Pesquisadores estudam janelas mais eficientes no gerenciamento de calor nas casas

Tenho um amigo que está construindo uma casa. São muitas coisas a serem pensadas e uma delas é o conforto interno. Ela precisa ser aconchegante no inverno mas isolar o maravilhoso calor do Rio de Janeiro no verão. Temos muitos materiais disponíveis no mercado, e quase todos eles são caros. Tudo é caro. Mas cientista que é cientista não sossega o facho. Se algo existe pode ser aprimorado e é esta a pesquisa que alguns cientistas canadenses estão se dedicando.

O dr. Benjamin Hatton tem nome de cientista de série de TV. A bem da verdade, ele é professor de Ciência dos Materiais  e pesquisa materiais bio-inspirados na Universidade de Toronto. Ele achou que estudar ligas metálicas indestrutíveis é muito “pão-com-ovo” e ele só se dedicaria a isso se alguém chegasse lá com bom fator de cura. Assim, ele enveredou para algo que ele considera mais legal: janelas.

Não que o bom doutor tencione em lavá-las ou escrever sistemas operacionais.Hatton e seus colegas da Universidade de Harvard estudam um novo processo para reduzir a perda de calor durante o inverno e manter os edifícios fresco durante o verão, o que é facilmente compreendido cada vez que eu ligo o ar-condicionado hoje e recebo a conta de luz no final do mês.

GHalton podia ficar inventando história tentando criar materiais que jamais existiram, mas se ele pode se inspirar no que vê no mundo natural, por que perder a oportunidade? NO periódico Solar Energy Materials and Solar Cells, Halton publicou um trabalho sobre controle térmico para arrefecimento bio-inspirado.

O processo idealizado por Halton usa folhas de elastômero, feitos de polidimetilsiloxano, (PDMS) também conhecido pela sua solução, conhecida como “óleo de silicone”. E não, sosseguem que não dá pra colocar nos peitinhos.

Este elastômero é aplicado em janelas, de forma a servir de isolante térmico, já que silicones não são bons condutores de calor. A técnica tem resultado em 7-9 graus de resfriamento em experimentos de laboratório e é eficaz tanto em pequenas e grandes escalas.

O professor Ben sabe que grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Ele não estava a fim de bater cabeça, então foi examinar como organismos vivos resolviam seus próprios problemas com o gradiente térmico. Ele percebeu como muitos seres usam redes vasculares internos, como os vasos sanguíneos, por exemplo, que se dilatam para aumentar o fluxo de sangue para fechar a pele superfície para aumentar a transferência de calor por convecção, enquanto eles se contraem e limitar o fluxo quando a nossa pele é exposta ao frio. Este é o sistema de animais com sistema termorregulador, já que não faria sentido estudar uma lagartixa, que precisa ficar no sol para se aquecer.

Ah, sim. Temos videozinho com o Tio Ben Halton:


É, pois é. Ele não estava falando da pesquisa em si, mas é legal vermos cientistas falando um pouco do seu trabalho.

Halton pesquisou os efeitos desta película sobre células solares e viu que havia ganho de eficiência, onde ela não só ajuda em manter a nossa casa quentinha, mas também melhora a eficiência do seu aquecedor.

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