Um lapso de um Eclipse

Eu sempre tive um desejo secreto: ver um eclipse total ao vivo e a cores. Nada de ver pela TV. Infelizmente, a posição geográfica aqui não ajuda muito e sempre acabamos com eclipses meia-boca. Mas, ainda que me pareça pouco, ainda temos vídeos e fotógrafos que registram estes momentos, como foi o caso de Collin Legg, que registrou fotos de diversas maneiras em 14 de novembro deste ano, na Austrália. Juntou as fotos isoladas e montou um time lapse muito legal.

Continuar lendo “Um lapso de um Eclipse”

As sombras passageiras de nossas vidas

Nenhuma sombra é realmente definitiva. Elas passam por nós e ainda que estejamos em meio às trevas, logo a luz se fará presente. Por mais escuro que esteja, sempre podemos tirar algo de belo, nem que seja para vermos como passa a sombra de um eclipse.

No dia 14 de novembro, australianos puderam ver um eclipse solar, aquele em que a Lua fica na frente do Sol e tudo fica escuro (ou quase). Entretanto, apenas o pessoal no lado norte da Austrália pôde ver o eclipse total.

Continuar lendo “As sombras passageiras de nossas vidas”

Caranguejos de grandes profundidades caçam usando visão ultra-violeta

Você pensa que os seres humanos formam a espécie dominante na Terra. Somos apenas pobres coitados frente a outros grupos taxonômicos. Artrópodes formam um filo único. Fortes, bem adaptados e bem espalhados por todos os cantos do mundo. Dentre eles, temos o subfilo dos crustáceos, que mandam e desmandam no fundo do mar. Entre eles, temos os caranguejos que vivem em grandes profundezas, que segundo alguns pesquisadores são capazes de usar visão capaz de discernir luz ultra-violeta para poder caçar sua refeição, já que você nunca viu um caranguejão na fila do McDonald’s para pedir um McFish. Ou viu?

Continuar lendo “Caranguejos de grandes profundidades caçam usando visão ultra-violeta”

“Einstein ‘tava certo, nós estávamos errados. Mal aê!”

Para finalizar o caso dos neutrinos ligeirinhos, temos a pá de cal no sepulto das medições efetuadas pelo Opera. Se você não faz a menor ideia do que estou falando e ainda acha que Plutão é planeta, sugiro acompanhar os artigos que escrevi aqui, aqui e aqui. Eu aguardo.

Leu? Ótimo! Eu, sempre que posso, continuo acompanhando o desenrolar de assuntos controversos, ainda mais quando se pretende mudar paradigmas fundamentais e teorias científicas já muito comprovadas. Não significa, entretanto, que elas não irão mudar, pois nada na Ciência é eterna, ou ainda estaríamos tentando fabricar ratos com camisas velhas. Só que não é minha culpa se tenta-se refutar algo através de premissas erradas. E, com isso, o que vemos são verdadeiros micos pagos em várias vezes por diversos sites, e com juros! O caso dos neutrinos supraluminosos não foi uma exceção.

Continuar lendo ““Einstein ‘tava certo, nós estávamos errados. Mal aê!””

Quantas cores tem o arco-íris?

Estava eu na minha sala hoje, quando dois alunos chegaram e me pediram para intermediar uma aposta (não com essas palavras, óbvio). A  aposta girava em torno de quantas cores há no arco-íris. Um deles estava triunfante que eram sete. Mas a Natureza é mais ardilosa do que eles imaginavam. Infelizmente, o aluno perdeu a aposta, e veremos o motivo em mais um capítulo do Livro dos Por quês.

Continuar lendo “Quantas cores tem o arco-íris?”

Medição de Neutrinos: Vocês estão fazendo errado

Eu tenho um lado sádico (Não! Sério??). Não consigo parar de rir depois de ter lido uma notícia. Eu já tinha criticado  aquela história do neutrino ligeirinho, citando o dr. Ronald van Elburg, onde ele dizia que aquela baboseira de neutrinos viajando mais rápido que a luz estava errada. Ele mesmo criticou o sistema de medição e o mais curioso é que a experiência que comprovou a velocidade warp dos neutrinos (não que velocidade warp seja viajar mais rápido que a luz e sim "dobrar" o Universo) usou os mesmos critérios de medição. Assim não dá, assim não pode (™Cardoso, Fernando Henrique). Agora, depois que todo mundo festejou bastante como Einstein fora aniquilado por cientistas do século XXI, verei um monte de gente com o rabinho entre as pernas fingindo que não viram a notícia que — é, pois é — pelo visto Einstein não estava errado e realmente houve problemas na medição (uma risada com sotaque alemão flui pelo éter, nos assombrando).

