Já falei aqui sobre a topografia de Titã, assim como o reflexo da luz do Sol nas águas dos oceanos de Titã. Seus imensos e gelados mares feitos de metano despertam curiosidade, ainda mais levando em conta que os únicos mares com os quais estamos habituados são feitos de água. Mas não é só isso. Estudos sobre a força gravitacional de Titã indicam que há muito mais escondido ali, e os dados não mentem.
E sim, eu sei que "Lua" só tem uma, que é a nossa. Eu sei que Titã é um satélite natural, e eu também sei que fazer um título divertido também faz parte da divulgação científica.
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Existem muitas teorias sobre a formação da Lua, nosso satélite natural. Alguns acham que a Lua e a Terra tiveram formação conjunta, vindo da mesma poeira de estrela. Outros, que a Lua se separou da Terra. Há aqueles que acham que a Lua foi formada em outro lugar, nada a ver com a Terra e acabou por aqui porque veio zanzando pelo Universo. Mas a teoria mais aceita é que um planeta meio que do tamanho de Marte veio em direção à Terra, deu-lhe uma porrada e mandou um naco deste tamanhão, com rochas, lava etc. Estes detritos se aglutinaram gravitacionalmente, formando a Lua.
O reino dos planetas-deuses é desolado. A partir do planeta-guerreiro, o sistema solar já está muito frio, espaçado, praticamente morto. Quando chegamos no planeta-deus Netuno, não há água líquida, seu reino marinho repousa apenas na mitologia. É muito frio, deserto, sem vida; mas, nem por isso, vazio. Há uma imensa vizinhança circundando o reino de Netuno, magnífica, mas indiferente, com uma frieza de dar dó, pois além de não dar bola para as bactérias que andam sobre a Terra e constroem mísseis balísticos, os longínquos mundos perto de Netuno estão longe demais do Sol para serem paraísos caribenhos. No máximo são como Zamhareer , o infeno de gelo.
A monitoração contínua da atmosfera de Titã pela missão Cassini, que vem explorando o sistema saturniano desde Julho de 2004, está começando a revelar alterações sazonais na circulação atmosférica e desprendimento nova luz sobre a climatologia globais da maior lua de Saturno e a segunda maior de todo o sistema solar, depois de Ganimedes.