Lua de Saturno tem titânicas quantidades de sal

Já falei aqui sobre a topografia de Titã, assim como o reflexo da luz do Sol nas águas dos oceanos de Titã. Seus imensos e gelados mares feitos de metano despertam curiosidade, ainda mais levando em conta que os únicos mares com os quais estamos habituados são feitos de água. Mas não é só isso. Estudos sobre a força gravitacional de Titã indicam que há muito mais escondido ali, e os dados não mentem.

E sim, eu sei que "Lua" só tem uma, que é a nossa. Eu sei que Titã é um satélite natural, e eu também sei que fazer um título divertido também faz parte da divulgação científica.

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Como, quando e de onde veio a Lua tem mais uma peça de quebra-cabeça

Existem muitas teorias sobre a formação da Lua, nosso satélite natural. Alguns acham que a Lua e a Terra tiveram formação conjunta, vindo da mesma poeira de estrela. Outros, que a Lua se separou da Terra. Há aqueles que acham que a Lua foi formada em outro lugar, nada a ver com a Terra e acabou por aqui porque veio zanzando pelo Universo. Mas a teoria mais aceita é que um planeta meio que do tamanho de Marte veio em direção à Terra, deu-lhe uma porrada e mandou um naco deste tamanhão, com rochas, lava etc. Estes detritos se aglutinaram gravitacionalmente, formando a Lua.

A teoria do impacto colossal – que teria tido lugar lá pela bacia do Oceano Pacífico – que sustenta que um corpo chamado Theia parece ter agora mais evidências, encontradas na própria Lua.

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O gelado reino de Netuno

O reino dos planetas-deuses é desolado. A partir do planeta-guerreiro, o sistema solar já está muito frio, espaçado, praticamente morto. Quando chegamos no planeta-deus Netuno, não há água líquida, seu reino marinho repousa apenas na mitologia. É muito frio, deserto, sem vida; mas, nem por isso, vazio. Há uma imensa vizinhança circundando o reino de Netuno, magnífica, mas indiferente, com uma frieza de dar dó, pois além de não dar bola para as bactérias que andam sobre a Terra e constroem mísseis balísticos, os longínquos mundos perto de Netuno estão longe demais do Sol para serem paraísos caribenhos. No máximo são como Zamhareer , o infeno de gelo.

Com informações infernalmente precisas, abram o seu LIVRO DOS PORQUÊS, seção Astronomia.

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Os ondulantes mares de Titã

O titânico satélite de Saturno não é um lugar bem-humorado. Ali, não é pra fracos. Sendo o maior satélite de Saturno, o Senhor dos Céus, e o segundo maior do sistema solar, com um diâmetro equatorial de 5.150 km (Terra = 12.756 km e Marte = 6.792 km). Titã tem uma atmosfera que é predominantemente nitrogênio (95%) e metano, além de outros pouquíssimos gases. Possuindo imensos oceanos de metano em estado líquido (previstos por Carl Sagan muito antes da sonda Cassini ir até lá), Titã parece que não está muito afeito a visitantes.

Agora novas imagens da sonda Cassini trazem algo incrível: ondas. Dá pra se surfar em Tita. YEHAAAAAAAAAA!!!!!

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Os estranhos mares de Titã

O Senhor dos Céus contempla o infinito e além. Ainda que não seja tão poderoso quando o mais poderoso dos Deus, Saturno está tranquilo em seu leito etéreo, nas vastidões do Sistema Solar. Em volta dele, seus fiéis vassalos aguardam seu comando e o mais poderoso desses vassalos é o maior satélite de Saturno, mas ainda inferior a Ganimedes, o maior satélite do Sistema Solar, vassalo de Júpiter.

O que vemos a seguir é o fantástico terreno de Titã, com lagos de puro metano em estado líquido, ventos soprando etc.É um mundo em si mesmo.

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Sonda Cassini estuda a atividade das nuvens da lua Titã

A monitoração contínua da atmosfera de Titã pela missão Cassini, que vem explorando o sistema saturniano desde Julho de 2004, está começando a revelar alterações sazonais na circulação atmosférica e desprendimento nova luz sobre a climatologia globais da maior lua de Saturno e a segunda maior de todo o sistema solar, depois de Ganimedes.

Em um estudo publicado na Nature, cientistas planetários examinaram mais de 10.000 imagens capturadas pelo espectrômetro de mapeamaneto de luz visível e infra-vermelho, a bordo da Cassini, realizadas entre julho de 2004 e dezembro de 2007. O estudo foi conduzido por uma equipe internacional liderada por Sebastien Rodriguez, da Universidade de Nantes, na França. Alguns eventos individuais, incluindo a chuva, tem sido relatados anteriormente, mas o novo relatório é a primeira vez em que a climatologia global de Titã foi examinada com o objetivo de identificar mudanças de estações na atmosfera de Titã. É o tipo de estudo, que é ativado pela vasta quantidade de dados observacionais que a nave espacial tem acumulado ao longo dos anos. Continuar lendo “Sonda Cassini estuda a atividade das nuvens da lua Titã”