta, o petróleo é chamado "ácido", caso contrário, é um petróleo doce.

Para que o petróleo ácido possa ser refinado em gasolina, o enxofre tem de ser removido, o que atualmente é feito por meio de hidrotratamento, um processo caro que por sua vez leva à gasolina de preço mais elevado, ou você tem uma coisa barata, com qualidade inerente. Pode-se usar hidrogênio para remover o enxofre, o mesmo hidrogênio obtido ao se filtrar os gases. Assim, além de separar os gases, dando uma utilidade a cada um deles, usa-se o hidrogênio para melhorar a qualidade da gasolina; e assim podemos ficar felizes, indo a 200 km/h, gastando toneladas de gasolina. Salvo no Brasil, que ainda assim teremos combustíveis caros e ruas muito bem planejadas para impedir que motoristas andem em alta velocidade, parecendo um queijo suíço com tanto buraco.

A pesquisa foi publicada no Advanced Materials

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