Quando um batom ajudou nossas avós a vencer a Guerra

Uma guerra (as de verdade, não arranca-rabo temporário) causam sérios problemas nos países envolvidos. Não, não estou falando de democracia caindo no seu quengo. Estou falando a população depender de recursos básicos, como comida, por exemplo. Os governos tentam (ou deveriam tentar) garantir que sua população tenham o mínimo do mínimo possível. Mas esse mínimo pode dar uma resvalada, quando é por um bem maior.

Num momento que tudo começa a ser racionado, alguns itens de primeira necessidade são indispensáveis e escapam ao racionamento; isso inclui pães, remédios e… batons.

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Pombos, mensagens, heróis e fotos

A mais cômoda forma de guerrear – se é que isso existe – é saber com antecedência o que seu adversário está fazendo e o que fará em seguida. Infelizmente, nem sempre o exército inimigo está a fim de cooperar, sem falar que eles insistem em não querer que você sabia o que eles estão aprontando, enquanto eles mesmos estão interessados no que você anda aprontando.

Aqui teremos várias histórias e são histórias sobre a História. Sobre pombos, farmacêuticos, balões, fotos, e gente pensando muito antes do seu tempo, quando fax ainda não fora inventado mas de certa forma fora inventado. Quando drones seriam algo bizarro, havia muitas alternativas

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6 de junho: O Dia D

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Eu realmente tenho que me desculpar. Por causa de meu desleixo, eu deixei de fazer menção ao dia de ontem, 6 de junho, dia que no ano de 1944 os Aliados resolveram ser mais bravos que os loucos (ou mais loucos que os bravos) e desembarcaram na Normadia. Foi o chamado Dia D, o dia que as tropas desembarcaram nas praias de Omaha e Utah (se você não sabe o porque destes nomes, é sinal que você não estudou História. Compre um livro), no que chamaram Operação Overlord.

Erwin Rommel, a Raposa do Deserto, avisara ao Estado Maior alemão que os aliados não iriam para Pas-de-Calais e sim para a Normandia, mas os “ixpertus” acharam que só um louco faria isso (graças ao espião duplo com codenome Garbo). Mas de loucos, aqueles homens não tinham nada. Tinham disciplina e coragem de sobra, apesar que a maioria não voltou pra casa. Não morreram em vão, pois aqueles soldados realmente saíram da vida entraram para a História, mesmo sem escrever uma carta estúpida (e falsa).

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Henio Zytomirski e a banalidade da Internet

henio_zytomirski.jpgIndiscutivelmente, a Internet nos trouxe muitas coisas boas. Obviamente, nisso não se pode adicionar o Orkut que, como tudo de interessante, perde o foco e acaba se tornando um antro de tosqueira. Henio Zytomirski nasceu em Lublin, Polônia, em 1933. Entretanto, o menino Henio não viveu o suficiente para ter acesso à Internet. Ele nem mesmo viu uma televisão e nunca assistiu aos desenhos do Pernalonga. Henio morreu numa ignominiosa câmara de gás, como cortesia do 3º Reich, em 1942.

Não preciso de um DeLorean para viajar no tempo. 68 anos se passaram desde aquela data que, infelizmente, não teve nada de especial, pois morrer barbaramente numa câmara de gás era algo comum se você fosse rotulado como “diferente”, seja judeu, cigano, deficiente físico, homossexual ou rezar pro mesmo deus, mas de partido diferente. Não, Henio não teve uma morte honrosa, que despertasse indignação na época. Era apenas mais um rotulado como “traste” e nem era visto como ser humano. Hoje, Henio volta. Não numa ressurreição promovida por um deus indiferente, mas pelas mãos da tecnologia. Henio tem seu próprio perfil no Facebook.

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