A Guerra das Invenções Idiotas

A Segunda Guerra Mundial foi, entre outras atrocidades, o maior laboratório de gambiarra da História Humana. Sim, ela nos deu o radar, o motor a jato, o míssil balístico e a bomba atômica; mas também nos deu um urso sargento, um submarino afundado por descarga sanitária e uma proposta de incendiar Tóquio com morcegos colados. A humanidade, quando colocada sob pressão extrema, não apenas sobrevive: ela delira com produtividade assustadora. O que se segue é um catálogo honesto desse delírio. Continuar lendo “A Guerra das Invenções Idiotas” →

A caganeira que causou uma guerra

Existem ocorrências minúsculas, até mesmo displicentes, que acabam por escalonar em algo bem maior, algo que ninguém ligaria os pontos diretamente sem saber o que aconteceu pelo meio. Chamamos isso de “Efeito dominó”, aquela situação em que uma peça cai, empurra a próxima, que empurra a seguinte, e de repente você está olhando para uma catástrofe que começou com um detalhe ridículo. A História é cheia desses momentos, mas poucos chegam ao nível do que aconteceu na noite de 7 de julho de 1937, perto de Pequim, quando um simples soldado raso deflagrou, sem querer, uma guerra que matou entre 15 e 20 milhões de pessoas e evoluiria de forma catastrófica em uma guerra muito maior.

Esta é a história de Shimura Kikujiro e como uma caganeira inadvertidamente causou a Segunda Guerra Sino-Japonesa. Continuar lendo “A caganeira que causou uma guerra” →

A insana Bomba de Morcegos

Planeta Terra, cidade Tóquio. Como todas as grandes metrópoles em sua época, Tóquio tinha um grande problema: a Segunda Guerra Mundial. No amanhecer de 1943, o rugido de um avião irrompe o ar frio da manhã, cruza o céu e larga um container que parece uma bomba comum. Só que não é. A uns 300 metros de altitude, o troço se abre e liberta milhares de morcegos. Silenciosos, rápidos, quase invisíveis, eles se espalham pela cidade procurando um cantinho escuro para descansar. Infiltram-se sob telhados, em casas e prédios, sem critério especial. Mas esses não são morcegos comuns.

Cada um carrega uma pequena bomba incendiária amarrada ao corpo. Quando o sol nasce, o temporizador dispara. Milhares de ignições simultâneas incendeiam as construções de madeira do Japão. Em minutos, a cidade inteira está em chamas. Continuar lendo “A insana Bomba de Morcegos” →

A Batalha de Legos em Caen

O caos ensurdecedor caiu sobre as praias da Normandia no Dia D, 6 de junho de 1944! Os Aliados, liderados pelos britânicos e canadenses, desembarcaram com um plano audacioso: capturar a cidade estratégica de Caen, um hub vital de comunicações e estradas na França ocupada pelos nazistas, para abrir caminho para a liberação da Europa. O problema é que os krauts com suas divisões Panzer não estavam a fim de facilitar a vida de ninguém. Continuar lendo “A Batalha de Legos em Caen” →

A Batalha das Batatas

Se a guerra é o lugar da tragédia, às vezes ela também é o palco de comédia involuntária. Ou melhor: improvisada, desesperada e, por que não, nutritiva. O episódio que vamos narrar aqui tem tudo o que um bom roteiro de Hollywood evitaria por parecer inverossímil demais; mas aconteceu. Na madrugada de 5 de abril de 1943, nas águas inquietas das Ilhas Salomão, um contratorpedeiro americano encontrou um submarino japonês e, sem saber o que fazer, fez o impensável: atacou com o que tinha à mão, e este foi o dia em que o USS O’Bannon derrotou um submarino japonês com… tubérculos. Continuar lendo “A Batalha das Batatas” →

Grandes Nomes da Ciência: Eva Saxl

O suor escorre pelas têmporas. O tempo se esgota, a fome faz o favor de atrapalhar a já debilitada pessoa cujas mãos trêmulas tentam fazer o impossível mediante recursos praticamente inexistentes. O tempo está se esgotando. O tempo da dona das mãos e de várias pessoas. Os 3 bilhões de anos de Evolução Biológica estão prestes a selecionar aquelas pessoas, e o o negro manto da Morte ameaça abraçar a todos. Um par de olhos claros olha para a Iniludível, e de posse de 2000 anos de Ciência diz “Hoje não!” Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Eva Saxl” →

O artilheiro que salvou uma base de um ataque inimigo

O dia estava calmo e tranquilo. Uma suave brisa soprava. Os amigos passavam sorridentes e acenavam pro Artilheiro, e ele acenava de volta. O Artilheiro estava descansando junto com o seu amigo, mas algo de errado não estava certo. O Artilheiro levanta a cabeça. Não havia um único som estranho, mas ele sabia. Oh, sim, ele sabia. Sabia porque conseguia escutar. Seu amigo o conhecia bem e deu o alarma. Era um ataque iminente. A sirene soou forte por todo o campo, homens correndo de um lado pro outro. Eles não tinham muito tempo para se preparar. Macacões são vestidos, motores são ligados. A ameaça é próxima e quando ela chega, nada de fator surpresa, pois o Artilheiro fizera o seu trabalho de avisar e aquele ataque seria impedido.

Esta é a história de como um cão salvou uma cidade inteira. Continuar lendo “O artilheiro que salvou uma base de um ataque inimigo” →

Guerra de Legos

Em 1º de julho de 1942, as divisões SS Panzer, comandadas por Erwin Rommel, atacaram a cidade de El Alamein, ao norte do Egito, bem na costa do Mar Mediterrâneo, a 240 km a noroeste do Cairo. A ideia de Rommel era tomar conta do Canal de Suez e assegurar o petróleo do Golfo Pérsico para abastecer a máquina de guerra nazista. Começou aí a Primeira Batalha de El Alamein. Continuar lendo “Guerra de Legos” →

Quando um batom ajudou nossas avós a vencer a Guerra

Uma guerra (as de verdade, não arranca-rabo temporário) causam sérios problemas nos países envolvidos. Não, não estou falando de democracia caindo no seu quengo. Estou falando a população depender de recursos básicos, como comida, por exemplo. Os governos tentam (ou deveriam tentar) garantir que sua população tenham o mínimo do mínimo possível. Mas esse mínimo pode dar uma resvalada, quando é por um bem maior.

Num momento que tudo começa a ser racionado, alguns itens de primeira necessidade são indispensáveis e escapam ao racionamento; isso inclui pães, remédios e… batons.

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Pombos, mensagens, heróis e fotos

A mais cômoda forma de guerrear – se é que isso existe – é saber com antecedência o que seu adversário está fazendo e o que fará em seguida. Infelizmente, nem sempre o exército inimigo está a fim de cooperar, sem falar que eles insistem em não querer que você sabia o que eles estão aprontando, enquanto eles mesmos estão interessados no que você anda aprontando.

Aqui teremos várias histórias e são histórias sobre a História. Sobre pombos, farmacêuticos, balões, fotos, e gente pensando muito antes do seu tempo, quando fax ainda não fora inventado mas de certa forma fora inventado. Quando drones seriam algo bizarro, havia muitas alternativas

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