Grandes Nomes da Ciência: René Laennec

Os pais entram pelo Pronto Socorro desesperados. Eles trazem um grande embrulho nos braços. A primeira figura de branco é Deus para quem precisa., mas é apenas um homem. O ruído sibilante dá o alarme e séculos de conhecimento acumulado entram em ação. A mãe leva a ão na boca, o pai explica simplesmente que ele não está respirando, doutor. Ouvidos escutam, mas os olhos não acompanham, pis estao fitando outra coisa. Mãos treinadas mão até o aparelho, e uma extremidade bipartida são levadas aos ouvidos enquanto o peito já desnudo por uma rapidez mal observada recebe o frio toque do aparelho.

O estetoscópio é instrumento diário, simples e imprescindível nas mãos de um médico. Apesar de meio que óbvia a sua utilização, o estetoscópio é de invenção relativamente recente, e isso se deve a Renné Laennec.

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A Informática Maldita do Cardoso

Saiba, ó príncipe, que entre os anos em que os mares engoliram o Rio de Janeiro no último temporal e os anos do surgimento dos Filhos, Sobrinhos e Cunhados de Políticos, houve uma era inimaginada, quando reinos esplendorosos se espalharam pelo mundo como mantos azuis sob as estrelas. Para cá veio Cardoso, escritor mundialmente famoso autor de Por que todo idiota acha que é preciso ser famoso para ter muitos seguidores no Twitter.

Esse é o mundo do Cardoso!

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Grandes Nomes da Ciência: Agnodice

A mulher em dores excruciantes adentra o hospital… o que poderia se chamar de hospital aquele açougue. Sem suturas, sem instrumentos cortantes decentes, sem esterilização, sem antisséptico. Aquilo era o Inferno na Terra. Não, não estamos falando do Brasil. A mulher em trabalho de parto estava recusando qualquer tentativa de socorro. Ela só queria ser atendida por uma pessoa. Não uma pessoa qualquer, mas uma figura lendária. Tão lendária que nem sabemos com certeza se existiu. Tão lendária que a história acima descrita pode nem ter ocorrido. Mas o nome da pessoa ainda permeia a História.

O nome dessa mulher era Agnodice.

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O gelado reino de Netuno

O reino dos planetas-deuses é desolado. A partir do planeta-guerreiro, o sistema solar já está muito frio, espaçado, praticamente morto. Quando chegamos no planeta-deus Netuno, não há água líquida, seu reino marinho repousa apenas na mitologia. É muito frio, deserto, sem vida; mas, nem por isso, vazio. Há uma imensa vizinhança circundando o reino de Netuno, magnífica, mas indiferente, com uma frieza de dar dó, pois além de não dar bola para as bactérias que andam sobre a Terra e constroem mísseis balísticos, os longínquos mundos perto de Netuno estão longe demais do Sol para serem paraísos caribenhos. No máximo são como Zamhareer , o infeno de gelo.

Com informações infernalmente precisas, abram o seu LIVRO DOS PORQUÊS, seção Astronomia.

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Os 1001 anos da esplendorosa ciência islâmica

Antes de nossos pais, avós, bisavós e do seu antepassado mais antigo do qual você se lembra, a ciência islâmica já dominava o mundo, da Ásia Central à Europa ocidental. Aqui contaremos um pouco sobre como os desbravadores do pensamento científico moldaram nosso mundo e como sua influência não é apenas a pedra basilar de tudo o que sabemos hoje. É simplesmente MUITO MAIS!

Este artigo conta um pouco da Ciência Islâmica, e como ela influenciou nosso mundo de hoje, a começar pela Renascença.

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Os incríveis desejos de Robert Boyle

robert_boyle.jpgNão, este artigo não tem nada a ver com sacanagem. Robert Boyle, um dos mais célebres cientistas da Inglaterra (e estupidamente chamado de Pai da Química pela agência EFE, sendo repetida pelo Terra) deixou um legado de trabalhos meticulosos. A partir desta segunda-feira, a Royal Society comemora seus 350 anos com uma exposição de vários documentos, como os primeiros trabalhos de Charles Darwin e o manuscrito original do Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), de Isaac Newton, o livro de maior peso científico e considerado uma peça-chave para o desenvolvimento científico. Procurei alguma obra publicada pelo Behe lá, e o sistema caiun na gargalhada, sem eu nem saber o porquê.

No tocante a Robert Boyle, a Royal Society publica uma lista de “desejos” que o autor de The Sceptical Chymist (O Químico Cético) teria pensado para o futuro.

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