Continuar lendo “Medição de Neutrinos: Vocês estão fazendo errado”

Os neutrinos já podem ser ditos como mais rápidos que a luz?

Desculpem aí, mas ainda não.

Em outubro, eu noticiei o experimento feito pelo pessoal do OPERA que demonstrou que neutrinos viajaram mais rápidos que a luz, ganhando dela por 60 nanossegundos de vantagem (a velocidade NÃO É 60 nanossegundos mais rápido, seus divulgadores sebosos que não sabem Física!). Neste mesmo artigo, eu demonstrei meu ceticismo (ho-ho-ho) juntamente com os comentários de cientistas alegando o porque haveria tido algum erro de medição.

O experimento foi refeito pelos mesmos cientistas, nas mesmas condições e tiveram os mesmos resultados. Isso comprova o quê? Não muita coisa, para desespero da Fox News, que já chapou logo no seu site que havia dúvida se Einstein estava errado. (não que devamos levar a Fox muito a sério.)

Continuar lendo “Os neutrinos já podem ser ditos como mais rápidos que a luz?”

O caso dos neutrinos rápidos comprova: EINSTEIN RULEZ!

Foi um alvoroço! A notícia que neutrinos podiam ser mais rápidos que a luz fez a festa entre pseudoveículos de informação (aka jornais). Um monte de idiotas decretou a morte das teorias de Einstein, só faltando dizer que o tio querido de todos os cientistas devia estar com outro alemão chacoalhando a mente dele: Alzheimer. Só que a realidade da Física é muito sutil e não se deixa ser conhecida facilmente. Heinsenberg coloca a mão na testa e diz "Dummkopfs!" . Mas, afinal, o que pode ter acontecido? Simples, Einstein estava certo quando os manés tentavam provar que ele estava errado e a própria teoria de Einstein é a base que usaram para tentar provar que ele estava errado. Dafuq is that?

Continuar lendo “O caso dos neutrinos rápidos comprova: EINSTEIN RULEZ!”

A Terra não é plana. A Lua é.

Se você mora numa vasta planície, um campo aberto com montanhas bem longe, é tentador pensar que se vive num mundo chato feito pizza. Mas basta subir alguns metros que, ao longe, nota-se a curvatura da Terra. Ao ver montanhas à grande distância, é inevitável pensar que ali é a borda do mundo e a parede que impede que nós despenquemos para o vazio, como se fosse um imenso parapeito. Os hindus antigos achavam que o mundo era discoide e estava repousado nas costas elefantes apoiados sobre uma imensa tartaruga, lenda aproveitada por Terry Pratchett em seu antológico Discworld (LEIA-O, é uma ordem! Sua vida terá novo significado).

Hoje sabemos que a Terra não tem formato de pizza (ok, alguns ainda acham que sim), mas isso nos traz lembranças do quão pouco sabíamos e éramos a nos apegar ao senso comum. E mesmo hoje, com todo o nosso desenvolvimento científico e tecnológico, a Natureza ainda nos prega peças, como mostrar que a Lua, nosso satélite natural, é tão achatado quando se pensava da Terra de outrora. Com a diferença de termos evidências fotográficas disso.

Continuar lendo “A Terra não é plana. A Lua é.”

Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos

A expressão “cego como um morcego” nunca foi cientificamente certa, já que morcegos não são cegos, e sim, eles podem ver muito bem de dia, apesar de seu comportamento noturno. Cientistas do Max Planck Institute for Brain Research, em Frankfurt, e da Universidade de Oldenburg analisaram a sensibilidade das retinas de algumas espécies morcegos e detectaram células cones e pigmentos visuais neles, por meio de análise eletrorretinográfica. A pesquisa foi publicada na PloS ONE. Continuar lendo “Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos”