A hora que eu mais gosto do dia é a manhã. Acordar e olhar pela janela e ver o mundo abrindo-se para mais um momento. Diferente das pessoas que acham que aquilo lá fora precisa ter sido criada por alguma entidade mágica, eu me contento com a magia metafórica da maravilha que a Natureza pode nos trazer. É uma beleza enganadora, já que ainda temos desastres, vulcões, terremotos u tempestades. Mas um simples raiar do sol nos da esperança, nos inspira.
O vídeo a seguir foi feito pelo fotógrafo Michael Shainblum e vocês podem considerá-lo como um presente.

Às vezes, eu gosto de olhar para a janela, ver o mundo passar, mesmo sabendo que quem está passando sou eu. Aliás, sim, o mundo está passando: num movimento de rotação, translação e precessão. Podemos ver outros lugares quando viajamos e são dois movimentos distintos: nosso movimento em relação à Terra e o movimento da Terra no espaço sideral. Mais fantástico que isso, são as visões que os astronautas da Estação Espacial Internacional veem. Desde nosso planeta até sondas de outros países, brilhos de tempestades e nossas luzes noturnas.
Eu gosto de duas coisas: auroras boreais e austrais e vídeos feitos com técnica de time lapse. Enquanto nosso planeta luta contra emanações de alta energia enviadas pelo Sol, doido para fritar a todos nós, o campo magnético da Terra deflete estas partículas, criando o efeito majestoso das auroras. Em 2 de outubro, o Sol estava meio emputecido e mandou ver uma grande explosão de massa coronal. Ela veio mais rápida que meu irmão quando sabe que eu recebi o salário. O resultado? Isso aqui:
Mesmo uma praia é lugar para belas fotografias que não sejam barquinhos ou bundas desfilantes. É bom para se ver o céu, as estrelas e riscos mostrando o trajeto de aviões. O movimento de tudo ao redor, seja uma pessoa calmamente sentada na areia a poucos metros de nós, seja estrelas há muitos bilhões e bilhões de quilômetros daqui. Jack Fusco é um perfeito exemplo que mesmo perto de casa podemos ter algo maravilhoso da qual nem sempre nos damos conta.
A Austrália é um país legal, apesar de tudo lá parecer estar disposto a matar você de forma mais dolorosa possível. Uma espécie de Depois da Terra sem o chato do Will Smith e seu filho mais chato ainda, e nem a fauna da Austrália quis chegar perto de tanta chatice. Mas nem só coisas mortíferas a Austrália tem de sobra. Sua geografia faz com que haja muitos lugares afastados, onde se pode fotografar o céu, e tais fotos podem ser montadas para gerar o filme que você verá a seguir, um time lapse de tirar o fôlego.
O Everest é por si só uma maravilha. Ele pode ser apenas uma montanhona gigantesca, intransponível, inexpugnável, mortífera e um desafio para qualquer mortal insano suficiente para tentar domá-la. Muitos tentaram, poucos conseguiram. Ao ser perguntado por que subir no Everest,
Como vocês são espertos, prestaram atenção nas aspas; já que o
O Vale da Morte não é um lugar onde você gostaria de passar as férias, mas mesmo assim gostaria de tirar férias para dar uma conferida. é um lugar contraditório, pois apesar de ser um lugar de onde você fugiria ainda assim gostaria de dar uma checada, apensar de ser um vale onde muitos não viveriam muito tempo. É uma depressão, já que é um vale, na fronteira dos estados norte-americanos de Nevada e Califórnia, a cerca de 160 km de Las Vegas. Se você conseguir sobreviver no Vale da Morte, acabará morrendo em Las Vegas… nem que seja num bom dinheiro.