
Existe algo profundamente fascinante na habilidade humana de destruir uma ideia sem tecnicamente desobedecer a ela. Não é rebelião clássica, daquela com barricada, fumaça e gente gritando slogans revolucionários. Não, caro que não! O século XXI refinou o processo, e hoje a grande revolta acontece em salas climatizadas, entre advogados sorridentes e apresentações de PowerPoint chamadas “otimização operacional”. E foi exatamente isso que aconteceu quando a rede Cinemark que resolveu entrar em campo com o regulamento debaixo do braço e decidiu cumprir a famosa cota de tela da maneira mais absurdamente literal possível, passando seguidamente filme nacional por cem vezes seguidas.
Eu adoro o cheiro de desobediência civil pela manhã! Continuar lendo “Cinemark descobre como sabotar uma lei sem quebrar nenhuma lei”





Todo dia estamos em contato com insânias, disparates, despautérios e totais loucuras vindos dos
Eu vivo num mundo em que se preza pela liberdade de pensamento e opinião, mas isso quando seu pensamento e opinião coaduna com o status quo. Isso vale para todos os espectros, e o político não seria diferente. As pessoas comuns, entretanto, vivem num mundinho fantasioso. Acham que tudo está bem e basta escolher certas pessoas para certos cargos, sem examinar detidamente as consequências. Queriam tanto que tivesse mais mulheres no governo, já que competência – segundo este pessoal – é determinada pelo que se tem entre as pernas, mas joelhos falham às vezes.
Enquanto as pessoas estão tendo arroubos homéricos porque a Meghan, que não é princesa, mas duquesa (o que dá na mesma), entrou sozinha na igreja (só que não) por ser feminista (o pai está doente e não pôde viajar) e usa o seu vestido para ressaltar o BREXIT (é a bosta de um vestido branco!), autoridades sauditas mandaram sete defensoras dos direitos das mulheres ver Maomé nascer quadrado pela séria acusação de “tentar minar a segurança e estabilidade do reino… e erodir a unidade nacional”.
Leis são importantes. São elas que impedem que a gente se