Eu sempre trago cosas incentivando o ensino de Ciências, Computação e Robótica para crianças. Desde o Meu Pequeno Químico, até os Mobots. Essas áreas desenvolvem o cérebro, melhora o aprendizado, diverte e instrui. Não daquela forma chata e insípida que chamam de "Programa", estipulado pelo MEC, o ministério brasileiro semelhante ao ministério da marinha da Bolívia. Crianças podem fazer mágica, podem programar o NXT da Lego ou mesmo Arduino. Elas podem fazer qualquer coisa, basta ter as ferramentas.
Bem, a ferramenta da vez é o Play-i e, eu adoraria meter as mãos nesta gracinha, digo, dar de presente aos meus filhos.
Continuar lendo “Skynet quer se apoderar da alma de nossas crianças. E elas irão adorar!”

Divulgar ciência não é pra qualquer. Nem todos podem ser… bem, nem todos podem ser incríveis, cultos, fantásticos, inteligentes, sábios, bem falantes, envolventes, exuberantes e mais superfantásticos que o balão mágico. Além disso, sou humilde também. Mas existem Leis do Universo e elas são invioláveis. Uma delas é: Ninguém é capaz de ensinar melhor a uma criança do que outra criança. Para isso, que tal se houvesse um periódico com revisão de pares, revisado por crianças, editado por crianças, voltado para crianças. Loucura? Sim, concordo, assim como era maluquice.
Em qualquer reunião com pedagogos eu tenho desgosto. É uma dor que corrói a alma, e eu não posso me livrar dela. Numa reunião hoje, eu vi soltarem a seguinte pérola "O senhor tem um projeto de ensinar computação aos alunos. Acho que eles são muito novos pra mexer com computador".
A Evolução Humana segue a chamada curva de Gauss. Ela começa quando você é idiota e a única coisa que sabe fazer é merda (aka, bebês). chega na infância, seu ápice, e começa a decair para adolescência, onde a única coisa que sabe fazer é merda. Somos frutos daquilo que nos ensinam. Aprendemos algo que nos é ensinado e quando tudo que vemos são conceitos errados, achamos que aquilo é a pura expressão da verdade por simplesmente não termos tido nenhum outro parâmetro de comparação.
Quando as coisas dão errado (e muito!) em termos de ensino, eu meto o malho, mas quando há iniciativas boas, aliás, excelente, aliás, incrivelmente fantásticas, temos a obrigação de divulgar.
Ensinar não é pra qualquer um. Por mais que você saiba a matéria, a questão é se você sabe transmiti-la, fazendo-a o mais compressível que puder. A ficção científica nos deu muitos exemplos de professores-robôs, mas isso está longe da realidade. Asimov nos deu exemplos de professores-robôs, mas estes eram apenas gravadores que replicavam a matéria. Bem, se é pra fazer isso, não se precisa estudar nem desenvolver nenhuma tecnologia própria. Pedagogos e professorzinho formado a 3 tapas em facurdadi de esquina fazem isso quando tentam ensinar algo que está nos livros, mas qualquer pergunta de modo não-previsto pelos livros, eles engasgam. Esse tipo de gente está para o Ensino, assim como operador de telemarketing está para um atendimento decente. Mas e se fosse o contrário? E se ao invés de ensinar, o robô estivesse aprendendo junto com as crianças? É o que uma dupla de dois pesquisadores japoneses nascidos no Japão pesquisam.
Não, não estou xingando seu filho. A pergunta acima é baseada no mais puro espírito científico. Corvos, longe de sua má fama como companheiros de bruxos e serem espiões de Sarumã, o Branco, são espertos e sabem resolver problemas. Num estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, comparando a capacidade de resolver problemas de corvos e crianças, vemos que há pouca diferença no modo de pensar de ambos. E isso com o auxílio de um fabulista do século VI antes da Era Comum.
Nada é mais bizarro que criaBURRIcionista tosco. Se já não bastavam argumentos idiotas para tentar "provar" que a Evolução é mito., uma escola gerida por idiotas fundamentalistas (desculpem o pleonasmo) estão ensinando que a Evolução não existe porque o monstro do Lago Ness é tão real quanto Jesus.