
Há uma sala no Museu Nacional da Dinamarca onde a luz entra devagar, como se meros fótons tivessem consciência da importância do local. Caminhando por corredores silenciosos, chega-se perante uma pequena coluna de mármore. Ao redor, o silêncio educado e um pouco solene que só existe em museus e em velórios. Ali é o Departamento de Antiguidades, e a coluna está cercada de outros fragmentos gregos e romanos que também sobreviveram por acaso ou por teimosia. Vasos que perderam a alça. Estátuas que perderam o nariz. Moedas que perderam o brilho mas não o perfil do imperador. É uma sala de sobreviventes, uma espécie de sala de espera na qual cacos do passado aguardam, pacientemente, que alguém pare, incline a cabeça e leia… e escute.
A coluna ali presente canta silenciosamente por meio de letras gregas entalhadas há muito tempo, junto aos símbolos que indicam a melodia. Uma voz que atravessou o tempo que traz a sensação de que a pedra sussurra, baixinho, para quem se debruça sobre o vidro. Aquela coluna é o Epitáfio de Seikilos. Continuar lendo “A última canção de um império: o Epitáfio de Seikilos”





A NASA pretende voltar à Lua, carregando astronautas consigo. É o Projeto Artemis, a irmã de Apolo, a deusa caçadora, a que vive na Lua. O plano está em levar astronautas (homens, mulheres, mas não javeiros, porque só querem levar gente) na Lua até 2024. Daí, os estagiários se juntaram e celebraram a missão com música. Diferente da FIOCRUZ que faz RAP tosco falando mal de organismo geneticamente modificado, o vídeo ficou legal, inspirado numa música da Ariana Grande. Aumente o som!
No tempo da TV ao vivo, era um problema sério. Tudo tinha que ser resolvido na hora. Até mesmo as novelas eram ao vivo. Conta a Glória Menezes que ela tinha que dizer a fala dela olhando para a câmera, e a câmera ia se afastando. Era uma novela de época, e a Glória com aquele vestidão de direito. O problema é que o suporte da câmera engatou na armação do vestidão e à medida que a câmera ia recuando, a Glória Menezes teve que andar junto, ou ia cair no chão. E era AO VIVO! Já o finado ator Jaime Barcelos, durante um Tele Teatro (ao vivo, claro), numa cena que ele tinha que cair, o fez de mau jeito caiu e se machucou, quebrando a perna. Tiveram que retirá-lo de lá imediatamente. Então, pegaram um mané, o vestiram de médico, ele entrou, colocou o estetoscópio na cabeça do Jaime e vaticinou: “ele morreu, senhora”, removendo o ator dali e levando-o pro hospital. 
Há duas coisas fundamentais que nos separam dos outros animais. Produzir ciência e fazer música. Pássaros não fazem música. Estão apenas chamando as fêmeas de "gostosas", enquanto puxam briga com outros pássaros. Aprendemos a criar melodias diversas, aprendemos a usar a Ciência. Aprendemos a misturar as duas coisas, e o resultado é fantástico.