100 mil, 100 mil pessoas querem ir pro espaço!

Antes, todo mundo queria ir pra Disney, mas isto ficou sem graça. Até pobre vai pra Disney. Se bobear, EU vou pra Disney. Agora, muita gente cansou de ficar viajando pelo mundo afora. O planeta ficou pequeno e, claro, ninguém pensa em visitar a Somália ou Miammar (ainda mais que quem mora nesses lugares quer ralar peito assim que puder). Depois do chromakey, é fácil "visitar" estes lugares e pagar de bom moço. Não, não. A moda agora é os ricaços fazerem turismo espacial e, dentro em "breve", o turismo já terá destino fixo: Marte, o planeta-motherfucker-guerreiro.

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Venter e os caçadores do DNA perdido

Sempre sonhamos com a vida em Marte. Só para vocês terem uma ideia de como Marte é presente em nosso imaginário, até a exibição do filme E.T. – O Extraterrestre, a maioria das formas de vida alienígena era chamada de "marciano" (a única exceção que eu conheço é o National Kid, que criou o termo "Inca", que é um termo totalmente sem sentido no Japão, mas os tradutores preferiram colocar Inca Venuziano por causa do conhecido Império Inca. Hoje em dia, podiam chamar de Inca, Maia, Asteca etc. que 90% nunca ouviu falar). Uma das missões da Curiosity é buscar algum indício de vida, de encontrar marcianos, mesmo sem ser idiota o bastante para esperar ver algum homenzinho verde.

Afinal, o que se precisa para encontrar DNA alienígena?

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Os sabores do solo marciano

Uma das principais pesquisas quando se estuda um planeta é saber do que é constituído seu solo. Saber da natureza mineralógica do lugar explica muito de sua formação e das forças atuantes nele. Com Marte não seria diferente, mesmo porque é mais fácil estudá-lo do que enviar para o planeta-de-TPM, Vênus.

O Deus-Guerreiro, vermelho de raiva, entrega muito a contragosto seus segredos a Roboy Curiosity, o robozinho amigo, de forma que possamos saber mais sobre a formação geológica de lá.

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Ray Bradbury está em Marte e deve estar satisfeito

Ray Bradbury, juntamente com Isaac Asimov e Arthur Clarke, faz parte da Santíssima Trindade. Mesmo porque, os 3 existiram e temos provas. Os 3 abençoaram a Curiosity durante a viagem e o pouso seguro em Marte, depois de 7 minutos de terror. Como homenagem ao velho Ray, o pessoal da NASA batizou o local de pouso de Landing Bradbury.

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Curiosity chegou! Ciência 1 x 0 Deus

Do Monte Olimpo ouve-se um grito ensurdecedor. A ira de um deus desaba sobre o terreno, pois este não quer ser dominado. O Medo e o Pavor saíram de cena. Os seres humanos, simples mortais, venceram mais uma vez. Os 7 minutos mais aterrorizantes se tornaram 7 horas, 7 dias, 7 anos de louvor à mais poderosa entidade do Universo: Galactus o Engenho Humano.

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7 longos e aterrorizantes minutos da Curiosity

Um ser de mais de mil olhos está observando. Milhares de mãos, dedos e cérebros. Tudo isso num ser com respiração suspensa. A entidade única que se formará monitorando telas faz parte de uma imensa gama de cientistas. As Leis da Natureza são implacáveis e quando se começar a ver o que aconteceu, já terá acontecido. O deus da Guerra está à espera, mas a Curiosidade tem maior força de vontade, só faltando ganhar um anel energético. Falo dos diversos cientistas em todo o mundo, monitorando a descida da sonda Curiosity em solo marciano.Com a frieza de sua condição enquanto máquina, a Curiosity não terá noção dos 7 minutos de terror que todos nós passaremos aqui na Terra.

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Valles Marineris, um passeio por uma imensa rachadura

Poucas belezas naturais se comparam ao Grand Canyon, no estado norte-americano do Arizona. Sua beleza e imponência mostram como somos ridículos perante escalas geológicas e só mesmo um imbecil acha que aquilo foi feito para agradar a estúpidas amebas de duas pernas. É chocante saber que seus 446 km de extensão (maior que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo), sua largura máxima de 29 km e quase 2 km de profundidade nada mais são que o efeito da água. Sim, água, pois o Grand Canyon foi esculpido durante bilhões de anos de erosão, tendo como principal agente erosivo o rio Colorado. Maiores informações poderão ser encontradas no site da UNESCO.

Nada na Terra se compara ao Grand Canyon, mas o universo não é apenas o pálido ponto azul. Há algo similar… não, MAIOR que o Grand Canyon. É o Valles Marineris, localizado no planeta Marte.

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Sinfonia da Ciência: Blues do Planeta Vermelho

marte1.jpgImagino que vocês devam se lembrar quando eu postei sobre a Canção de Carl Sagan e Stephen Hawking, com trechos das fantásticas séries de documentários Cosmos e O Universo de Stephen Hawking (disponíveis na sua fonte underground de cultura chamada eMule), cujas vozes foram remixadas com um arranjo de musical de John Boswel. Agora, o site Symphony of Science disponibiliza outros vídeos, os quais você poderá baixar, juntamente com a música e a letra. Abaixo, vemos um vídeo sobre Marte, o magnífico planeta vermelho, que Carl Sagan chamou de “Mundo das Maravilhas”, com a participação de Brian Cox, Robert Zubrin, Penelope Boston e, claro, o próprio Carl Sagan.

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Bactéria chilena vive em ambiente similar ao de Marte

O deserto Atacama situa-se na borda ocidental da América do Sul, cobrindo grande parte do norte do Chile e partes da Argentina. É o mais próximo possível de “chegar a Marte” permanecendo aqui na Terra. No alto do topo do vulcão de Socompa, na extremidade oriental do deserto do Atacama, a atmosfera é fina, a radiação ultravioleta é intensa, e o clima é seco. No entanto, o improvável foi encontrado: Vida.

Próximo a 6.050 metros de altura no vulcão Socompa, os investigadores do Alpine Microbial Observatory da Universidade do Colorado encontraram uma próspera e complexa comunidade microbiana, que parece ser apoiada pelos gases provenientes vulcânicas ao redor do topo. O AMO estuda as dinâmicas de microorganismos do solo em ambientes extremos desde florestas montanhosas até alpes de tundra. Continuar lendo “Bactéria chilena vive em ambiente similar ao de Marte”

Raios cósmicos ameaçam viagens espaciais

Antes que os astronautas ponham os pés em Marte uma infinidade de desafios técnicos precisa ser superada. Proteger os viajantes espaciais do bombardeio de partículas energéticas não é certamente o último entre eles. Fora da atmosfera e do campo magnético que protegem a Terra partículas supersônicas geradas no interior de estrelas investem furiosamente zunindo pelo espaço e bombardeando violentamente tudo o que encontram pelo caminho ? inclusive astronautas. Nos seres vivos, podem causar destruição de material genético.

Durante anos, vários sistemas de proteção foram propostos, de barreiras físicas a blindagens magnéticas ou eletrostáticas ? soluções que alguns pesquisadores de destaque consideraram completamente impraticáveis. No entanto, um grupo de pesquisadores europeus começou a testar um campo de força magnética em laboratório, obtendo resultados tecnológicos que acreditam ser potencialmente viáveis.

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